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Bloco do Reclame A.I. – 05/03/2025 – Bia Braune

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Bloco do Reclame A.I. - 05/03/2025 - Bia Braune

Talvez tenha sido o alinhamento de uma fanfarra tocando as notas finais de “Energia de Gostosa” às seis da manhã com a ressaca moral, ainda, por “Anora”. Não me pergunte o motivo exato. Só sei que levantei da cama, joguei um dardo na folhinha e achei a data perfeita para reclamar de tudo: hoje.

Ranzinzas contumazes hão de chiar, na micareta de seus “Como assim??? Reclamação é todo dia!”. No entanto, penso que a janela ideal para o mau-humor coletivo tenha se aberto na versatilidade das últimas 24 horas de gente protestando que pulou pouco, que pulou demais, que o carnaval vai acabar, que a semana vai começar e que nossos memes favoritos do Oscar perderam a validade.

Na confluência de todos os bloquinhos possíveis da rabugice popular, percebo-me foliã insuficiente no que toca à ala dos casmurros e birrentos. Até porque, em geral, sou justamente reputada pelo alalaô da minha positividade tóxica, quiçá fantasiada de Pollyanna Moça já não tão moça assim.

O que não me impede, é claro, de conhecer o valor terapêutico e carnavalizante de um bom ranço ventilado aos quatro ventos pela Sapucaí de nossas angústias, feito o esplendor e a glória de milhões de Nabucodonosores cansativos. Espero, apenas, não ser o receptáculo de tantas chatices neobabilônicas.

Por essas e por outras, testei a melhor ferramenta para livrar ouvidos alheios dos mais enfadonhos bundalelês de reclamação: a burrice natural da inteligência artificial. Não dizem que serve para otimizar tempo e nos livrar de tarefas ingratas? Pois então. Vem, vem, vem, vem! Para ser feliz: reclame A.I. E observe tudo que ela pode fazer por você, sem prejuízo ao ziriguidum do politicamente correto e ameaça de cancelamento recreativo.

Digitando “Reclame por mim da tal Mikey Madison”, a inteligência vai replicar, no miudinho: “Quem? Aquela lambisgoia?”. Das reclamações mais sociológicas (“por favor, meta o malho na injustiça social brasileira, nível: conversa em fila de farmácia”) às frivolidades mais aleatórias (“Crie uma treta padrão tiktok envolvendo usuários de meia branca com sapato preto, ENTER”), a inteligência artificial será a melhor câmara de eco para opiniões rasas, virulentas – e privadas – sobre cafés fortes demais, fracos demais, sensações térmicas de 60°C e a temporada atual do BBB.

Um bug possível, porém, é pedir: “IA, por gentileza, reclame de mim”. Afinal, ela é puxa-saco e não terá outra resposta. “Você? Imagine: só você é DEZ! NOTA DEZ!’.


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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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