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Ascensão global do populismo causando mais autoritarismo em África – relatório | Desenvolvimento global
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2 anos atrásem
Kaamil Ahmed
A ascensão global do populismo e dos “homens fortes” levou a um aumento do autoritarismo em África isso está a atrasar o progresso na governação, afirmou o empresário e filantropo Mo Ibrahim.
De acordo com a última edição do Índice Ibrahim de governação africana78% dos cidadãos africanos vivem num país onde a segurança e a democracia se deterioraram entre 2014 e 2023.
“África não está desligada do que se passa em todo o mundo e podemos ver que a ordem global está a ruir em todo o lado”, disse Ibrahim ao Guardian. “Você pode ver muitas pessoas violando o direito internacional impunemente.”
“Acho que o limiar moral está a diminuir, infelizmente, a nível global, e isso aplica-se a nós nesta parte do mundo. Veja quantos ‘homens fortes’ temos em todo o mundo. Agora está normalizado.”
O relatório afirma que o resultado foi uma estagnação do progresso na governação em toda a África, com efeitos na saúde e na educação, embora os resultados não tenham sido uniformes em todo o continente, com metade dos países a registar uma deterioração da governação global e a outra metade a registar progressos.
O estudo, publicado de dois em dois anos, mede o desempenho dos governos africanos nas áreas da segurança e do direito; participação, direitos e inclusão; oportunidade económica; e desenvolvimento humano, que inclui saúde e educação.
Embora a pior deterioração nas medidas estudadas tenha ocorrido na segurança e proteção, a democracia, incluindo a participação, os direitos e a transparência, também se deteriorou.
Uma grande parte desta deterioração deveu-se à repressão à liberdade de reunião – com pessoas em 29 países a terem “substancialmente” menos liberdade para se reunirem e partilharem ideias – bem como à sociedade civil e à liberdade de expressão, especialmente em espaços digitais.
Na subcategoria de segurança e proteção, mais de metade da população do continente viu a violência aumentar nos últimos cinco anos. A falta de segurança estava a abrandar o progresso em termos de oportunidades económicas, bem como na saúde, na educação, na protecção social e na sustentabilidade.
O relatório destacou 11 países “numa preocupante tendência de deterioração ao longo de uma década”, incluindo Sudão – onde o conflito contínuo causou o que o ONU descrita como “um dos piores pesadelos humanitários da história recente” – bem como a República Democrática do Congo e a região do Sahel.
Deteriorações ao longo de uma década também foram observadas em países com classificações elevadas. Maurício (em segundo lugar), Botsuana (quinto), Namíbia (sexto) e Tunísia (nono), embora ainda classificados em 2023 entre os 10 países com pontuação mais elevada, também figuraram entre os países mais deteriorados de 2014 a 2023.
No entanto, o relatório também destacou o rápido progresso na governação global por parte de países como as Seicheles, que agora lidera o índice, Marrocos, Costa do MarfimBenim e Angola.
O relatório também afirma que houve um forte progresso nas infra-estruturas – graças à difusão das comunicações móveis, da Internet e do acesso à energia – bem como na igualdade das mulheres, com melhores leis que protegem as mulheres da violência e uma melhor percepção e representação das mulheres na política e na liderança.
Apesar dos sinais de progresso em muitos países, a percepção pública sobre o desempenho dos governos diminuiu, especialmente em relação às oportunidades económicas, à segurança e à pobreza.
Ibrahim disse que isso pode ser devido ao aumento das expectativas e também ao maior acesso à informação de outras partes do mundo.
“Isto é um problema, porque se a percepção continuar a diminuir, isso significa que as pessoas estão cada vez mais insatisfeitas… Isso gera stress na sociedade e leva a conflitos e outras coisas”, disse Ibrahim.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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