ACRE
Ataque de Israel deve poupar setores nuclear e petrolífero do Irã e atingir alvos militares
PUBLICADO
2 anos atrásem
TEL-AVIV – O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, informou ao presidente americano Joe Biden que vai atacar bases militares do Irã, em vez das bases petrolíferas e nucleares, como se cogitou. A informação é de duas autoridades próximas ao assunto e sugere um contra-ataque mais limitado para evitar uma guerra total.
Israel se prepara para atacar o Irã desde que foi alvo de uma série de mísseis iranianos há duas semanas, em um momento de escalada por causa da ofensiva israelense contra a milícia xiita Hezbollah. A ofensiva culminou na morte do líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah, uma figura política aliada ao Irã e proeminente entre os muçulmanos xiitas, e aumentou o risco de uma guerra frontal entre os dois países.
Isso acontece a menos de um mês das eleições americanas e deixa os EUA, maior aliado de Israel, em uma posição delicada. Publicamente, Biden disse que não apoiaria um ataque de Israel a bases nucleares.

Imagem do dia 1º de outubro mostra mísseis iranianos vistos de Deir al-Balah, na Faixa de Gaza. Mísseis foram lançados contra Israel Foto: Abdel Kareem Hana/AP
No dia 9, Biden e Netanyahu conversaram por telefone pela primeira vez em quase dois meses. O premiê afirmou ao presidente americano que planeja atacar a infraestrutura militar do Irã, segundo autoridades dos EUA e de Israel que acompanharam a ligação. Eles falaram em condição de anonimato ao The Washington Post para discutir assuntos sensíveis.
A Casa Branca não fez comentários sobre o assunto. O gabinete do primeiro-ministro israelense disse em uma declaração que “ouvimos as opiniões dos Estados Unidos, mas tomaremos nossas decisões finais com base em nosso interesse nacional”.
Segundo as autoridades, a ação retaliatória de Israel seria calibrada para evitar que haja repercussões nas eleições dos EUA. Isso sinaliza que Netanyahu está consciente do potencial que o ataque pode ter para a corrida presidencial.
Um ataque às instalações petrolíferas do Irã poderia fazer os preços da energia dispararem, dizem analistas. Um ataque ao programa nuclear acabaria com os limites restantes que evitam uma guerra aberta entre Irã e Israel e envolveria os EUA no conflito de forma mais direta.
As autoridades afirmam que o plano de Netanyahu, focado nas bases militares, foi recebido com alívio pelo governo americano. Israel já fez ataques semelhantes em abril, em retaliação ao primeiro ataque do Irã por ocasião da morte de autoridades iranianas em um ataque israelense à Embaixada do Irã na Síria.
A percepção das autoridades americanas é que Netanyahu estava mais “moderado” agora do que nas últimas conversas com Biden. Isso seria resultado da intenção de Biden de enviar um sistema de defesa antimísseis para Israel. As autoridades afirmaram que depois da ligação o presidente americano ficou mais inclinado a enviá-lo.
Sistema de antimísseis
No domingo, 13, o Pentágono anunciou o envio do sistema, conhecido como THAAD. O sistema chegou a Israel nesta terça-feira, 15, com mais de 100 militares americanos para implantá-lo. “[O envio do sistema] ressalta o comprometimento dos Estados Unidos com a defesa de Israel”, declarou o Pentágono. Mais componentes e militares chegarão nos próximos dias.
Segundo uma autoridade, o ataque israelense ao Irã seria realizado antes das eleições dos EUA, para que a falta de ação não seja interpretada pelo Irã como sinal de fraqueza. “Será uma em uma série de respostas”, disse a fonte.
Zohar Palti, ex-diretor de inteligência da agência de inteligência israelense Mossad, disse que Netanyahu precisaria equilibrar os apelos de Washington por moderação com a demanda pública em Israel por uma resposta esmagadora. “Os iranianos perderam toda medida de contenção que costumavam ter”, disse.
Na semana passada, Netanyahu convocou o gabinete de segurança para discutir as opções disponíveis de respostas ao Irã, mas não buscou autorização oficial para o ataque, o que mantém a programação do ataque em aberto. Dentro da defesa israelense, há preocupações de que o ataque não seja forte o suficiente — ou público o suficiente — para impedir o Irã de outro ataque direto a Israel ou de desenvolver armas nucleares.
“O exército israelense quer atingir a liderança militar do Irã, porque isso não fere o povo e não leva a região a uma guerra maior”, disse Gayil Talshir, cientista político da Universidade Hebraica que está em contato com membros seniores do establishment de defesa de Israel. “Mas não é assim que Netanyahu está pensando.” /THE WASHINGTON POST
Relacionado
ACRE
Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
30 de abril de 2026O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.
O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.
A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.
“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.
Relacionado
ACRE
Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.
Relacionado
ACRE
VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
PUBLICADO
3 semanas atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login