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Ataque israelense mata chefe de mídia do Hezbollah – 17/11/2024 – Mundo

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Um ataque israelense a um prédio situado em um bairro densamente povoado de Beirute, capital do Líbano, neste domingo (17) matou o chefe de mídia do Hezbollah, Mohammad Afif, de acordo com informações de fontes de segurança libanesas à agência de notícias Reuters.

O episódio aconteceu no mesmo dia em que foram divulgadas declarações em que o papa Francisco afirma que é preciso refletir se a atuação militar de Israel na Faixa de Gaza constitui um genocídio contra o povo palestino. A afirmação faz parte de trechos de um livro publicados pelo jornal italiano La Stampa.

O bairro atingido na capital libanesa, Ras al-Nabaa, é onde se refugiam muitos dos deslocados do sul de Beirute que fogem de bombardeios israelenses.

Fontes de segurança disseram que o ataque atingiu o prédio onde ficam os escritórios do partido Ba’ath no Líbano. O líder do partido, Ali Hijazi, afirmou a uma emissora local que Afif estava no prédio.

A emissora também informou que Afif havia sido morto e exibiu um vídeo do prédio cujos andares superiores haviam desabado, e onde havia trabalhadores da defesa civil. O Ministério da Saúde libanês disse que o ataque matou uma pessoa e feriu três. Ainda não há, porém, confirmação por parte do Hezbollah.

A conta do porta-voz militar israelense não alertava para ordem de evacuação no bairro de Beirute em que o prédio estava situado em sua conta no X, antigo Twitter. O Exército Israelense não comentou o ocorrido.

Em outro episódio, um soldado libanês morreu e três foram feridos depois que Israel atacou um posto militar em uma cidade ao sul do Líbano, de acordo com o Exército libanês no X.

Afif trabalhou durante anos com o ex-secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, morto em um ataque aéreo israelense aos subúrbios do sul de Beirute em 27 de setembro. Ele gerenciou a estação de televisão Al-Manar do Hezbollah antes de assumir o escritório de relações com a imprensa do grupo.

Hezbollah e Israel fazem ataques mútuos há mais de um ano, depois que o grupo islâmico xiita que atua no Líbano declarou apoio ao ataque feito pelo Hamas em 8 de outubro de 2023. No episódio, combatentes do grupo terrorista fizeram massacre e reféns no sul de Israel. O país, então, declarou guerra ao Hamas.

No final de setembro, Israel expandiu sua campanha militar para o Líbano, bombardeando pesadamente o sul e o leste do país, além dos arredores do sul da capital. Israel também fez incursões terrestres ao longo da fronteira. Afif realizou várias conferências de imprensa para jornalistas entre os escombros nos subúrbios do sul da capital.

Em declarações que integram trechos de um livro divulgados neste domingo pelo jornal italiano Stampa, o papa Francisco sugeriu que é preciso refletir se a atuação militar de Israel em Gaza constitui um genocídio contra o povo palestino. Trata-se de uma das críticas mais explícitas do pontífice até agora sobre a conduta de Israel no conflito.

Na fala, Francisco afirma que alguns especialistas internacionais dizem que “o que está acontecendo em Gaza tem as características de um genocídio”. “Devemos investigar cuidadosamente para avaliar se isso se encaixa na definição técnica [de genocídio] formulada por juristas e organizações internacionais”, disse o papa em trechos do livro, que deve ser publicado em breve.

Em dezembro passado, a África do Sul acusou Israel de descumprir a Convenção Internacional contra o Genocídio em sua campanha militar na Faixa de Gaza em processo na Corte Internacional de Justiça (CIJ), mais conhecida como Corte de Haia.

Também neste domingo, Israel realizou nova incursão à Faixa de Gaza. Dezenas de palestinos foram mortos e feridos durante ataque a um prédio residencial de vários andares que abrigava pelo menos seis famílias na cidade de Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, de acordo com médicos e moradores.

A Defesa Civil Palestina informou que cerca de 70 pessoas estavam no imóvel, mas o escritório de mídia do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, informou que o número de mortos foi de 72.

O Exército Israelense afirmou que vários ataques foram realizados durante a noite em “alvos terroristas” em Beit Lahiya —mas tomando medidas para evitar danos a civis.



Leia Mais: Folha

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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