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Boletim da Semana Epidemiológica 50/2024 traz atualização sobre casos de covid-19 no Acre

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Luana Lima

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), divulgou nesta quinta-feira, 19, os dados mais recentes sobre a situação da covid-19 no estado. O boletim destaca a evolução dos casos, óbitos e medidas preventivas, servindo como ferramenta essencial para o planejamento de ações em saúde pública.

Em 2024, foram confirmados 2.410 novos casos e 13 óbitos até a última semana epidemiológica. Segundo o secretário de Saúde, Pedro Pascoal, o avanço da vacinação tem contribuído significativamente para a redução de casos graves e óbitos.

“A vacinação foi crucial para minimizar o impacto da pandemia nos últimos dois anos, mas é fundamental que a população mantenha os cuidados básicos de prevenção”, ressaltou o secretário.

A ampliação da cobertura vacinal refletiu diretamente na queda do número de casos graves e mortes. Em 2023, o Acre apresentou uma incidência de 896,1 casos por 100.000 habitantes. Em 2024, até a SE 49, esse número caiu para 269,4 casos por 100.000 habitantes.

Perfis epidemiológicos: Quem são os mais afetados?

O perfil epidemiológico dos casos e óbitos apresenta padrões claros:

Casos confirmados em 2024:

Maior incidência entre mulheres de 30 a 39 anos.
Homens de 40 a 49 anos também são bastante afetados.
O sexo feminino representa 63,6% do total de casos confirmados.
Pessoas pardas continuam sendo a maioria entre os casos confirmados (65,0%), seguidas por brancas (11,2%) e amarelas (10,7%).

Óbitos em 2024:

Predominância entre pessoas acima de 60 anos.
68,9% dos óbitos ocorreram em pacientes com comorbidades.
Os homens foram levemente mais afetados que as mulheres.

Os indicadores de letalidade e mortalidade também foram atualizados. O Acre apresentou uma letalidade de 0,4% em 2024, enquanto o coeficiente de mortalidade foi de 45 óbitos por 100.000 habitantes.

Informações ao público

A população pode acessar informações detalhadas sobre a covid-19, incluindo os índices de vacinação, no endereço eletrônico https://www.observatorio.saude.ac.gov.br/

É essencial manter os cuidados necessários, como uso de máscaras, em ambientes super lotados, fechados e com ventilação de ar inadequada ou e casos de suspeitas e sintomas.

BOLETIM COVID-19 SE 50 ACRE_16.12.2024

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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