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Biden é um presidente “pato manco” – mas será que ainda conseguirá pressionar Israel? | Notícias de Joe Biden

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Faltando menos de 70 dias para o final do mandato, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, entrou oficialmente na fase do “pato manco” da sua presidência – o período de tempo entre as administrações, quando a influência e a capacidade de um presidente de moldar políticas diminuem à medida que o seu sucessor se prepara para assumir o cargo. .

Mas com o fim iminente da carreira política de cinco décadas de Biden surge uma última oportunidade para definir o seu legado – especialmente quando se trata de política externa, que Biden há muito vê como uma das suas questões marcantes.

Para aqueles que se opõem ao apoio inabalável da atual administração a Israel durante a sua guerra de mais de um ano contra Gaza, este período manco é uma oportunidade final “para tentar pressionar Biden a superar um legado de genocídio”, disse Annelle Shelineum ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA que renunciou em março em protesto contra a política do governo Biden para Israel.

Mas é improvável que a administração volte atrás no seu apoio multibilionário à guerra de Israel, depois de um ano de aprofundamento da crise humanitária e de provas em grande escala de crimes de guerra em massa nos quais os EUA estão envolvidos. profundamente implicado.

“Agora que há menos preço político a pagar, Biden poderia optar por fazer coisas boas”, disse Matt Duss, vice-presidente executivo do Centro de Política Internacional, à Al Jazeera. “Mas nunca foi inteiramente político; é ideológico. É assim que ele acredita que a relação EUA-Israel deveria funcionar, e isso basicamente com pressão zero sobre Israel sobre qualquer coisa.”

“Não tenho qualquer esperança de que eles façam algo significativo, construtivo, útil ou corajoso nestes últimos meses”, acrescentou Duss.

Robert Hunter, ex-embaixador dos EUA na OTAN, disse que Biden deveria interromper todos os envios de armas para Israel “amanhã”, mas nunca o faria.

“Biden tem sido um forte defensor de Israel ao longo de sua carreira”, disse Hunter à Al Jazeera. “Mas significa que sempre que teve uma oportunidade séria de influenciar as coisas, primeiro como vice-presidente e agora como presidente, nunca o fez – excepto por um pausa (sobre carregamentos de bombas pesadas) – está disposto a ir contra o que Israel, e em particular (o primeiro-ministro Benjamin) Netanyahu, quer que ele faça.”

“É algo em que ele acredita”, acrescentou Hunter.

Prazo de auxílio de trinta dias termina

Enquanto os Democratas avaliam o impacto da sua política externa Após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais, há coisas práticas que a administração pode – e os críticos argumentam que deveria – fazer antes de Trump tomar posse em 20 de Janeiro.

Embora algumas dessas medidas possam ser posteriormente revertidas pela administração Trump, ainda teriam a capacidade de travar ou pelo menos abrandar os crescentes ataques de Israel ao norte de Gaza, bem como enviar uma mensagem ao público e à nova administração de que os EUA não ter influência sobre Israel, embora até agora este se tenha recusado a utilizá-la.

Na terça-feira, a administração Biden teve a oportunidade de garantir que Israel enfrentasse consequências pelas suas ações após um prazo de 30 dias que a administração tinha definido para a entrega de ajuda a Gaza expirou. No entanto, quando Biden se encontrou com o presidente israelita, Isaac Herzog, na Casa Branca, reiterando o apoio “ferrenho” de Washington ao seu aliado, os EUA disse que não haveria mudança na assistência militar para Israel, apesar de o país do Médio Oriente não ter cumprido as medidas solicitadas por Washington.

“Muitas pessoas disseram coisas como: ‘Bem, politicamente, os democratas têm de continuar a apoiar Israel, ou isto poderia ser uma questão eleitoral para eles’”, disse Sheline à Al Jazeera. “E agora que a eleição está no retrovisor, claramente, é isso que eles querem. Eles dizem coisas como: ‘Estamos tristes com o que está acontecendo’, mas é claro que não vão usar nenhuma influência.”

“Mesmo agora, quando não querem sofrer politicamente por isso, apoiam totalmente tudo o que está a acontecer”, acrescentou. “Caso contrário, eles realmente fariam algo a respeito.”

Com mais de 40.000 palestinos mortos e as guerras de Israel na região apenas se agravando, a decisão da administração Biden de reter armas, emitir mais sanções ou abrir caminho para a inclusão total do Estado da Palestina nas Nações Unidas pouco faria para reverter o imenso problema humano. custo do seu apoio a Israel até agora. Mas essas medidas poderão abrir caminho a uma mudança de abordagem e forçar a administração Trump.

“É certamente tarde”, disse Josh Paul, outro antigo funcionário do Departamento de Estado que se demitiu no ano passado em protesto contra a política da administração em relação a Gaza, num evento do Fórum sobre Comércio de Armas e Democracia para o Mundo Árabe Agora na semana passada.

“Dito isto, nunca é tarde demais.”

Uma última oportunidade

Não é incomum que uma administração cessante apresse uma série de políticas e medidas antes da chegada da nova administração.

