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Assessores instaram Tony Blair a controlar George W Bush sobre a ‘missão de Deus’ na guerra do Iraque | Arquivos Nacionais
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Caroline Davies
Os conselheiros de Tony Blair questionaram privadamente se os EUA tinham “controlo político adequado” das operações militares no Iraque depois de um alto funcionário dos EUA ter confidenciado que George W Bush acreditava estar numa “missão de Deus” contra os insurgentes iraquianos, revelam documentos recentemente divulgados.
Blair precisava de “transmitir algumas mensagens difíceis” ao então presidente dos EUA para uma “abordagem mais comedida” em Abril de 2004, após uma operação militar dos EUA para reprimir uma grande revolta na cidade de Falluja, de acordo com documentos divulgados ao Arquivos Nacionais em Kew, oeste de Londres.
Numa conversa surpreendentemente franca, registada num documento onde se lê “por favor, proteja com muito cuidado”, Richard “Rich” Armitage, então vice-secretário de Estado dos EUA, disse a Sir David Manning, então embaixador do Reino Unido, que Bush precisava de uma “dose de realidade”. depois de exigir que as forças dos EUA “arrasem” em Falluja, onde as tropas dos EUA travaram uma batalha sangrenta com militantes iraquianos depois quatro empreiteiros militares privados foram emboscados e mortos.
Armitage apelou a Blair para usar a sua influência numa próxima visita a Washington, em 16 de Abril, para instar Bush a lidar com Falluja “como parte de um processo político cuidadosamente avaliado”.
Os EUA lançaram a Operação Vigilant Resolve em Falluja depois de os corpos mutilados dos empreiteiros norte-americanos terem sido pendurados numa ponte sobre o rio Eufrates, menos de um ano depois do derrube do ditador iraquiano Saddam Hussein, em Maio de 2003.
Bush foi inicialmente influenciado pelos seus generais militares e “queria arrasar” com os fuzileiros navais dos EUA que ocupavam a cidade. Mas os políticos da autoridade provisória da coligação, criada após a queda de Saddam, temiam que a resposta militar dos EUA pudesse prejudicar as esperanças de estabelecer uma administração iraquiana independente.
Bush recuou depois de ser “confrontado com esta ‘dose de realidade’”, informou Manning ao número 10.
“Rich resumiu tudo dizendo que Bush ainda pensava que estava em algum tipo de missão de Deus. Mas os acontecimentos recentes o deixaram “bastante mais sóbrio”.
Bush declarou a famosa declaração de “missão cumprida” após o derrube de Hussein pelas forças da coligação dos EUA e do Reino Unido. Mas o A Casa Branca já havia rejeitado relatórios como “absurdos” que Bush disse em privado a uma delegação palestiniana em 2003 que Deus falou com ele e disse: “George, vá combater estes terroristas no Afeganistão” e “George, vá e acabe com a tirania no Iraque”.
Armitage rejeitou as alegações do comandante geral dos EUA no Iraque, Gen John Abizaid, de que poderia reprimir a revolta de Falluja dentro de dias, considerando-as “besteira” e “politicamente grosseiras”. Armitage acreditava que os EUA estavam “perdendo gradualmente no campo de batalha” e que era “inevitável” que a administração tivesse de enviar mais tropas, o que seria “politicamente feio” para Bush, informou Manning.
O nº 10 estava nervoso com a resposta militar dos EUA. Um documento informativo, antes da visita de Blair a Washington em Abril de 2004, dizia que os acontecimentos em Falluja tinham “esgotado grande parte do capital político da coligação”.
“Publicamente, desejaremos sublinhar o nosso compromisso contínuo em levar a cabo a tarefa, mas, em privado, precisaremos de transmitir algumas mensagens difíceis a Bush sobre a necessidade de uma abordagem mais comedida por parte dos militares dos EUA, sob supervisão política adequada, e a necessidade de um fim claro para a ocupação em 1º de julho”, afirmou.
Acrescentou: “O primeiro-ministro poderá questionar Bush sobre se existe um controlo político adequado das operações militares”, e concluiu: “Em suma, demasiados oficiais militares falando duramente perante uma audiência dos EUA, com pouca atenção ao efeito sobre um país iraquiano ou público regional.”
O conselheiro de política externa de Blair, Sir Nigel Sheinwald, descreveu as principais preocupações do Reino Unido num memorando ao primeiro-ministro como “manejo desajeitado dos EUA”, “táticas militares desproporcionais dos EUA – o que fizeram em Falluja pareceu nos ecrãs de televisão iraquianos uma forma de acção colectiva”. punição” e “tratamento apocalíptico da mídia”.
Os EUA perderam 27 soldados, enquanto se pensa que cerca de 200 insurgentes e 600 civis iraquianos foram mortos em Falluja nessa altura. As forças da coligação tomaram a cidade numa segunda ofensiva lançada em Novembro de 2004. As tropas dos EUA permaneceram no Iraque até 2011.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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