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Ataques israelenses no sul do Líbano matam seis médicos enquanto as negociações de trégua continuam | Israel ataca o Líbano Notícias

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Pelo menos seis profissionais de saúde foram mortos em ataques israelenses no sul do Líbano, enquanto Israel bombardeava áreas ao redor da antiga cidade de Baalbek, no leste do Líbano, pelo segundo dia, após emitir ordens de evacuação forçada.

“Aviões inimigos lançaram quatro ataques na aldeia de Douris e nos arredores da cidade de Baalbek”, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) na quinta-feira.

O Ministério da Saúde do Líbano disse que os seis médicos foram mortos e outros quatro ficaram feridos em vários ataques israelenses. Ele disse que as forças israelenses atingiram um ponto de encontro de trabalhadores da defesa civil, matando quatro médicos. Dois outros médicos foram mortos em mais dois incidentes separados.

Houve outro ataque na cidade de Salaa, que destruiu uma ambulância, mas o paramédico que a operava “sobreviveu milagrosamente”, disse.

Uma vista mostra um local danificado após os ataques israelenses em Hadath Baalbek (Mohamed Azakir/Reuters)

“O silêncio da comunidade internacional em relação a esta brutalidade é injustificado num momento em que as vozes devem ser levantadas para restaurar as leis humanitárias e pôr fim à máquina de brutalidade que continua a matar pessoal da linha da frente”, afirmou o ministério num comunicado divulgado pelo NA.

O número de paramédicos mortos desde o início dos ataques de Israel ao Líbano aumentou para 178, com 279 feridos e 246 veículos atingidos, disse.

Israel também realizou ataques aéreos na área de al-Housh, em Tiro, no sul do Líbano, informou a NNA. A agência de verificação da Al Jazeera, Sanad, confirmou imagens postadas online mostrando o momento do bombardeio e a fumaça densa subindo de vários ataques na área.

Ataques do Hezbollah

O grupo armado libanês Hezbollah também disparou foguetes contra Israel na quinta-feira. Um ataque em Metula, no norte de Israel, matou cinco pessoas, incluindo um agricultor israelense e quatro trabalhadores estrangeiros, informou o Canal 12 de Israel.

Os serviços de emergência israelenses disseram que um foguete lançado do Líbano em direção a Haifa matou duas pessoas no norte de Israel.

Os médicos “trataram e tentaram ressuscitar um homem de 30 anos e uma mulher de 60 anos, que foram declarados mortos”, disseram os socorristas do Magen David Adom em um comunicado.

O grupo libanês também disse ter lançado vários ataques com foguetes e artilharia contra as forças israelenses perto da cidade de Khiam, no sul. Foi o quarto dia consecutivo de combates dentro e ao redor da estratégica cidade no topo de uma colina.

As forças israelenses lançaram uma invasão terrestre no sul do Líbano em 1º de outubro.

Negociações de cessar-fogo

Entretanto, enviados dos Estados Unidos e responsáveis ​​israelitas mantiveram conversações em Israel para discutir os esforços para um cessar-fogo no Líbano e na Faixa de Gaza sitiada.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse ao enviado dos EUA, Amos Hochstein, e ao conselheiro dos EUA para o Médio Oriente, Brett McGurk, que qualquer acordo de cessar-fogo com o Hezbollah teria de garantir a segurança israelita.

“O primeiro-ministro especificou que a questão principal não é a papelada para este ou aquele acordo, mas a determinação e capacidade de Israel para garantir a aplicação do acordo e evitar qualquer ameaça à sua segurança vinda do Líbano”, disse o gabinete de Netanyahu.

O Ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, também participou na discussão, que disse numa declaração centrada em “disposições de segurança relacionadas com a arena norte e o Líbano, e nos esforços para garantir o retorno de 101 reféns ainda detidos pelo Hamas em Gaza”.

Ordens de evacuação são um “crime de guerra”

Também na quinta-feira, o primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, disse que as ordens de evacuação de Israel são um “crime de guerra”.

“As ameaças emitidas pelo inimigo israelita contra civis libaneses de evacuar cidades inteiras e deslocá-los das suas áreas e casas é um crime de guerra adicional, adicionado à série de crimes cometidos pelo inimigo israelita, incluindo assassinato, destruição e sabotagem”, disse ele. disse, de acordo com a NNA.

Mikati disse que transmitiu esta posição a todos os órgãos diplomáticos, apelando à intensificação da pressão política para parar a mortal agressão israelita. Ele também se reuniu com a embaixadora dos EUA, Lisa Johnson, e com o enviado egípcio, Alaa Moussa, como parte de seus esforços para alcançar um cessar-fogo para o Líbano.

Dorsa Jabbari da Al Jazeera, reportando de Beirute, disse que, juntamente com as últimas observações de Mikati, é “muito difícil ver um acordo se concretizando num futuro próximo”.

“Ele acredita que estas contínuas escaladas israelenses não inspiram otimismo”, disse Jabbari. “Ele disse que os intensos ataques aéreos precisam parar para que as negociações possam começar.”

Segundo Jabbari, este é um grande obstáculo nas negociações.

“Os militares israelenses disseram nas últimas semanas que iriam negociar sob ataque, e isso é algo que o governo libanês e o Hezbollah disseram que não estão dispostos a fazer.”

Apenas um dia antes, Mikati expressou otimismo sobre um cessar-fogo “nas próximas horas ou dias”, enquanto o novo líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse na quarta-feira que o grupo aceitaria uma trégua sob certas condições.

De acordo com relatos da mídia israelense citando fontes governamentais, o plano proposto, mediado pela equipe dos EUA, faria com que as forças do Hezbollah recuassem cerca de 30 quilômetros (20 milhas) da fronteira, ao norte do rio Litani.

As forças israelitas retirar-se-iam do Líbano e o exército libanês assumiria então o comando da fronteira, juntamente com as forças de manutenção da paz da ONU.

O Líbano seria responsável por impedir o rearmamento do Hezbollah.



Leia Mais: Aljazeera

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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