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“As pessoas estão traumatizadas pelos bombardeamentos, mas também pelo ataque dos pagers”

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Nascida em 1992, Adrienne Surprenant é fotógrafa de imprensa há dez anos. De origem canadiana, vive em França e trabalha regularmente em zonas de conflito, seja em Ucrâniaem República Centro-Africanaou mesmo em Sudão. Ela trabalhou inúmeras vezes para o jornal O mundopara o qual cobriu a situação no Líbano de 24 de setembro a 11 de outubro.

Como foi a partida para o Líbano?

Eu estava comendo numa cantina na estrada para Grand-Popo, no Benin, onde estava envolvido em um projeto de longo prazo sobre mudanças climáticas, e tinha acabado de organizar uma série de reuniões importantes quando recebi o telefonema do departamento fotográfico do jornal . eu já estava acompanhandonotícias no Oriente Médio constantemente, então não hesitei muito antes de sair.

Na verdade, na minha cabeça eu já estava no Líbano. Voei o mais rápido possível para Paris, onde passei quatro horas, tempo para receber os equipamentos de segurança fornecidos pelo jornal (colete à prova de balas, capacete balístico, dinheiro, etc.) e para fazer as malas. Naquela mesma noite, eu estava em Beirute.

Como ocorre a chegada ao país?

Encontrei Hélène Sallon, correspondente do jornal no Líbano, para fazer um balanço e fui ao ministério da informação, onde tive que preencher muita papelada e esperar duas horas na companhia de um grupo de jornalistas internacionais antes de ter a autorização de trabalho emitida pelo governo.

Como prevíamos ir para o sul do país nos dias seguintes, também tive de me candidatar ao exército para obter um passe para trabalhar nesta zona, que tem um estatuto especial. Finalmente, a notícia manteve-nos mais tempo em Beirute: o O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, foi morto em um atentado na capital libanesa.

Em um café próximo ao American University Hospital. Na TV, as imagens são transmitidas ao vivo dos subúrbios ao sul da capital libanesa, em Beirute, no dia 28 de setembro de 2024.
Place des Martyrs, em Beirute, 28 de setembro de 2024. “Esta surpreendente foto de alegria tem uma história especial. Quando a morte de Nasrallah foi anunciada, as ruas libanesas ficaram em choque. Naquela época eu estava na Place des Martyrs, em silêncio, quando ouvi fortes vozes vindas dos cafés ao redor. O ecrã da televisão tinha transmitido um discurso arquivado de Hassan Nasrallah, mas com a faixa “ao vivo”, o que enganou as pessoas deste café, que pensavam que o líder do Hezbollah não estava morto”. Place des Martyrs, em Beirute, 28 de setembro de 2024. “Esta surpreendente foto de alegria tem uma história especial. Quando a morte de Nasrallah foi anunciada, as ruas libanesas ficaram em choque. Naquela época eu estava na Place des Martyrs, em silêncio, quando ouvi fortes vozes vindas dos cafés ao redor. O ecrã da televisão tinha transmitido um discurso arquivado de Hassan Nasrallah, mas com a faixa “ao vivo”, o que enganou as pessoas deste café, que pensavam que o líder do Hezbollah não estava morto”.
Um homem grita e chora perto da mesquita Mohammed Al-Amin, Praça dos Mártires, logo após o anúncio oficial da morte do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em Beirute, em 28 de setembro de 2024. Um homem grita e chora perto da mesquita Mohammed Al-Amin, Praça dos Mártires, logo após o anúncio oficial da morte do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em Beirute, em 28 de setembro de 2024.

Como isso acontece, em termos concretos, quando você chega com a câmera no chão, depois de um bombardeio, por exemplo?

Em Beirute ouvimos as detonações ao longe, e somos rapidamente informados pelas redes sociais, pelo que não houve dificuldade em saber quando e onde ocorreram os bombardeamentos. Sempre que possível trabalho em dupla com outro fotógrafo, Ali Khara, que mora no Líbano.

Cá entre nós, temos uma avaliação muito melhor dos riscos, e decidimos juntos se vamos ou não a um local. Circular por Beirute no momento é muito complicado. A cidade é um engarrafamento gigante, já em tempos normais. Agora, há mais pessoas que fogem dos seus bairros após cada bombardeamento, e as ruas estão entupidas com os veículos de numerosos refugiados do sul do país, que foram para a capital para fugir das operações do exército israelita. Encontramos um taxista eficiente com quem trabalhávamos diariamente.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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