ACRE
Autoridades sul-coreanas buscam estabilidade enquanto Joe Biden diz que a aliança é ‘fundamental’ na região | Coréia do Sul
PUBLICADO
2 anos atrásem
Guardian staff and agencies
O líder da oposição da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, ofereceu-se para trabalhar com o governo para aliviar o tumulto político, enquanto as autoridades procuravam tranquilizar aliados e mercados – um dia depois de o parlamento controlado pela oposição votou pelo impeachment o presidente conservador, Yoon Suk Yeol, por causa de uma tentativa de curta duração de impor a lei marcial.
O banco central da Coreia do Sul prometeu no domingo manter os mercados estáveis, enquanto o regulador financeiro sul-coreano disse que expandiria os fundos de estabilização do mercado, se necessário.
Joe Biden chamou no domingo a aliança dos EUA com a Coreia do Sul de “chave para a paz e a prosperidade na região Indo-Pacífico” após uma ligação no sábado com Han Duck-soo, o primeiro-ministro que se tornou o presidente interino enquanto um tribunal constitucional delibera sobre a remoção permanente de Yoon do cargo.
Os legisladores sul-coreanos votaram no sábado pelo impeachment de Yoon devido à sua breve declaração de lei marcial, que mergulhou o país em alguns dos sua pior turbulência política em décadas.
Lee Jae-myung, o líder do Partido Liberal Democrata, cujo partido detém a maioria na Assembleia Nacional, instou o tribunal constitucional a decidir rapidamente sobre o impeachment de Yoon e propôs um conselho especial para a cooperação entre o governo e o parlamento.
Os poderes de Yoon foram suspensos até que o tribunal decida se o destituirá do cargo ou o reintegrará. Se Yoon for destituído, uma eleição nacional para escolher seu sucessor deverá ser realizada dentro de 60 dias.
Lee, que liderou uma feroz ofensiva política contra o governo de Yoon, é visto como o favorito para substituí-lo.
Ele disse numa conferência de imprensa televisiva que uma decisão judicial rápida seria a única forma de “minimizar a confusão nacional e o sofrimento das pessoas”.
O tribunal se reunirá para começar a considerar o caso na segunda-feira e terá até 180 dias para decidir. Mas os observadores dizem que uma decisão poderia ser tomada mais rapidamente. No caso de impeachments parlamentares de ex-presidentes, Roh Moo-hyun em 2004 e Park Geun-hye em 2016, o tribunal passou 63 dias e 91 dias, respetivamente, antes de determinar a reintegração de Roh e a destituição de Park.
Lee também propôs um conselho nacional onde o governo e a Assembleia Nacional trabalhariam juntos para estabilizar os assuntos de estado, e disse que o seu partido não tentaria impeachment do primeiro-ministro, um nomeado por Yoon que agora serve como presidente interino.
“O Partido Democrata cooperará ativamente com todos os partidos para estabilizar os assuntos de Estado e restaurar a confiança internacional”, disse Lee. “A Assembleia Nacional e o governo trabalharão juntos para resolver rapidamente a crise que assolou a República da Coreia.”
Não ficou imediatamente claro como o partido governante Poder Popular reagiria à proposta de Lee. Kim Woong, um ex-legislador do PPP, acusou Lee de tentar exercer poder sobre assuntos de Estado.
O Partido Democrata usou a sua maioria parlamentar para acusar o ministro da Justiça e o chefe da polícia nacional devido ao decreto da lei marcial, e disse anteriormente que também estava a considerar o impeachment de Han Duck-soo.
Não houve resposta imediata de Han, um burocrata experiente.
Ao assumir o seu papel como líder interino, Han ordenou aos militares que reforçassem a sua postura de segurança contra a Coreia do Norte. Ele pediu ao ministro das Relações Exteriores que informasse outros países que as principais políticas externas da Coreia do Sul permaneceriam inalteradas, e ao ministro das finanças que trabalhasse para minimizar os potenciais impactos negativos na economia decorrentes da turbulência política.
No domingo, Han conversou por telefone com o presidente dos EUA, Joe Biden, discutindo a situação política na Coreia do Sul e os desafios de segurança regional, incluindo o programa nuclear da Coreia do Norte. Biden expressou o seu apreço pela resiliência da democracia na Coreia do Sul e reafirmou “o compromisso férreo” dos EUA, de acordo com ambos os governos.
3 de dezembro de Yoon imposição da lei marcialo primeiro desse tipo em mais de quatro décadas, durou apenas seis horas. Yoon enviou centenas de soldados e policiais ao parlamento em um esforço para impedir a votação, mas eles se retiraram depois que o parlamento anulou o decreto de Yoon. Nenhuma grande violência ocorreu.
Os partidos da oposição acusaram Yoon de rebelião, dizendo que um presidente da Coreia do Sul só pode declarar a lei marcial durante tempos de guerra ou emergências semelhantes e não teria o direito de suspender as operações do Parlamento, mesmo nesses casos.
Yoon rejeitou as acusações e prometeu “lutar até o fim”. Ele disse que o envio de tropas ao parlamento teve como objetivo emitir um aviso ao Partido Democrata, que ele chamou de “força anti-estado” que abusou do seu controle do parlamento, atrasando o projeto de lei orçamentária do governo para o próximo ano e pressionando repetidamente para o impeachment. altos funcionários.
As instituições responsáveis pela aplicação da lei estão a investigar possíveis rebeliões e outras alegações. Eles prenderam o ministro da defesa e o chefe da polícia de Yoon e duas outras figuras de alto nível.
Yoon tem imunidade da maioria dos processos criminais como presidente, mas isso não se estende a alegações de rebelião ou traição. Ele foi proibido de deixar a Coreia do Sul, mas os observadores duvidam que as autoridades o detenham devido ao potencial de confrontos com o seu serviço de segurança presidencial.
Lee apelou às autoridades para acelerarem as suas investigações e disse que uma investigação independente por um procurador especial deveria ser lançada o mais rapidamente possível. Na semana passada, a Assembleia Nacional aprovou uma lei que exige uma investigação liderada por um procurador especial.
“Os indivíduos e instituições envolvidos neste ato de rebelião devem cooperar plenamente com as investigações”, disse Lee.
Com a Agence France-Presse, Reuters e Associated Press
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
Relacionado
ACRE
Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
Relacionado
ACRE
Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login