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As instituições científicas mantêm dúvidas sobre os benefícios dos orgânicos
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Desde que receba suficiente cobertura mediática, qualquer publicação que destaque os benefícios para a saúde dos alimentos biológicos será recebida com uma enxurrada de difamação e inverdades. Com a circunstância singular de que esta informação falsa não circula apenas nas redes sociais ou na imprensa: são por vezes sociedades científicas ou instituições científicas que produzem ou transmitem esta informação enganosa. Segundo vários investigadores em nutrição e saúde pública, a Academia Nacional de Medicina, a Academia Francesa de Agricultura (AAF) e o Instituto Nacional do Cancro (INCa) têm assim, cada um à sua maneira, contribuído para alimentar a confusão sobre o assunto.
Em questão, um estudo epidemiológico francês publicado em 2018 em Medicina Interna JAMAtendo acompanhado 70 mil pessoas durante quatro anos e meio, e destacando uma queda significativa de linfomas (-75%) e de cancro da mama pós-menopausa (-34%) entre os maiores consumidores de produtos biológicos, em comparação com aqueles que não os consomem. Apenas três dias após a publicação, a AAF publicou no seu website um “ponto de vista” de dois dos seus membros, que a criticou.
“Esse texto foi um modelo das técnicas utilizadas pelos fabricantes para criar dúvidas, com um amontoado de críticas metodológicas que beiram a má-fé, mas que conseguem dar a ilusão de uma discussão científica legítimadizer Serge Hercberguma das figuras da epidemiologia nutricional e coautora deste estudo. É evidente que não somos hostis ao debate, mas tratava-se claramente de um desejo de desacreditar e não de debater. » Questionado, o secretário permanente da AAF lembra que os “pontos de vista” dos académicos, embora divulgados pela sociedade científica, não são formalmente endossados por esta.
Em abril de 2019, vários meses após a publicação do famoso estudo, a Academia Nacional de Medicina publicou um breve comunicado de imprensa Quem “alerta sobre a interpretação demasiado rápida dos resultados epidemiológicos”. O texto defende que os grupos comparados (consumidores orgânicos e não consumidores) diferem em outros fatores: “Consumo de frutas e vegetais, nível socioeconómico, atividade física… todos (são) capazes de explicar uma diferença por si próprios. »
Crítica que sugere que os autores foram negligentes ao não levarem em conta esses fatores de confusão em suas análises. “É completamente ridículo.responde o bioquímico e nutricionista Denis Lairon, coautor do estudo atacado. É impensável que uma revista como Medicina Interna JAMAum dos mais renomados e exigentes, concorda em publicar um estudo epidemiológico que não leve em conta esses fatores de confusão! »
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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre
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5 de maio de 2026A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.
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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre
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30 de abril de 2026O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.
O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.
A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.
“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.
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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
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23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.
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