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Assessores de Musk bloqueiam funcionários públicos de sistemas computacionais em agência dos EUA – 31/01/2025 – Mundo

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Assessores de Elon Musk, encarregados de administrar a agência de recursos humanos do governo dos EUA, bloquearam o acesso de funcionários públicos a sistemas computacionais que contêm dados pessoais de milhões de empregados federais, de acordo com dois funcionários da agência.

Desde que assumiu o cargo há 11 dias, o presidente Donald Trump iniciou uma ampla reformulação governamental, demitindo e afastando centenas de servidores como parte de seus primeiros passos para reduzir a burocracia e instalar aliados leais.

Musk, CEO da Tesla e proprietário da plataforma X, foi encarregado por Trump de reduzir o número de funcionários civis do governo, que totalizam 2,2 milhões. Ele agiu rapidamente para instalar aliados no Escritório de Gestão de Pessoal (OPM, na sigla em inglês).

Dois funcionários, que falaram sob condição de anonimato por medo de retaliação, disseram que alguns empregados seniores tiveram seus acessos a dados restritos.

Os sistemas incluem um vasto banco de dados chamado Enterprise Human Resources Integration, que contém datas de nascimento, números de Seguridade Social, avaliações de desempenho, endereços residenciais, cargos e tempo de serviço dos trabalhadores, disseram os funcionários.

“Não temos visibilidade sobre o que eles estão fazendo com os sistemas de computador e os dados”, disse um dos funcionários. “Isso gera grande preocupação. Não há supervisão, o que implica riscos reais de cibersegurança e invasões.”

Funcionários afetados ainda conseguem acessar funções básicas, como e-mail, mas não têm mais acesso aos grandes conjuntos de dados sobre a força de trabalho federal.

Nem Musk, nem representantes do OPM ou da Casa Branca responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Memorandos incomuns e mudanças drásticas

O OPM tem enviado memorandos que fogem da linguagem formal típica do governo, incentivando servidores a aceitarem pacotes de demissão e “tirarem férias em um destino dos sonhos.”

Don Moynihan, professor da Ford School of Public Policy da Universidade de Michigan, disse que as ações no OPM levantam preocupações sobre a supervisão do Congresso e como Trump e Musk enxergam a burocracia federal.

“Isso dificulta que alguém fora do círculo íntimo de Musk no OPM saiba o que está acontecendo”, afirmou Moynihan.

Influência de Musk

Uma equipe composta por atuais e ex-funcionários de Musk assumiu o comando do OPM em 20 de janeiro, data da posse de Trump. Eles instalaram sofás-camas no quinto andar da sede da agência, que só pode ser acessado com um crachá de segurança ou escolta, segundo um funcionário do OPM.

Os sofás-camas foram colocados para que a equipe pudesse trabalhar sem parar, segundo a fonte.

Musk, conhecido por ser um chefe exigente, também instalou camas na sede da X em 2022 para que funcionários trabalhassem por mais tempo.

“Isso parece uma tomada hostil”, disse o funcionário.

Remanejamentos e nova Administração

Os novos nomeados à frente do OPM transferiram a chefe de gestão da agência, Katie Malague, para um escritório em outro andar, afirmaram os funcionários. Malague não respondeu a um pedido de comentário.

As movimentações dos assessores de Musk no OPM, junto com a recente confusão no prédio do Tesouro causada por outros aliados de Musk, ilustram a crescente influência do bilionário no governo.

O Washington Post reportou na sexta-feira que David Lebryk, o mais alto funcionário de carreira do Departamento do Tesouro, deve deixar seu cargo após um confronto com aliados de Musk, que pediram acesso a sistemas de pagamento.

A equipe no OPM inclui engenheiros de software e Brian Bjelde, que entrou na SpaceX em 2003 como engenheiro de aviônica antes de se tornar vice-presidente de recursos humanos. Bjelde atua agora como conselheiro sênior no OPM.

O chefe interino do OPM, Charles Ezell, tem enviado memorandos para toda a força de trabalho desde a posse de Trump, incluindo um na terça-feira oferecendo aos servidores federais a chance de se demitirem com oito meses de salário.

“Ninguém aqui sabia que esses memorandos estavam sendo emitidos. Estamos descobrindo ao mesmo tempo que o resto do mundo”, disse um dos funcionários.

Entre os novos líderes do OPM está Amanda Scales, ex-funcionária de Musk, que agora é chefe de gabinete do órgão. Vários memorandos de Ezell, enviados em 20 e 21 de janeiro, direcionaram os chefes de agência a entrarem em contato com Scales em seu e-mail do OPM.

Outro conselheiro sênior é Riccardo Biasini, ex-engenheiro da Tesla e ex-diretor da The Boring Company, a operação de construção de túneis de Musk em Las Vegas.



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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