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‘Baby’ e ‘Malu’ são melhores filmes no Festival do Rio – 13/10/2024 – Ilustrada

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Alessandra Monterastelli

Baby“, de Marcelo Caetano, e “Malu”, de Pedro Freire, foram premiados em dupla como melhores longas-metragens de ficção no Festival do Rio. O anúncio foi feito na cerimônia de encerramento de um dos eventos mais importantes para a indústria cinematográfica do país, na noite deste domingo.

“Baby” acompanha Wellington, que se envolve com um homem mais velho depois de sair de um centro de detenção para jovens em São Paulo.

O filme compôs um grupo de longas exibidos no festival que se distanciaram da homofobia e do romance, temas que geralmente dominam os filmes LGBTQIA+. “Estamos discutindo as famílias alternativas, o trabalho e as parcerias econômicas, assim como a violência policial e o caos reinante no centro de São Paulo”, afirma Caetano, que teve seu ator protagonista, João Pedro Mariano, laureado como o melhor ator do festival.

Já “Malu” integra uma onda de produções que se debruçam sobre seios familiares disfuncionais e passados turbulentos para exorcizar os comportamentos de seus protagonistas. A trama conta a história de Malu Rocha, mãe de Freire, vivida pela atriz Yara de Novaes, mas não é uma biografia.

O filme começa com uma visita de Joana, filha que passou anos na França, à mãe. Atriz de teatro promissora em sua juventude, Rocha vive em uma comunidade carioca com a frustração de sua carreira não ter vingado —pela asfixia dos teatros paulistas durante a ditadura, pela maternidade ou também pelo acaso.

O longa levou Carol Duarte, que vive Joana, e Juliana Carneiro da Cunha, que interpreta a mãe de Malu, a serem consagradas como melhores atrizes coadjuvantes pelo festival. Yara de Novaes venceu como melhor atriz, e o filme, como melhor roteiro.

“Manas”, de Marianna Brennand, venceu o prêmio especial do júri, depois de ser celebrado também no Festival de Veneza, enquanto “Baby” foi exibido e celebrado em Cannes. Walkiria Barbosa, diretora do Festival do Rio, comemora a recepção de longas brasileiros no exterior e defende que, se todo filme nacional tivesse mais investimento em promoção, mais obras alcançariam a projeção positiva dos títulos da última safra.

“Em um país continental como o nosso, precisamos ter investimento na promoção e na divulgação [de filmes nacionais]. A soberania passa também por ter um mercando interno e externo forte, diz.

Luciano Vidigal levou a melhor direção por “Kasa Branca”. “Tudo Vai Ficar Bem”, de Ray Yeoung, e “Avenida Beira-Mar”, de Maju de Palma, foram os vencedores do prêmio Félix, destinado a celebrar as produções com temática queer. O primeiro, que também venceu o Teddy em Berlim, conta a história de Angie, que se vê a mercê dos interesses da família de sua esposa, Pat, após se tornar viúva, aos quase 70 anos.

Para a atriz argentina Mercedes Morán, que compôs o júri do Festival do Rio, a violência de gênero e a desigualdade social são temas que se repetiram na maioria dos filmes exibidos no evento, especialmente naqueles da competição principal.

Morán também protagoniza “A Procura de Martina”, que será exibido na Mostra de Cinema de São Paulo após passar pelo Rio —assim como a maioria das produções nacionais, incluindo aquelas que estavam fora de competição, como “Malês”, dirigido por Antonio Pitanga, que reconta o levante protagonizado por escravos no Brasil do século 19. “São filmes que, no geral, não chegam aos cinemas”, diz Morán.

