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Bem-vindo ao “apartamento do futuro” 100% low-tech, com banheiros vivos e grilos

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Ao entrar, o visitante é saudado pelo chilrear de dezenas de grilos, instalados em caixas de ovos em viveiros. Depois, o olhar é atraído para a vegetação, todos os tipos de ervas transbordando das bancadas de madeira. O apartamento, banhado de luz e envolto em tons de areia, com as telas de algodão desenhadas nas paredes e as ervas marinhas no chão, exala uma sensação de serenidade. Quase poderíamos esquecer que está localizado no coração de Boulogne-Billancourt, em Hauts-de-Seine. Foi neste subúrbio parisiense ultraurbanizado que Corentin de Chatelperron, 41 anos, e Caroline Pultz, 31 anos, fixaram residência para desenvolver um “apartamento do futuro”que garante uma vida quase autônoma com tecnologias 100% de baixa tecnologia, ou seja “útil, acessível e sustentável”.

Uma mudança radical de cenário para o casal, depois de quatro meses sozinhos no deserto mexicano em 2023. Nômade de coração, o engenheiro Corentin de Chatelperron, cofundador da associação Low-tech Lab, também viveu de forma independente em um veleiro de estopa em na Baía de Bengala e em uma jangada flutuando em uma baía na Tailândia. “Mas hoje, mais de um em cada dois seres humanos vive em cidades, e os moradores das cidades representarão 70% da população mundial em 2050”explica Caroline Pultz, designer. Desde julho e até ao final de novembro, estes aventureiros ecológicos têm como missão imaginar como poderá ser a vida urbana sustentável em 2040.

“Queremos criar uma nova imaginação desejável, que não seja um futuro de alta tecnologia em torno do metaverso, nem um flashback decrescente. Propomos outro caminho para viver melhor, de forma saudável e dentro dos limites planetários”descreve Corentin de Chatelperron, cuja experiência “Biosfera Urbana” é financiada pela Câmara Municipal de Boulogne-Billancourt, pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES) e pela Arte. Em seu estúdio de 26 m2instalado em uma antiga creche e emprestado pelo município, o casal experimenta cerca de vinte invenções de baixa tecnologia, adaptações de tecnologias descobertas durante a turnê mundial de Corentin de Chatelperron de 2016 a 2022.

Água em circuito fechado

Os banheiros não são secos, mas “vivos”, ou seja, os excrementos são decompostos em composto pelas larvas da mosca-soldado negro. No chuveiro, um senhor substituiu o chuveiro. Ele também polvilha cogumelos ostra, que fornecem um quilo de cogumelos por semana. A mesma água, uma vez filtrada, abastece em circuito fechado as dezenas de plantas da sala principal, cultivadas bioponicamente (acima do solo). Esses brotos, assim como os cogumelos e os grilos – um afastamento da dieta vegetariana, para evitar deficiências de vitamina B12 – compõem apenas parte dos cardápios do casal. Porque a dupla, que não busca a autossuficiência, também coleta frutas e verduras em troca de meio dia de trabalho na fazenda. E compre mantimentos orgânicos, com alimentos locais.

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NAI da Ufac realiza evento cultural sobre arte, corpo e inclusão — Universidade Federal do Acre

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1º Evento Cultural Entresentidos-2026 (2).jpg

O Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), da Ufac, realizou a abertura do 1º Evento Cultural Entresentidos: Arte, Corpo e Inclusão, nessa quinta-feira, 24, na modalidade online. Nesta sexta-feira, 25, o evento teve sua etapa presencial no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede. A iniciativa faz alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

A Ufac conta com mais de 700 estudantes com deficiência matriculados nos campi sede e Floresta, em Cruzeiro do Sul. O evento marca a transição institucional do NAI, que, a partir da recente reestruturação administrativa da universidade, passou a integrar a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), criada há pouco mais de um mês, tendo como pró-reitora a professora Letícia Mamed.

“A intenção da Proafe é justamente considerar esse público como o centro da nossa política institucional, que estamos organizando, consolidando e ampliando na Ufac”, disse Letícia. “Queremos garantir que esses estudantes não apenas ingressem na universidade, mas tenham uma trajetória de qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão até a sua diplomação.”

Professora da rede estadual e mestranda de Matemática da Ufac, Sthefhanie Vidal tem deficiência visual. “Quando você vai a um show sem acessibilidade, você só ouve a multidão e o cantor. Mas quando há audiodescrição e você compreende as expressões faciais, o figurino e a movimentação no palco, você se sente parte real do evento”, pontuou. “Ver o NAI e a Proafe incentivando a cultura acessível é extremamente satisfatório e nos motiva a colaborar para que essa inclusão seja efetiva.”

Assistente social da Ufac, Carla Peres enfatizou o caráter reflexivo da programação. “Este é um momento único e significativo para compreendermos a diversidade que atravessa a nossa universidade. O espaço acadêmico é um aprendizado diário entre diferentes sujeitos e culturas.” Ela agradeceu o trabalho dos intérpretes de língua brasileira de sinais e a parceria com o projeto “Mão em Cenas”, que contribuiu com exposições e apresentações teatrais sobre a expressividade e a identidade dos corpos.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

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Curso de Música divulga chamada para Jornada Acadêmica — Universidade Federal do Acre

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X JORNADA ACADÊMICA DE MÚSICA DA UFAC

A Música como Realidade no Currículo Escolar: Mudanças de Paradigma e Práticas Integrativas no Desenvolvimento Humano

Período do evento: 09 a 15 de outubro de 2026

Período para submissão: 01 a 30 de setembro de 2026

Chamada de trabalhos



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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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