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Biden afrouxa regra para hidrogênio antes de Trump assumir – 04/01/2025 – Mercado

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Amanda Chu

A governo de Joe Biden afrouxou nesta sexta-feira (3) os critérios para que produtores de hidrogênio verde reivindiquem créditos fiscais, em meio a uma corrida para ajudar o setor e garantir seu legado de energia limpa antes da posse de Donald Trump.

O departamento do Tesouro adiou requisitos mais rigorosos para o setor por dois anos, até 2030. A partir deste ano, desenvolvedores de hidrogênio verde precisarão provar que sua produção é alimentada por energias renováveis hora a hora, em vez de anualmente, para se qualificar para os créditos.

A mudança ocorre após um ano de intensa pressão de desenvolvedores que argumentaram que as regras preliminares eram muito rígidas e prejudicariam a indústria nascente. A data de início para a certificação agora está alinhada com a UE (União Europeia), um alvo para as exportações de hidrogênio limpo dos EUA.

O Tesouro também está permitindo que o hidrogênio produzido usando energia de usinas nucleares existentes se qualifique em suas regras finais, desde que o projeto evite a aposentadoria de uma usina nuclear. Isso expande suas regras preliminares que exigem que os desenvolvedores produzam hidrogênio a partir de novos projetos de energia limpa, como solar ou eólica, que estão conectados à sua rede regional.

“As extensas revisões fornecem a certeza de que os produtores de hidrogênio precisam para manter seus projetos em andamento e fazer dos Estados Unidos um líder global em hidrogênio verdadeiramente verde”, disse John Podesta, conselheiro sênior de clima de Biden, em um comunicado.

A Lei de Redução da Inflação, a principal lei climática do presidente Biden, incluiu um crédito fiscal de US$ 3 por kg para a produção de hidrogênio, transformando os EUA em um destino atraente para o desenvolvimento. O hidrogênio verde, produzido usando eletricidade renovável, tem potencial como combustível mais limpo para indústrias intensivas em carbono, como transporte marítimo e transporte pesado.

No entanto, grupos ambientais e analistas disseram que, a menos que haja regras rígidas, a produção de hidrogênio poderia depender de combustíveis fósseis e aumentar as emissões.

A espera pelas regras de crédito fiscal, a fraca demanda e as ameaças de Trump de desmantelar a lei de Biden minaram a confiança na indústria de hidrogênio limpo no ano passado, levando a uma venda de ações e a paralisações de projetos.

Em outubro, a Plug Power confirmou ao Financial Times que pausou o desenvolvimento de seu projeto de hidrogênio verde de US$ 290 milhões em Nova York, que seria o maior da América do Norte. Marathon Petroleum, Fortescue e CNX também interromperam ou desistiram de compromissos com o programa de hubs de hidrogênio de US$ 7 bilhões de Biden.

“Esses créditos fiscais fazem muito para subsidiar a produção de hidrogênio, mas também precisa haver uma demanda por esse hidrogênio. Alguém tem que querer usá-lo”, disse Aaron Bergman, membro do grupo sem fins lucrativos Resources for the Future. No ano passado, a consultoria BloombergNEF estimou que apenas 6% dos projetos de hidrogênio dos EUA haviam garantido acordos de fornecimento vinculativos.



Leia Mais: Folha

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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