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Avanços estratégicos marcam visita de Xi ao Brasil – 23/11/2024 – Igor Patrick

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Assinados acordos e memorandos, é hora de destrinchar o que de mais relevante foi alcançado no Brasil com a visita de Xi Jinping nesta semana.

Comecemos pelo mais óbvio, o tal “acordo de sinergias” entre os programas de industrialização e aceleração do crescimento do governo Lula e a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI, na sigla em inglês). Conversei com muita gente sobre as impressões acerca do texto firmado por Xi e pelo presidente brasileiro, e as reações são mistas.

Do lado chinês, ouvi um certo tom de desapontamento. A impressão geral é que o Brasil se juntou à BRI sem formalizar isso em documento —o que, para nós, foi uma saída inteligente, mas para eles teve significado político aquém do esperado para os 50 anos de amizade.

Tanto foi assim que, após serem comunicados formalmente que Brasília não assinaria o memorando de adesão, parte dos envolvidos na preparação da visita de Estado chegou a considerar diminuir a importância da viagem e transformá-la em algo mais simbólico. Não foi o que aconteceu, muito em função da efeméride de 2024.

Entre especialistas brasileiros, muitos aplaudiram a cautela por trás do texto. Larissa Wachholz, ex-assessora internacional do Ministério da Agricultura e atual pesquisadora do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, destacou por exemplo a criação de grupos de trabalho que identificarão projetos de infraestrutura prioritários para financiamento.

Na ansiedade para entregar grandes anúncios, ela pontuou, muitas vezes não há tempo para ouvir técnicos e especialistas que se detenham a encontrar projetos racionais. O prazo deve ajudar a identificar aquilo que é sustentável para ambos os lados, em sintonia com a cautela que a China vem adotando em grandes investimentos da BRI.

Depois, há que se destacar o estudo de viabilidade para a operação da chinesa SpaceSail no Brasil. Concorrente da Starlink de Elon Musk no setor de internet por satélite, a empresa pode oferecer uma opção de conexão em áreas remotas do país e reduzir a dependência do serviço provido pelo bilionário, agora um futuro secretário dos Estados Unidos.

Preocupa-me a segurança de dados que trafegarão pela chinesa, especialmente se considerarmos que um dos principais clientes nacionais da Starlink é o Exército brasileiro, que a utiliza para operações na Amazônia. Espera-se um esforço de compatibilizar o serviço alternativo chinês com nossa legislação (a Autoridade Nacional de Dados chinesa está envolvida no estudo), mas nossos serviços de inteligência precisarão fazer um trabalho minucioso para garantir que não estejamos expostos a backdoors (mecanismos ocultos que permitem acesso não autorizado a sistemas).

Por fim, Lula mencionou o interesse chinês em estratégias de conservação de florestas tropicais e recuperação de áreas degradadas. Como também pontuou Walchholz, esta pode ser a grande oportunidade para a cooperação nos próximos anos, já que abre espaço para investimentos em biocombustíveis (como etanol, metanol, hidrogênio verde) nestas regiões.

A China optou por eletrificar a sua frota, o que limitou nossas possibilidades. Mas conforme cresce a necessidade de descarbonizar combustíveis de navios e aviões, dois modais onde a eletrificação não vai funcionar, o Brasil pode se tornar um grande parceiro neste setor.

Em geral, o tour de Xi termina com um saldo bastante positivo. Ele voltará em 2025 para a cúpula do Brics, e Lula já estendeu o convite para que venha também à COP30 em Belém. Será uma oportunidade para revisitar os textos e fazer um balanço dos avanços.


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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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