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As três mulheres reféns Hamas diz que irá libertá-las primeiro sob o acordo de cessar-fogo | Guerra Israel-Gaza
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2 anos atrásem
Peter Beaumont
Um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza entrou em vigor, interrompendo uma guerra de 15 meses que trouxe devastação e mudança política ao Médio Oriente.
Como parte do acordo, três reféns israelenses serão libertados ainda neste domingo, identificados pelo Hamas como Romi Gonen, Doron Steinbrecher e Emily Damari.
Emily Damari, 28
O Hamas sequestrou Damari, que tem cidadania conjunta britânica e israelense, de seu apartamento no kibutz Kfar Aza em 7 de outubro de 2023, junto com outros 37 residentes da comunidade no Gaza fronteira. Ela é a única refém com cidadania britânica que está detida.
Sua última mensagem para sua família no dia do sequestro foi por volta das 10h, quando ela conseguiu enviar uma mensagem dizendo que o Hamas estava em sua vizinhança e atirando perto de seu apartamento.
De acordo com amigos e familiares, com base em depoimentos de testemunhas do ataque, Damari sofreu ferimentos e foi sequestrada com os olhos vendados em seu próprio carro.
Ela foi baleada na mão e “ferida por estilhaços na perna, vendada, colocada na traseira do seu próprio carro e levada de volta para Gaza”, disse mais tarde a sua mãe, Mandy Damari.
Em dezembro, Mandy disse à BBC: “Ela está sofrendo ferimentos de bala na mão e na perna… Eu me preocupo todos os dias, me preocupo a cada segundo porque no próximo segundo ela pode ser assassinada, só porque ela está lá.”
Torcedor do clube de futebol Tottenham Hotspur, Damari cresceu no sudeste de Londres, mas depois se mudou para Israel. Ela é neta de Sidney Moss, que foi por muitos anos diretor administrativo do Jewish Chronicle do Reino Unido.
Romi Gonen, 24
Gonen, uma ex-conselheira voluntária dos escoteiros, participava no festival de música Nova, uma festa dançante perto da fronteira de Gaza, quando foi raptada depois de ter sido baleada na mão por homens armados do Hamas, no dia 7 de Outubro. Três de seus amigos que estavam com ela no festival foram assassinados.
Sequestrada enquanto tentava fugir do local do festival em um carro, ela conseguiu falar com a mãe durante o sequestro. “Eles atiraram em mim, mãe, e estou sangrando”, disse ela à mãe, Meirav Leshem Gonen. “Todo mundo no carro está sangrando.”
Enquanto o carro em que Gonen viajava foi encontrado vazio, o sinal de seu telefone foi rastreado até Gaza.
Um mês após o ataque, um dos reféns libertado em novembro de 2023 como parte de um acordo de cessar-fogo anterior disse à família de Gonen que Romi estava viva, mas que a sua mão estava em mau estado.
“A mão dela não funciona. Seus dedos mal se movem e mudam de cor – e isso foi há 10 semanas”, a família disse ao Daily Mail.
Doron Steinbrecher, 31
Steinbrecher, uma enfermeira veterinária, foi sequestrada de sua casa em Kfar Aza quando homens armados entraram em seu quarto seguro durante o ataque. Ela disse à sua família durante um telefonema “eles estão aqui” quando foi capturada, ainda de pijama, e levada para Gaza.
Sabia-se que Steinbrecher estava viva em janeiro do ano passado, quando apareceu num vídeo do Hamas com outras duas prisioneiras, Daniella Gilboa e Karina Ariev, implorando pela sua libertação.
Durante o ataque, ela manteve contato com sua irmã, Yamit Ashkenazi, e seus pais, que também estavam em sua casa no kibutz quando este foi atacado.
Por volta das 10h30, Doron disse aos pais que estava com medo. Pouco depois, ela enviou uma mensagem de voz aos amigos: “Eles chegaram – eles me pegaram”.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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