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baixo nível de água do Juruá compromete a navegabilidade e barcos “atolam” no rio
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7 anos atrásem
O manancial é a única “estrada” para cidades isoladas
O Rio Juruá que este ano chegou a alcançar mais de 13 metros, agora, em alguns pontos, tem poucos centímetros de lâmina d’água. A seca do Juruá compromete a navegabilidade e faz barcos encalharem no meio do manancial. Viagens feitas em 4 horas no inverno Amazônico, agora chegam à 8 horas.
A escassez no volume de água aumenta também as dificuldades na navegação e altera o tipo de embarcação utilizada para o transporte de passageiros e mercadorias para cidades do Vale do Juruá, como Porto Walter e Marechal Taumaturgo.
As potentes voadeiras e lanchas não navegam mais nesta época do ano e o tempo das viagens aumenta em até 4 horas para barcos menores, os rabetões e dias, para os batelões.
Às duas cidades dependem quase exclusivamente do Juruá para o abastecimento de alimentos, combustível, insumos hospitalares, material de construção, etc. Em aviões de pequeno porte que não mantém linhas regulares de voos, o valor das passagens chega a R$ 350 para voos que duram menos de 40 minutos.
Grande parte da população da região faz o trajeto entre Cruzeiro do Sul e Porto e Marechal Taumaturgo, nos expressinhos, como são chamadas, as empresas com barcos que fazem a viagens com preços que variam de R$ 70 a R$ 170.
Agora só os rabetões estão navegando e mesmo assim “atolam”, encalham na areia. Há também o grande perigo dos tocos e árvores inteiras no trajeto. Todas as dificuldades, exigem dos barqueiros, atenção máxima, conhecimento do rio e perícia para evitar acidentes. O barqueiro Anderson Souza, o Curupira, diz que mesmo conhecendo bem o Juruá tem muita dificuldade. “As areias se movem todo dia”, explica ele.
As viagens mais longas nessa época do ano são bem conhecidas da universitária Loudicéia Oliveira, que estuda em Rio Branco e nas férias do meio e do final do ano, volta pra casa em Porto Walter. Em dezembro, com o rio Juruá cheio, de voadeira vai de Cruzeiro à Porto Walter em menos de 4 horas. Agora foram 8 horas de rabetão subindo o Juruá. Para voltar foram 6 horas mesmo de descida, percurso que faria em duas horas e meia de voadeira. Ela teve que descer do barco e ajudar a empurrar para tira-lo de cima de um banco de areia. “A cada férias em casa encontro um cenário diferente” cita a estudante do curso de farmácia na capital.
A professora aposentada, Leontina Gomes, de 83 anos, encara a viagem de 8 horas de rabetão entre Cruzeiro e Porto Walter e lembra que “antes só havia batelões que levavam até 5 dias no trajeto”.
Menos de 100 km separam Cruzeiro do Sul de Porto Walter, mas não há estrada ainda ligando às duas cidades. Já há um traçado de 16 km de Porto Walter até o Rio Juruá Mirim. O prefeito de Porto Walter, Zezinho Barbary busca apoio do governo do Estado para executar a obra da entrada.
Rio Juruá
O Rio Juruá é um dos principais afluentes da margem direita do rio Amazonas. Nasce nos Andes peruanos e desemboca no rio Solimões. Tem mais de 3 mil km, entra no Brasil pelo Acre – mais precisamente, pelo Parque Nacional Serra do Divisor, e é considerado um dos rios mais sinuosos da Bacia Amazônica.
Tem uma enorme planície de alagamento, por isso, em função do regime de seca e cheia dos rios amazônicos, dá origem a milhares de lagos todos os anos. Também por conta deste fenômeno, a altura do rio varia entre 12 a 15 metros
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
25 de setembro de 2026A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.
O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.
A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
25 de setembro de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.
As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.
“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”
O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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