POLÍTICA
Ato da PGR para monitorar emenda de R$ 3,5 mi é “c…
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1 ano atrásem
Nicholas Shores
O deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP) afirmou que o procedimento administrativo de acompanhamento aberto pela Procuradoria-Geral da República sobre uma emenda “pix” de 3,5 milhões de reais destinada por ele para a prefeitura de Francisco Morato é “corriqueiro e esperado”, sem relação com qualquer suspeita, e tem o objetivo de “monitorar a aplicação do recurso no município”.
“Diferente do que afirma a nota ‘Tem petista também’, publicada na edição 2914 de 11 de outubro de 2024, não existe investigação em relação a emendas orçamentárias do meu mandato, como esclarece a Procuradoria Geral da República por meio da certidão 1274/2024, emitida em 14 de outubro”, disse o parlamentar em nota.
Celeguim também declarou que a destinação de suas emendas orçamentárias é feita de forma “clara e transparente”. Acrescentou que uma parte delas é decidida por meio de edital público para projetos em diversas áreas, com votação popular.
“A emenda em questão, no valor de R$ 3,5 milhões destinada ao município de Francisco Morato, é de transferência especial e tem destinação livre para os cofres da cidade. Por essa razão, o Ministério Público instaura procedimento de acompanhamento com o objetivo de monitorar a aplicação do recurso no município. Trata-se de procedimento corriqueiro e esperado, que não tem relação com qualquer suspeita, como a nota dá a entender”, afirmou o deputado.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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