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Belém celebra Natal melancólico pelo segundo ano à sombra da guerra de Gaza | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Belém, a cidade na Cisjordânia ocupada que os cristãos acreditam ser o local de nascimento de Jesus Cristo, assinala outro Natal solene à sombra da O genocídio de Israel em Gaza.
Na véspera de Natal, na terça-feira, a cidade estava privada da alegria habitual do feriado, sem luzes nem uma árvore gigante adornando a praça central da Manjedoura, sem multidões de turistas e sem bandas de jovens que de outra forma marcassem a ocasião.
“Este ano, limitamos a nossa alegria”, disse o prefeito de Belém, Anton Salman, à agência de notícias AFP.
As orações, incluindo a famosa missa da meia-noite da Igreja da Natividade, continuarão a ser realizadas na presença do Patriarca Latino da Igreja Católica, mas as festividades serão de natureza mais estritamente religiosa do que as celebrações festivas a cidade já ocupou.
Os batedores palestinos marcharam silenciosamente pelas ruas, diferentemente de sua habitual banda de metais estridente. Alguns carregavam uma placa que dizia: “Queremos a vida, não a morte”.
Entretanto, as forças de segurança palestinianas instalaram barreiras perto da Igreja da Natividade, construída no local onde se acredita que Jesus nasceu, e um trabalhador limpou os caixotes do lixo.
“A mensagem de Belém é sempre uma mensagem de paz e esperança”, disse Salman. “E hoje em dia, também estamos a enviar a nossa mensagem ao mundo: paz e esperança, mas insistindo que o mundo deve trabalhar para acabar com o nosso sofrimento como povo palestiniano.”
Nida Ibrahim, da Al Jazeera, reportando da Manger Square, disse que antes da guerra, o centro ficava lotado de gente no Natal.
“Haveria luzes por toda parte. Além disso, haveria um palco central onde seriam apresentadas canções e canções de Natal em preparação para esta época festiva”, disse ela.
Em Belém, o Natal não foi apenas uma celebração para os cristãos – foi um feriado nacional onde tanto muçulmanos como cristãos “sentiram que era uma oportunidade para sentirem alguma alegria enquanto vivem sob ocupação militar de décadas”, acrescentou ela.
Ibrahim disse que os moradores da cidade ficaram “profundamente magoados” ao ver o Palestinos em Gaza enfrentando bombardeios contínuos, que mataram mais de 45 mil pessoas desde outubro do ano passado.
Golpe para a economia de Belém
O cancelamento das festividades de Natal é um duro golpe para a economia da cidade, que já sofre devido às restrições impostas pela ocupação israelita, disse Ibrahim.
O turismo é responsável por cerca de 70 por cento do rendimento de Belém – quase todo proveniente da época do Natal.
O prefeito Salman disse que o desemprego na cidade está em torno de 50 por cento – superior aos 30 por cento de desemprego no resto da Cisjordânia, de acordo com o Ministério das Finanças palestino.
O número de visitantes da cidade caiu de um máximo pré-COVID de aproximadamente 2 milhões de visitantes por ano em 2019 para menos de 100.000 visitantes em 2024, disse Jiries Qumsiyeh, porta-voz do Ministério do Turismo palestino.

Mohammad Awad, 57 anos, vende café há mais de 25 anos aos pés da Mesquita de Omar, que fica em frente à famosa igreja da cidade.
“Os negócios iam bem antes da guerra, mas agora não há ninguém”, disse o vendedor à AFP. “Espero que a guerra em Gaza acabe em breve e que os turistas regressem.”
A violência israelita contra os palestinianos – tanto por parte dos colonos como das forças militares – aumentou em toda a Cisjordânia ocupada desde que eclodiu a guerra em Gaza, mas Belém permaneceu em grande parte calma.
As restrições após a guerra também impediram que cerca de 150 mil palestinianos deixassem o território para trabalhar em Israel, provocando uma contracção da economia local em 25 por cento.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”
Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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