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Governador recebe equipe que vai produzir documentário sobre Chico Mendes e desenvolver oficinas culturais no estado
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Tácita Muniz
O governador do Acre, Gladson Cameli, recebeu nesta sexta-feira, 20, a equipe do Estúdio Escarlate, que iniciou uma imersão no estado para a produção de um documentário, filme e atividades culturais, que devem se estender por mais de dois anos. Durante este período, o grupo vai qualificar artistas, gerar emprego e renda, além de produzir materiais audiovisuais sobre o líder seringueiro Chico Mendes.

Gladson Cameli colocou o Estado à disposição para atender tudo o que for necessário.
“Vamos agarrar essa oportunidade e mostrar o Acre, sem ligação com partido A ou B, mas contar a história pelo olhar daqueles que a viveram. Se sintam em casa e o que nós pudermos fazer para ajudar essa produção, vamos ajudar. Tenho o maior respeito pela história do nosso estado e a questão ambiental é uma agenda que estamos avançando e sendo referência mundial”, destacou.
No encontro, Joana Henning, CEO do grupo, listou todos os projetos que devem ser desenvolvidos no estado durante essa produção, enfatizando que o grupo não só faz a produção cinematográfica, como também deixa um legado no estado. Ao governador, ela destacou que o objetivo principal é fazer com que o Brasil e o mundo conheçam mais a história de Chico Mendes.
Todas essas atividades fazem parte da Plataforma Chico Vive, idealizada em 2024 pelo Estúdio Escarlate, pelos produtores associados Bruno Gagliasso e Jorge Paz, que viverá Chico Mendes no cinema, e o diretor Rafael Dragaud.
“Essa é uma plataforma que aposta na força do entretenimento para ações de impacto socioambiental relacionadas ao legado do Chico Mendes. Então, a gente tem como objetivo realizar diversos produtos, como um filme de ficção com distribuição no mundo, um documentário biográfico, prêmios de lideranças jovens, formação local de profissionais do Acre e cinema sustentável. Temos uma longa agenda a ser trabalhada junto ao Estado do Acre, pensando muito na potência do entretenimento para formação, geração de emprego, renda e projeção do Acre para o Brasil e para o mundo”, destacou.
Para a CEO, o estado acreano é extremamente rico e diverso, e vai contribuir muito com esse intercâmbio, mas também será beneficiado com todas as ações desenvolvidas ao longo deste ano.
“Isso gera não só experiência, troca, intercâmbio, mas também um hub de negócios. Uma possibilidade de aumentar o leque de negócios para os profissionais do Acre. A gente começa a agenda agora e tem uma previsão de dois anos de trabalho até a produção do filme. E por meio do prêmio Chico Vive e da nossa TV digital, a gente tem uma programação perene. E o Acre, como terra natal de Chico Mendes, que é o personagem central da nossa trama, vai estar em protagonismo ao longo dos projetos, porque o prêmio será anual e ele continua depois do lançamento do filme”, explica.
Está envolvido nessa produção também o diretor Walter Moreira Salles. O projeto, iniciado com o desenvolvimento de um longa-metragem de ficção, prevê ainda o lançamento de um documentário biográfico, exposições e a TV Chico Vive. Todas as iniciativas buscam honrar o legado de Chico Mendes e reforçar a importância da preservação ambiental e do engajamento social.

Impacto em todo o estado
O longa-metragem de ficção será co-dirigido pelos cineastas Sérgio Machado e Sérgio de Carvalho e estrelado pelo ator Jorge Paz, que viverá Chico Mendes no cinema. Paz também é produtor associado do longa, e obteve os direitos autorais junto aos familiares de Chico Mendes. O ator Bruno Gagliasso também é produtor associado do filme e com a sua empresa de gestão de crédito de carbono, Pachamama, promoverá a primeira produção audiovisual de grande porte, com 100% de impacto positivo.
Estão sendo feitas entrevistas com amigos e familiares de pré-produção e pesquisa para o documentário biográfico “Chico Mendes – Uma Vida pela Amazônia”. A plataforma inclui, ainda, exposições com o acervo do ambientalista, um manual do entretenimento sustentável e a TV Chico Vive, entre outras ações socioambientais. A imersão é feita em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social, atuando com oficinas voltadas ao engajamento de jovens talentos no Acre.
O grupo também pretende produzir um filme de ficção, de faroeste, com muita ação. As filmagens devem ser feitas em alguns municípios, como Brasileia e Cruzeiro do Sul. A equipe deve chegar a mais de 170 pessoas. Por isso, entre as atividades, está a qualificação da rede hoteleira.

Candy Saavedra, diretora executiva do Estúdio Escarlate, disse que a busca pela parceria do governo do Acre é fundamental para que o legado do Chico Mendes e a pauta ambiental hoje desenvolvida no estado cheguem aos brasileiros.
“Esse filme vai trazer essa força e, tendo esse apoio do governo do Acre, trazendo esses profissionais aqui pra gente poder dar esses cursos, essas oficinas e acho que a gente só tem a crescer, só tem a ganhar. Acredito também que a gente vai fazer uma revolução no quesito de profissionalismo e empreendedorismo”, completou.
Além do governo, a equipe recebeu apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No encontro com o governador, esteve presente também Sérgio Siqueira, diretor da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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