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Biden pressionará Trump a apoiar a Ucrânia na reunião de transição: Conselheiro | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tentará convencer o presidente eleito, Donald Trump, a não retirar o apoio da Ucrânia quando tomar posse, disse o conselheiro de segurança nacional do presidente cessante.
Biden apresentará sua proposta a Trump, que repetidamente criticou a ajuda dos EUA à Ucrâniaquando os dois se encontrarem na quarta-feira para uma reunião de transição na Casa Branca, disse Jake Sullivan em entrevista ao programa Face the Nation da CBS News no domingo.
“O presidente Biden terá a oportunidade, nos próximos 70 dias, de defender ao Congresso e à nova administração que os Estados Unidos não devem abandonar a Ucrânia, que abandonar a Ucrânia significa mais instabilidade na Europa”, disse Sullivan.
“Biden defenderá que precisamos de recursos contínuos para a Ucrânia para além do final do seu mandato”, acrescentou.
A guerra na Ucrânia destaca uma forte divisão na política externa entre Biden e Trump.
Sob Biden, o governo dos EUA comprometeu cerca de 174 mil milhões de dólares em ajuda à Ucrânia enquanto luta contra as forças invasoras russas, com o presidente dos EUA a fazer lobby junto de outros aliados da NATO para que também mantenham o apoio.
Trump, no entanto, criticou repetidamente a ajuda à Ucrânia e disse que terminaria a guerra com a Rússia “num dia”. Para fazer isso, ele sugeriu a Ucrânia poderá ter de ceder território num acordo de paz, algo que os ucranianos rejeitam e que Biden nunca sugeriu.
De acordo com uma reportagem do Washington Post no domingo, Trump conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, na quinta-feira, instando-o a não intensificar a guerra na Ucrânia.
Embora Trump não tenha entrado em detalhes sobre como planeja encerrar a guerra de 2,5 anos, seu novo vice-presidente, JD Vance, ofereceu uma visão aproximada.
“O que provavelmente parece é a atual linha de demarcação entre a Rússia e a Ucrânia, que se torna uma zona desmilitarizada”, disse Vance no podcast Shawn Ryan Show em setembro.
“A Ucrânia mantém a sua soberania independente, a Rússia obtém a garantia de neutralidade da Ucrânia – não adere à NATO, não adere a algumas destas instituições aliadas. É assim que o acordo vai parecer”, disse ele.
Temendo a diminuição do apoio dos EUA sob Trump, os ucranianos e os membros europeus da NATO têm lutado para chegar ao presidente eleito.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, numa mensagem a felicitar Trump pela sua vitória eleitoral, escreveu: “Aprecio o compromisso do Presidente Trump com a abordagem da ‘paz através da força’ nos assuntos globais. Este é exatamente o princípio que pode praticamente aproximar a paz justa na Ucrânia.”
Ele acrescentou: “Contamos com o forte apoio bipartidário contínuo à Ucrânia nos Estados Unidos”.
‘Posição mais forte possível’
Sullivan disse que um dos principais objetivos da administração Biden nos meses restantes será “colocar a Ucrânia na posição mais forte possível no campo de batalha para que, em última análise, esteja na posição mais forte possível na mesa de negociações”.
Como parte deste esforço, a Casa Branca está apressando a ajuda à Ucrâniacom planos de gastar os restantes 6 mil milhões de dólares do financiamento da Ucrânia antes da tomada de posse presidencial de Trump, em Janeiro, segundo Sullivan.
Sullivan disse que Trump e Biden terão a oportunidade de rever a posição de Washington sobre a Ucrânia, juntamente com outras questões de política externa, e discutir como Trump planeia abordá-las durante a sua reunião de quarta-feira.
“O presidente terá a oportunidade de explicar ao presidente Trump como ele vê as coisas, onde elas estão, e conversar com o presidente Trump sobre como o presidente Trump está pensando em abordar essas questões quando tomar posse”, disse ele.
A prolongada guerra na Ucrânia está a entrar no que algumas autoridades dizem que poderá ser o seu acto final, depois de as forças de Moscovo terem avançado ao ritmo mais rápido desde os primeiros dias da guerra.
Qualquer nova tentativa de pôr fim à guerra envolverá provavelmente algum tipo de conversações de paz, que não foram realizadas desde os primeiros meses da guerra.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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