NOSSAS REDES

ACRE

Blinken diz que Washington está trabalhando para trazer para casa cidadão americano encontrado na Síria | Notícias da Guerra da Síria

PUBLICADO

em

Travis Timmerman diz que foi detido depois de cruzar a Síria em uma peregrinação cristã no início deste ano.

Os Estados Unidos estão trabalhando para trazer para casa um cidadão americano encontrado na Síriadisse o secretário de Estado Antony Blinken.

Travis Timmerman parece ter estado entre milhares de pessoas libertadas do país prisões notórias depois que o presidente sírio, Bashar al-Assad, foi deposto esta semana em uma ofensiva relâmpago de grupos armados de oposição.

“Estamos trabalhando para trazê-lo para casa”, disse Blinken durante uma visita à vizinha Jordânia na quinta-feira para discutir a situação na Síria, acrescentando que não poderia fornecer “quaisquer detalhes sobre exatamente o que vai acontecer”.

Timmerman, um jovem de 29 anos do estado americano de Missouri, disse aos repórteres que foi detido depois de atravessar a pé a Síria durante uma peregrinação cristã há sete meses.

Um vídeo divulgado online na quinta-feira mostrou-o deitado em um colchão sob um cobertor no que parecia ser uma casa particular. Um grupo de homens disse que ele estava sendo bem tratado e voltaria para casa em segurança.

“Estava tudo bem. Eu estava alimentado. Eu estava regado. A única dificuldade era que eu não podia ir ao banheiro quando queria”, disse Timmerman mais tarde, em entrevista à rede de televisão Al Arabiya, acrescentando que só tinha permissão para ir ao banheiro três vezes ao dia.

“Não fui espancado e os guardas me trataram decentemente”, disse Timmerman.

As autoridades do Missouri relataram o desaparecimento de Timmerman na Hungria no início deste ano e, em agosto, a polícia húngara divulgou um anúncio de desaparecimento dizendo que ele foi visto pela última vez em uma igreja em Budapeste.

Sua libertação ocorre no momento em que os sírios invadem as notórias prisões do país em busca de entes queridos que desapareceram durante a repressão de al-Assad contra activistas dos direitos humanos, grupos de oposição e outros supostos opositores.

Grupos de direitos e as Nações Unidas disseram que dezenas de milhares de civis sírios foram detidos arbitrariamente ou desapareceram pelo governo sírio desde 2011, quando começou uma revolta popular contra o governo de al-Assad.

Os centros de detenção estavam repletos de assassinatos em massa, tortura e outros tratamentos cruéis e desumanos, e Anistia Internacional dublada uma instalação notória perto da capital Damasco, Sednaiaum “matadouro humano”.

Quando o vídeo de Timmerman apareceu online na quinta-feira, ele foi inicialmente confundido por alguns com Austin Tice, um jornalista americano que desapareceu após ter sido sequestrado na Síria há 12 anos.

O novo governo de transição da Síria disse num comunicado no Telegram que a busca por Tice estava em andamento e que estava pronto para cooperar com Washington na procura de americanos desaparecidos sob al-Assad.

Em 2022, o presidente dos EUA, Joe Biden acusou o governo sírio de deter Tice.

Desde a deposição de al-Assad, Biden disse que a sua administração acredita que Tice estava vivo e estava empenhado em trazê-lo para casa.

“Achamos que podemos recuperá-lo, mas ainda não temos evidências diretas disso. E Assad deve ser responsabilizado”, o presidente disse no domingo. “Temos que identificar onde ele está.”



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS