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Bahia: PT tensiona por Jerônimo, Wagner e Rui em 2026 – 09/01/2025 – Poder
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João Pedro Pitombo
No comando do governo da Bahia há 18 anos, o PT quer ampliar sua hegemonia no estado e iniciou um movimento para ocupar os três principais postos da chapa majoritária nas eleições de 2026.
O projeto é consolidar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) como candidato à reeleição, tendo como candidatos ao Senado os seus dois antecessores –o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ambos do PT.
Caso se concretize, o movimento representará um revés para PSD, principal aliado das gestões petistas na Bahia. O partido defende a reeleição do senador Angelo Coronel, cujo mandato se encerra em 2027.
A chapa foi defendida por Jaques Wagner em entrevista ao jornal A Tarde na segunda-feira (8). Foi a primeira vez que o petista defendeu a tese de forma mais clara.
“Essa chapa, você poderia batizar de trio do sucesso porque são três governos que fizeram a Bahia prosperar e muito, se modernizar e muito […] Eu diria que, pelo peso dos nomes, é muito natural se tivermos uma chapa com três governadores”, afirmou o líder governo Lula (PT) no Senado.
Na mesma entrevista, ele buscou afagar os aliados, indicando que vai contemplá-los de outras formas: “A gente vai acomodar todo mundo. Vou repetir, não apostem em racha, porque não vai haver”.
A expectativa é que o PT tente contemplar os aliados com o cargo de vice-governador, suplências para o Senado, a presidência da Assembleia Legislativa, além de vagas nos Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios.
A defesa da chapa com os três governadores representa uma mudança sutil no discurso de Wagner, que até o ano passado, dizia que apenas ele e o governador tinham as suas vagas asseguradas na chapa.
Dentro do PT, a proposta é vista como a solução para evitar uma escalada do racha entre Jaques Wagner e Rui Costa, que disputam espaços dentro do partido, da base aliada e do governo Jerônimo.
Ao mesmo tempo, a avaliação é que Rui Costa –que deixou o governo em 2022 com popularidade e ocupa um cargo central no governo Lula– fortaleceria a chapa do governador.
Os partidos aliados, contudo, demonstram incômodo com o que chamam de postura hegemonista do PT. Angelo Coronel tratou com ironia a proposta que o exclui da disputa ao Senado.
“O PT tem todo direito de escalar seu time nas posições que bem desejar. Acredito que irão indicar os quatro componentes da majoritária. Deverá ser uma chapa 100% puro-sangue”, afirmou o senador à Folha.
Ele destacou que PSD está unido e só vai se pronunciar sobre as eleições em março de 2026. “Em política, uma semana é uma eternidade, imagine dois anos. O apressado come cru.”
O MDB, que em 2022 indicou para a chapa o vice-governador Geraldo Júnior, também vê o movimento com preocupação. O partido trabalha para manter o posto dentro da chapa majoritária.
As chances de permanência de Geraldo Júnior, contudo, na chapa foram reduzidas após a sua derrota na disputa pela prefeitura de Salvador, na qual amargou um terceiro lugar com 10,3% dos votos.
Presidente de honra do MDB da Bahia, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima defende a manutenção da configuração na chapa, com o PT na disputa pelo governo e ao Senado, o MDB com a vice e o PSD com a segunda vaga ao Senado: “O principal critério tem que ser a reeleição”.
Entre os aliados do governador, a avaliação é que a configuração da chapa vai depender de uma série de fatores que incluem o cenário nacional, a popularidade do presidente Lula, a avaliação da gestão Jerônimo e a força da oposição.
As eleições municipais na Bahia consolidaram um cenário de polarização entre os grupos do governador e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), indicando um novo embate entre ambos em 2026.
Os partidos aliados ao governador elegeram 309 das 417 prefeituras baianas. A oposição, por outro lado, prevaleceu nas grandes cidades.
Governistas veem a oposição enfraquecia após a implosão da candidatura de Elmar Nascimento (União Brasil) à presidência da Câmara dos Deputados e a eclosão da Operação Overclean, que investiga por suspeitas de corrupção nomes do partido como o empresário Marcos Moura.
Adversários do governador, contudo, avaliam que o PT planeja disputar a eleição com força máxima por antever um cenário adverso em 2026, tanto na disputa nacional como na estadual.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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