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Ator de Tieta enfrentou HIV durante a novela e morreu aos 32 anos

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Durante as gravações da novela “Tieta” (1989-1990), um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira, o ator Paulo Nigri descobriu ser portador do vírus HIV. Ele interpretava o jovem seminarista Cosme e enfrentava uma batalha pessoal longe das câmeras enquanto sua carreira florescia. Naquela época, a AIDS ainda era cercada de estigmas e havia pouca informação sobre prevenção e tratamento. A revelação de sua condição de saúde chocou o elenco, mas foi mantida em sigilo para preservar sua imagem e carreira.

Paulo Nigri faleceu em outubro de 1995, aos 32 anos, devido a complicações da AIDS. Sua trajetória curta, porém impactante, deixou uma marca profunda na história da televisão brasileira. Sua batalha silenciosa e precoce contra uma doença que era sinônimo de morte nos anos 90 reflete um momento crítico na luta contra o HIV no Brasil.

Embora tenha sido seu papel mais conhecido, Nigri também participou de outros projetos, incluindo a novela “Salomé” (1991). Mesmo diante das adversidades, manteve-se profissional e dedicado até os últimos momentos de sua carreira.

O contexto histórico da epidemia de HIV nos anos 80 e 90

Na década de 1980, o mundo enfrentava o auge da epidemia de HIV/AIDS. Os primeiros casos foram registrados nos Estados Unidos em 1981, e o vírus rapidamente se espalhou pelo mundo. No Brasil, a primeira notificação oficial ocorreu em 1983, gerando pânico e desinformação.

A falta de tratamento eficaz e o preconceito associado à doença fizeram do HIV uma sentença de morte para muitos na época. Celebridades como Cazuza e Lauro Corona também foram vítimas, ajudando a despertar a consciência pública sobre a gravidade da situação.

Impacto social e cultural da AIDS na TV e na sociedade brasileira

O legado deixado por atores vítimas da AIDS

A morte de Paulo Nigri e de outros artistas marcou uma geração e trouxe à tona a necessidade de discutir o HIV. Veja alguns nomes que também partiram devido à doença:

  1. Lauro Corona: Famoso por seu papel em “Bambolê” e “Corpo a Corpo”, faleceu em 1990, aos 32 anos.
  2. Cláudia Magno: Atriz de “Fera Radical” e “Tieta”, morreu em 1994, aos 35 anos.
  3. Cazuza: Ícone da música brasileira, partiu em 1990, transformando sua luta em símbolo de resistência.

Os avanços na medicina desde os anos 90

Na década de 1990, a ciência avançou rapidamente na busca por tratamentos para o HIV. A introdução da terapia antirretroviral em 1996 revolucionou o tratamento da doença, permitindo que muitos pacientes levassem uma vida longa e saudável. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que, em 2024, mais de 38 milhões de pessoas vivem com HIV, mas a mortalidade relacionada à AIDS diminuiu drasticamente.

Uma mudança de paradigma nas narrativas televisivas

A teledramaturgia também mudou ao longo das décadas. As novelas passaram a abordar o HIV abertamente, discutindo prevenção, diagnóstico e o enfrentamento ao preconceito. Produções como “Amor à Vida” e “Babilônia” trataram do tema com sensibilidade, contribuindo para a conscientização do público.

A importância da representação nas telas

A presença de personagens portadores de HIV em novelas ajudou a reduzir o estigma e promover debates sociais importantes. Em algumas produções, a abordagem incluiu campanhas educativas em parceria com o Ministério da Saúde.

Curiosidades sobre “Tieta” e seu elenco

Dados e estatísticas sobre HIV no Brasil

Depoimentos e memórias de bastidores

Em entrevistas, colegas de elenco de Paulo Nigri recordaram sua dedicação profissional e discrição. “Ele nunca deixou transparecer seus problemas de saúde. Sempre foi focado e apaixonado pelo que fazia”, relatou um ex-colega.

O impacto das redes sociais na memória coletiva

Com a popularização das redes sociais, histórias como a de Paulo Nigri voltaram a ser lembradas e discutidas. Postagens nostálgicas sobre novelas clássicas despertam a memória afetiva do público, promovendo debates sobre saúde e direitos humanos.

Avanços na prevenção e no combate ao HIV em 2024

Em 2024, o Brasil é reconhecido mundialmente por seu programa de prevenção ao HIV, com distribuição gratuita de medicamentos e campanhas educativas amplas. O Ministério da Saúde registra que mais de 90% das pessoas diagnosticadas com HIV estão em tratamento ativo.

Legados que atravessam gerações

O legado de artistas como Paulo Nigri vai além de sua contribuição artística. Suas histórias ajudam a manter vivo o debate sobre HIV e a importância da inclusão e da empatia. Por meio de sua arte e de suas vidas, esses profissionais deixaram uma lição que continua a ecoar.

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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