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Becky Korich: A incompetência salvou o Brasil – 29/12/2024 – Becky S. Korich
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2 anos atrásem
Com o inquérito caminhando para o desfecho, já podemos incluir o 8 de janeiro no rol de golpes bumerangues históricos, cuja incompetência se virou contra os seus agentes. Foi um espetáculo de trapalhadas, digno das investigações de Maxwell Smart, o Agente 86, que, apesar da sua esperteza duvidosa, desvendaria com facilidade o plano secreto, livrando o país do Kaos.
Não foi por falta de planejamento. Os envolvidos capricharam nas preliminares e tentaram fazer tudo direitinho para seduzir os mais vulneráveis: esquentaram os canais difamando as urnas eletrônicas antes mesmo de saberem o resultado das eleições para, “just in case”, irem direto ao ponto G … do golpe. Aconteceu que o “case” se apresentou e o plano foi levado adiante.
Os manifestantes estavam tão empolgados com o sucesso da empreitada, que não tiveram sequer a ideia de usar o Cone do Silêncio, aquele usado das conversas do Agente 86 com o chefe no QG do Controle, para garantir sigilo enquanto tramavam o golpe. Foram tão habilidosos na incompetência, que tiveram a proeza de, simultaneamente, cometer o crime e se delatar em um só ato. Com selfies e vídeos celebraram heroicamente a vitória: “Tomamos o Senado!”. Daí pra frente, uma sucessão de barbeiragens foi se acumulando.
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A luta pela não democracia era “democrática”, tinha todo tipo de gente, de todas as origens e idades. Vovôs deixaram de brincar com os netinhos para brincar de pega-pega e de super-heróis em Brasília. Com tanta imaginação, não faltaram bandeiras de outros movimentos e fantasias de personagens históricos. Até “falsos indígenas” vestindo cocares apareceram por lá.
Os golpistas foram tão patriotas, que fizeram questão de, depois de depredar patrimônio público, deixar rastros mais concretos para facilitar as investigações, esquecendo seus celulares que tinham largado no prédio do Senado.
Convencidos de que a invasão significaria automaticamente a destituição do presidente eleito, e com total falta noção da sua estratégia, se perguntavam (vídeos gravados): “Mas e agora, o que a gente faz? A gente tem que esperar o presidente sair ou vamos fazer alguma coisa mais?”.
Se Maxwell Smart estivesse lá, teria sido mais contundente: “O prédio do Senado está cercado de milhares de agentes fortemente armados e que já dominamos o presidente eleito e o seu vice”. Desacreditado, faria outra tentativa: “Acreditariam se disséssemos que somos mil e tantas pessoas que quebramos algumas vidraças e dominamos o chefe do almoxarifado? Não? Que tal uma centena de lunáticos ameaçando com arminhas de gel os siriris que sobrevoam as lâmpadas do palácio?”.
Voltemos para a nossa ficção. Cansados de tanto lutar pela nação, os rebeldes que foram tirar um cochilo nas barracas em que acampavam, tiveram o mesmo pesadelo: acordaram cercados por forças de segurança.
Quando, enfim, perceberam que a casa caiu, não sabiam para onde correr. O tiro de misericórdia foi dado: invadiram supermercados e saquearam garrafas de uísque, cervejas e até pacotes de carne congelada.
Mas nem tudo estava perdido, a salvação estaria chegando – a galope -, pensavam. Mantinham a fé que o Exército e as Forças Armadas estariam lá para protegê-los. Quando se viram desamparados, gritaram indignados: “Cadê o Exército?!”.
A resposta que receberam foi o eco da própria incompetência.
Feliz 2025!
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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