Confira a lista completa dos vencedores do Festival do Rio:

PREMIERE BRASIL

MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO

“Baby”, de Marcelo Caetano

“Malu”, de Pedro Freire

MELHOR DIREÇÃO DE FICÇÃO

Luciano Vidigal, por “Kasa Branca”

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI

Jamilli Correa, de “Manas”

MELHOR ROTEIRO

Pedro Freire, de “Malu”

MELHOR ATRIZ

Yara de Novaes, de “Malu”

MELHOR ATOR

João Pedro Mariano, de “Baby”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Carol Duarte e Juliana Carneiro da Cunha, de “Malu”

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Diego Francisco, de “Kasa Branca”

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

“3 Obás de Xangô”, de Sérgio Machado

MELHOR DIREÇÃO DE DOCUMENTÁRIO

Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, de “A Queda do Céu”

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Fernando Aranha e Guga Bruno, por “Kasa Branca” e “Quando Vira a Esquina”

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Thales Junqueira, de “Baby”

MELHOR FOTOGRAFIA

Arthur Sherman, de “Kasa Branca”

MELHOR MONTAGEM

Peterkimo, de “Salão de Baile”

MELHOR SOM

Marcos Lopes, Guile Martins e Toco Cerqueira, de “A Queda do Céu”

MELHOR CURTA-METRAGEM

“A Menina e o Pote”, de Valentina Homem

COMPETIÇÃO NOVOS RUMOS

MELHOR LONGA-METRAGEM

“Centro Ilusão”, de Pedro Diogenes

MELHOR DIREÇÃO

Davi Pretto, de “Continente”

MELHOR ATRIZ

Mayara Santos, de “Ainda Não É Amanhã”

MELHOR ATOR

Reynier Morales, de “O Deserto de Akin”

MELHOR CURTA-METRAGEM

“Carne Fresca”, de Giovani Barros

PRÊMIO FÉLIX

MELHOR FILME INTERNACIONAL

“Tudo Vai Ficar Bem”, de Ray Yeung

MELHOR FILME BRASILEIRO

“Avenida Beira-Mar”, de Maju de Paiva e Bernando Florim

PRÊMIO DO JÚRI

“Baby”, de Marcelo Caetano

MELHOR DOCUMENTÁRIO

“A Bela de Gaza”, de Yolande Zauberman

A jornalista viajou a convite do Festival do Rio



Leia Mais: Folha

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Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac — Universidade Federal do Acre

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Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, recebeu sete estudantes estrangeiros de Medicina que participarão de um intercâmbio acadêmico voltado à vivência da realidade amazônica e dos serviços de saúde na região. A recepção, com boas-vindas e apresentação da universidade, ocorreu nessa segunda-feira, 8, no gabinete da Reitoria, campus-sede.

O grupo é formado por Berklay Çetinkaya, da Turquia; Shajeea Sajid, da Itália; Clara Corsini, da França; Laura Joanna, da Alemanha; Lucie Dupin, da França; Shannon Marie, do Canadá; e Nia Julia, da Finlândia. Com idades entre 18 e 27 anos, os intercambistas permanecerão no Acre pelas próximas três semanas.

Durante a programação, os alunos conhecerão unidades de saúde, terão contato com diferentes aspectos do Sistema Único de Saúde (SUS) e participarão de atividades de campo, como a visita ao internato rural do curso de Medicina da Ufac no município de Feijó (AC), permitindo o contato com populações rurais e indígenas e com desafios enfrentados por profissionais que atuam em regiões distantes dos grandes centros urbanos.

“Estamos muito felizes em receber esses sete estudantes estrangeiros. O que mais nos impressiona é que eles escolheram a Amazônia e o Acre para realizar esse intercâmbio”, disse a reitora Guida Aquino. “Tenho certeza de que isso trará resultados importantes e incentivará também nossos estudantes a buscarem oportunidades internacionais de formação.”

Para o coordenador do curso de Medicina, Osvaldo Leal, a iniciativa representa um importante passo no processo de internacionalização da Ufac. “É uma experiência de aprendizado mútuo e uma oportunidade de mostrar o que temos a oferecer enquanto universidade amazônica”, pontuou.

A estudante de Medicina da Ufac, Assúria Mesquita, uma das responsáveis pela organização da programação, ressaltou que o intercâmbio fortalece a troca de conhecimentos entre diferentes culturas e sistemas de saúde. “Essa troca contribui para a formação de profissionais mais preparados e sensíveis às diferentes realidades.”

O intercâmbio é realizado por meio da Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina, organização presente em mais de 190 países e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.

Também participou da recepção a vice-reitora eleita, Almecina Balbino.

 

(Fhgner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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