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Ataque no mercado de Natal alemão: suspeito enfrenta acusações de homicídio | Alemanha
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2 anos atrásem
Jon Henley Europe correspondent
A polícia da Alemanha disse que um homem suspeito de matar pelo menos cinco pessoas e ferir outras centenas depois de dirigir um carro em alta velocidade através de um mercado de Natal lotado enfrenta acusações de homicídio e tentativa de homicídio.
Na cidade central de Magdeburg, onde o ataque ocorreu na noite de sexta-feira, a polícia disse que o suspeito, identificado pela mídia alemã como Taleb al-Abdulmohsen, um psiquiatra de 50 anos da Arábia Saudita, foi detido sob custódia na noite de sábado.
Enquanto milhares de pessoas choravam pelas vítimas, identificadas como quatro mulheres de 52, 45, 75 e 67 anos e um menino de 9 anos, cerca de 2.100 pessoas participaram de uma manifestação de extrema direita anunciada como uma “manifestação contra o terror” durante a noite, informou a mídia local.
A polícia disse no domingo que os promotores apresentaram acusações de homicídio e tentativa de homicídio contra al-Abdulmohsen, um ativista anti-islâmico que fez ameaças de morte online contra cidadãos alemães e tinha um histórico de disputas com autoridades estatais.
Os manifestantes presentes no comício de extrema-direita usavam balaclavas pretas e foram filmados segurando uma grande faixa com a palavra “remigração”, um termo popular entre os extremistas anti-imigração que procuram a deportação em massa de migrantes e de pessoas consideradas não etnicamente alemãs.
O governo enfrentava questões crescentes sobre se poderia ter sido feito mais para evitar o ataque, que feriu 205 pessoas, incluindo cerca de 40 em estado crítico, com médicos em hospitais locais que agora lutam para salvar as suas vidas.
Equipes de cirurgiões têm trabalhado 24 horas por dia desde a chegada das primeiras vítimas do ataque das 19h de sexta-feira, com um profissional de saúde contando à mídia local sobre “sangue no chão por toda parte, pessoas gritando, muitos analgésicos sendo administrados”.
Al-Abdulmohsen se descreveu como um ex-muçulmano e era um usuário ativo da plataforma de mídia social X, compartilhando diariamente dezenas de postagens focadas principalmente em temas anti-islâmicos, criticando a religião e parabenizando os muçulmanos que a abandonaram.
Ao mesmo tempo que ajudava mulheres a fugir dos países do Golfo e se queixava no passado de que a Alemanha não estava a fazer o suficiente para as ajudar, também acusou as autoridades alemãs de não terem feito o suficiente para combater o que ele chamou de “islamificação da Europa”.
Ainda recentemente, em Agosto, al-Abdulmohsen também escreveu nas redes sociais: “Existe um caminho para a justiça na Alemanha sem explodir uma embaixada alemã ou massacrar aleatoriamente cidadãos alemães? … Se alguém souber, por favor me avise.”
Ele também postou no X que desejava que a ex-chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pudesse ser condenada à prisão perpétua ou executada, e em 2013 foi multado por um tribunal da cidade de Rostock por “perturbar a paz pública ao ameaçar cometer crimes”.
Este ano, ele foi investigado em Berlim por “uso indevido de chamadas de emergência”, depois de discutir com policiais em uma delegacia de polícia, informou a mídia local. Ele estava de licença médica desde o final de outubro em seu local de trabalho, uma clínica de dependência química perto de Magdeburg.
Mina Ahadi, presidente de uma associação de ex-muçulmanos na Alemanha, disse que al-Abdulmohsen “não é um estranho para nós, porque ele nos aterroriza há anos”. Ela o rotulou de “um psicopata que adere a ideologias de conspiração de ultradireita”.
A revista Der Spiegel citou fontes de segurança que disseram que o serviço secreto saudita alertou a agência de espionagem alemã BND no ano passado sobre uma postagem na qual ele ameaçava que a Alemanha pagaria um “preço” pelo tratamento dispensado aos refugiados sauditas.
O jornal Die Welt noticiou, também citando fontes de segurança, que a polícia estadual e federal alemã realizou uma “avaliação de risco” de al-Abdulmohsen no ano passado, mas concluiu que ele “não representava nenhum perigo específico”.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, condenou no sábado o ataque “terrível e insano” e fez um apelo à unidade nacional no meio da crescente tensão política no país, à medida que se encaminha para as eleições federais de 23 de Fevereiro.
Os partidos da oposição de extrema-direita e de extrema-esquerda, no entanto, foram rápidos a criticar o seu governo. O líder parlamentar da extrema-direita AfD, Bernd Baumann, exigiu que Scholz convocasse uma sessão especial do Bundestag sobre a “desoladora” situação de segurança.
A chefe do partido de extrema esquerda BSW, Sahra Wagenknecht, também disse que a ministra do Interior alemã, Nancy Faeser, deve explicar formalmente “por que tantas dicas e avisos foram ignorados de antemão”.
O diário de grande circulação Bild exigiu saber: “Porque é que a nossa polícia e os serviços de inteligência não fizeram nada, apesar de terem os sauditas no seu radar? … E por que as dicas da Arábia Saudita foram aparentemente ignoradas?”
Apelando a reformas abrangentes após as eleições e a uma completa “reviravolta na segurança interna”, o jornal afirmou que: “As autoridades alemãs normalmente só descobrem os planos de ataque a tempo quando os serviços estrangeiros as avisam”.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, disse no sábado que “não há dúvida de que existe uma ligação entre o mundo mudado na Europa Ocidental, a migração que flui para lá, especialmente a migração ilegal, e os atos terroristas”.
Orbán prometeu “revidar” as políticas migratórias europeias “porque Bruxelas quer que Magdeburgo aconteça também com a Hungria”.
Reuters e Agence-France Presse contribuíram para este relatório
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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17 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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