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As inundações e secas mortais em Espanha são as duas faces da moeda da crise climática | Clima extremo
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Ajit Niranjan
Os residentes de Chiva, uma pequena cidade nos arredores de Valência, podem esperar um futuro sombrio de agravamento da seca à medida que o planeta aquece e o país seca. Mas na terça-feira, eles também testemunharam chuvas equivalentes a um ano em questão de horas.
O chuvas torrenciais que inundaram o sul e o leste de Espanha na noite de terça-feira, destruindo pontes e devastando cidades, mataram 64 pessoas e continua a aumentar. A poluição por combustíveis fósseis desempenha um papel na deformação de ambos os extremos do ciclo da água: o calor evapora a água, deixando as pessoas e as plantas secas, mas o ar quente pode reter mais humidade, aumentando o potencial de chuvas catastróficas.
“Secas e inundações são as duas faces da mesma moeda das alterações climáticas”, disse Stefano Materia, cientista climático italiano do Centro de Supercomputação de Barcelona. Ele disse que estudos relacionaram as secas no Mediterrâneo com a emergência climática através de mudanças na circulação atmosférica, ao mesmo tempo que o aumento da temperatura global aqueceu gravemente a região.
“Isso significa mais energia, mais vapor de água, mais instabilidade – todos ingredientes que alimentam tempestades terríveis quando as condições atmosféricas são favoráveis”, disse ele. “O mar Mediterrâneo é uma bomba-relógio hoje em dia.”
Espanha – juntamente com Portugal, Itália e Grécia – já está a enfrentar a dura realidade daquilo que os cientistas do clima chamam de perigos compostos e impactos em cascata. As ondas de calor estão transformando as florestas em caixas de pólvora, provocando mortes incêndios florestais que sufocam as cidades com fumaça. As secas estão secando o solo e impedindo que a terra absorva água quando caem chuvas fortes. O escasso abastecimento de água, que já obrigou cidades como Barcelona adoptar restrições de emergência, deixar as explorações agrícolas e os hotéis com menos protecção financeira para sobreviverem ao próximo choque.
Os danos que o colapso climático está a causar ao sul da Europa são mais surpreendentes nos números de mortes causadas pelo calor. Na terça-feira, investigadores do Instituto de Saúde Global de Barcelona descobriram que o colapso climático estava por trás de mais de metade das 68.000 mortes provocadas pelo calor durante a escaldante crise europeia. verão de 2022. O número de mortes relacionadas com o calor – que foi cerca de 10 vezes superior ao número de pessoas assassinadas na Europa nesse ano – foi maior na Grécia, Itália, Espanha e Portugal.
Os cientistas dizem que o clima violento que atinge a Espanha e os seus vizinhos é um prenúncio do que o resto da Europa poderá esperar em breve. UM enquete do Eurobarómetro de Maio concluiu que 61% dos espanhóis “concordam totalmente” que as questões ambientais têm um efeito directo na sua vida quotidiana. O número é quase o dobro da média da UE e fica atrás apenas de Malta e Chipre. Os países do Norte da Europa tinham uma percentagem muito maior de pessoas que apenas “tendem a concordar”.
A exposição a fenómenos meteorológicos violentos, como as inundações de terça-feira em Espanha, pode estimular o apoio à ação climática, mas os especialistas alertam para não exagerar o efeito. As sondagens realizadas após os devastadores incêndios florestais na Austrália em 2019 revelaram que as pessoas que negaram a ligação científica com as alterações climáticas ficaram “insensíveis” à experiência pessoal do incêndio, embora o apoio geral à ação climática tenha sido maior entre os afetados. Um recente Reino Unido estudar descobriram que a exposição a inundações e ondas de calor aumentou a aceitação da ciência climática, especialmente entre os eleitores de direita e os céticos do clima, mas teve um impacto insignificante no comportamento ambiental das pessoas.
Especialistas em clima dizem que as inundações devem servir como um lembrete para reduzir a poluição que provoca o aquecimento do planeta e melhorar os sistemas de alerta precoce e os planos de resposta rápida. A chuva vem um mês depois inundações mortais atingiu a Europa Central, a África Ocidental e o Sudeste Asiático, e duas semanas antes dos diplomatas se reunirem para a cimeira climática Cop29 da ONU no Azerbaijão.
“As consequências trágicas deste evento mostram que temos um longo caminho a percorrer”, disse Liz Stephens, cientista de riscos climáticos da Universidade de Reading. “As pessoas não deveriam morrer devido a estes tipos de eventos meteorológicos previstos em países onde têm os recursos para fazer melhor.”
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”
Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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