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Aumento nas vendas de distopias após a vitória de Donald Trump
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Efeito direto do retorno de Donald Trump à Casa Branca? A agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP) notou, sexta-feira, 8 de novembro, um salto nas vendas de distopias, estas ficções baseadas em sociedades imaginárias governadas por um poder totalitário ou por uma ideologia nociva.
Nas livrarias primeiro. Shannon DeVito, diretora de livros da rede Barnes & Noble, garantiu: “Livros de ficção e não ficção que apresentam fascismo, feminismo, mundos distópicos e políticas de direita e de esquerda dispararam em nossas vendas com os resultados eleitorais. »
Esse entusiasmo também foi verificado nas vendas online na Amazon. A Aia Escarlate (McClelland e Stewart, 1985), o grande clássico do gênero de Margaret Atwood, adaptado para série de televisão por Bruce Miller, é o exemplo mais flagrante. A história gira em torno da repressão às mulheres no quadro de uma formidável ditadura. A esterilidade os atingiu e seu mundo está agora dividido entre as Esposas, que dominam a casa, as Martas, que a mantêm, e as Aias, cujo papel é a reprodução. Depois de registar vendas recordes ao longo do primeiro mandato de Trump, esta distopia ganhou destaque na lista dos livros mais comprados na Amazon, assim que os resultados das eleições presidenciais americanas foram tornados públicos.
Avanço dos livros pró-Trump
AP especifica que outras histórias sombrias e futurísticas, como a visionária 1984 (Secker & Warburg, 1949), de George Orwell – em que os seres humanos são monitorados dia e noite –, ou ainda Fahrenheit 451 (Ballantine Books, 1953), de Ray Bradbury – que descreve um mundo em que os livros são proibidos e todos devem ser queimados – também foram incluídos na lista dos 40 mais vendidos da Amazon na tarde de quinta-feira, 7 de novembro. Outro best-seller do mandato anterior de Trump, Tirania. Vinte lições do dia 20e século (Gallimard, 2017), de Timothy Snyderchegou entre os 10 mais vendidos.
Não é novidade que os livros pró-Trump foram vendidos como bolos quentes. Publicadas no início de outubro, as memórias da esposa do republicano, Melania Trump, Melânia (Skyhorse Publishing, 256 páginas, 37 euros), fez um avanço dramático para assumir a liderança em vendas na lista da Amazon, quinta-feira, 7 de novembro, enquanto Elegia caipira (Globo, 2017), assinada pelo vice-presidente eleito, J. D. Vance, subiu para o top 10. Esta obra, que trata nomeadamente dos problemas socioeconómicos da sua cidade natal, Middletown (Ohio), já se tinha consolidado como um sucesso editorial quando foi foi lançado em 2016. O álbum de fotos do Sr. Trump Salve a América estava entre os 30 primeiros.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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