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“As populações da África Ocidental são vulneráveis ​​às alterações climáticas, para as quais contribuíram muito pouco”

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euOs desastres climáticos estão a acelerar e ameaçam actualmente as vidas e os meios de subsistência de milhões de pessoas na África Ocidental. As recentes inundações devastadoras são uma ilustração directa disto: afectaram mais de 3 milhões de pessoas nos países centrais do Sahel e na Nigéria, matando centenas de pessoas, causando mais deslocações, danificando vastas áreas de terras agrícolas e conduzindo a um aumento preocupante da cólera. e desnutrição.

Esta crise sem precedentes, que ilustra tragicamente como os países mais frágeis são desproporcionalmente afectados pelas alterações climáticas, não chegou às manchetes na Europa.

Marginalização política e económica

Mergulhou a região num estado de emergência, onde cerca de 25 milhões de pessoas já enfrentam necessidades humanitárias sem precedentes, um aumento de quase 200% desde 2016.

Na Nigéria, as inundações destruíram grande parte das terras cultivadas no início da época de colheita que teriam alimentado 8,5 milhões de pessoas durante seis meses, levantando sérias preocupações relativamente à próxima época de escassez.

No Níger, onde as secas e as inundações são frequentes e que está no meio de uma grande crise política que leva ao encerramento das fronteiras, a população ainda enfrenta a fome em alguns dos níveis mais elevados. Todos os anos, mais de 100.000 hectares de terras aráveis ​​desaparecem neste país.

No Mali, a degradação dos solos alimentou tensões entre comunidades que dependem da agricultura, conduzindo à violência que contribuiu para a actual crise humanitária.

Como chegamos aqui? Os efeitos desta crise complexa não são distribuídos proporcionalmente ou aleatoriamente pela região. As decisões políticas tomadas ao longo do tempo, desde a colonização, levaram à marginalização política e económica das áreas periféricas e à pobreza generalizada. Como resultado, as populações da região são vulneráveis ​​às alterações climáticas, para as quais contribuíram muito pouco.

Leia também: Artigo reservado para nossos assinantes Aquecimento global: “África é parte da solução”

A fome e a pobreza aumentam inexoravelmente quando os conflitos lançam milhares de pessoas nas estradas ou as impedem de cultivar os seus campos. Instaura-se um círculo vicioso: as tensões desencorajam os governos de investir para reduzir a dependência de sectores vulneráveis ​​ao clima, como a agricultura e a pecuária. Conduzem à destruição de fontes de água, redes eléctricas e outras infra-estruturas críticas.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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