Nos últimos três meses do primeiro mandato de Trump como presidente, antes de Biden assumir o cargo em janeiro de 2021, a administração anunciou mais de 23 mil milhões de dólares em vendas de armas aos Emirados Árabes Unidos, 500 milhões de dólares em munições de precisão à Arábia Saudita e – com menos de um mês à esquerda – 300 milhões de dólares em bombas de pequeno diâmetro para a Arábia Saudita. Em Janeiro de 2021, a administração Trump também declarou o movimento Houthi do Iémen uma “organização terrorista estrangeira”, uma designação que surgiu apenas um dia antes de Trump deixar o cargo.

A administração Biden poderia ficar igualmente ocupada se quisesse.

Em agosto, o governo anunciou US$ 20 bilhões nas vendas de armas a Israel, e o Senado dos EUA deverá opinar sobre essa venda este mês, depois que o senador Bernie Sanders apresentou uma legislação forçando uma votação sobre o assunto.

Biden também tem ampla margem de manobra para suspender por conta própria as transferências de armas para Israel, acrescentou Paul. E como Trump se apresentou como o presidente que trará “paz” à região – mesmo que o presidente eleito nomeie linha dura pró-israelenses a posições proeminentes – interromper agora as entregas de armas a Israel transferiria o fardo de reverter o rumo para a próxima administração.

“Isso seria algo que a administração Trump teria que tomar uma decisão consciente para voltar atrás”, disse Paul, observando que “mudar uma política é muito fácil de fazer de uma administração para outra, mas mudar uma determinação legal é um pouco mais difícil”. .”

Para além de aplicar as leis dos EUA ou de usar a influência dos EUA – ambas as medidas que a administração Biden tem consistentemente recusado tomar – a administração Biden poderia expandir as suas sanções aos colonos israelitas, possivelmente visando os ministros da extrema-direita de Israel, como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, como o O Reino Unido está a considerar. Poderia também potencialmente reconhecer a condição de Estado palestiniano e abrir caminho para que o Conselho de Segurança da ONU aprovasse a Palestina como membro de pleno direito da ONU.

“Estes são, até certo ponto, céu azul”, disse Paul. “Mas também são coisas da competência do presidente e coisas que o presidente poderia fazer se realmente quisesse.”

Duss duvida que o governo Biden faça algo diferente em suas últimas semanas no cargo.

“Quando se trata de impor custos reais, de realmente defender os direitos humanos, especialmente os direitos palestinos, não espero nada deles”, disse ele.

“Mas uma coisa que eu realmente gostaria que eles fizessem é apenas dizer a verdade”, acrescentou, apelando à administração, por exemplo, para divulgar relatórios internos sobre a situação. seis ONGs palestinas Israel designou como “grupos terroristas” em 2021 ou para divulgar as avaliações dos EUA sobre as alegações que Israel fez contra a UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinianos, de que alguns dos seus funcionários estiveram envolvidos nos ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel.

“Mas isso exigiria que eles tivessem um mínimo de coragem”, disse Duss.

Cada minuto importa

Depois de os republicanos terem conquistado a Casa Branca e o controlo do Senado dos EUA e provavelmente também ganharem a Câmara dos Representantes, mais críticos da política dos EUA em relação a Israel poderão, tardiamente, encontrar coragem para se manifestar.

“Espero que veremos os democratas reconhecendo repentinamente que o genocídio é errado e não estavam dispostos a criticar Biden”, disse Sheline à Al Jazeera. “Espero que veremos pessoas que tentam salvar a sua reputação e dizem: ‘Estávamos a fazer o que podíamos no interior.’ Mas penso que há provas claras de que os EUA tinham uma influência enorme que não utilizaram.”

Não é apenas o legado de Biden que está em jogo.

“Particularmente tendo em conta os resultados eleitorais, haverá muitos altos funcionários da administração, tanto na Casa Branca como nas agências executivas, que precisam de começar a pensar realmente sobre o seu legado”, disse Paul. “Embora seja tarde demais para dezenas de milhares de pessoas em Gaza, penso que ainda existem algumas oportunidades para salvar alguma coisa e também para enviar um sinal ao seu próprio partido de que também não é tarde demais para esse partido mudar.”

“Nunca é tarde para fazer a coisa certa”, acrescentou.

Isso significa potencialmente salvar milhares de vidas – algo que os defensores enfatizam que Biden ainda tem o poder de fazer.

“Ele pode ser um pato manco na política dos EUA, mas definitivamente não é um pato manco no que se refere à vida do povo palestino, e cada dia, cada minuto importa”, disse Zeina Ashrawi Hutchison, analista política palestina-americana. Al Jazeera na semana passada.

“É absolutamente responsabilidade (de Biden) parar imediatamente o genocídio em Gaza. Ele pode fazer isso com um telefonema”, acrescentou ela. “Esta é uma guerra cúmplice Israel-EUA na região, e cabe a ele realmente parar o genocídio antes de deixar o cargo.”



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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