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Bolívia: Arce sugere estado de exceção contra atos pró-Evo – 31/10/2024 – Mundo

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O presidente da Bolívia, Luis Arce, insinuou, em uma mensagem televisionada nesta quarta-feira (30), que decretaria um estado de exceção caso os apoiadores de Evo Morales não liberassem os pontos de bloqueio em estradas que já duram mais de duas semanas.

“Exigimos o levantamento imediato de todos os pontos de bloqueio para o restabelecimento da normalidade em nosso país. Se não ouvirem este clamoroso pedido do povo boliviano, nosso governo eleito democraticamente, com mais de 55% dos votos, exercerá suas faculdades constitucionais para proteger o interesse do povo boliviano”, afirmou.

As faculdades constitucionais que Arce mencionou são uma referência indireta a um estado de exceção, que pode ser decretado pelo presidente em “caso de perigo para a segurança do Estado, ameaça externa, comoção interna ou desastre natural”, de acordo com a constituição da Bolívia.

Nos últimos dias, organizações sociais e autoridades pediram que o político lance mão do instrumento. Caso opte por esse caminho, o presidente precisaria contar com a aprovação da medida na Assembleia Legislativa nas 72 horas seguintes ao decreto.

Segundo o presidente, 17 dias de bloqueio já custaram à Bolívia US$ 1,7 bilhão (R$ 9,8 bilhões) —os protestos, iniciados após Evo desobedecer uma intimação do Ministério Público para depor, interromperam o fornecimento de alimentos e combustível em diversas partes do país.

O temor dos manifestantes é que o antigo sindicalista, que governou de 2006 a 2019, seja alvo de um pedido de prisão. Evo é acusado de ter estuprado e engravidado uma adolescente em 2015, quando era presidente —um caso arquivado em 2020 e ressuscitado recentemente para impedi-lo de se candidatar, segundo sua defesa.

O pano de fundo da instabilidade na Bolívia é a disputa entre Evo e Morales, antigos aliados e correligionários, pela indicação presidencial do MAS (Movimento ao Socialismo) para as eleições do ano que vem. O desentendimento entre os dois causou um racha na sigla que se arrasta desde o ano passado.

“A verdade é que, por trás dos bloqueios antidemocráticos e criminosos, as verdadeiras motivações foram expressas pelos próprios porta-vozes do movimento: a imposição de uma candidatura inconstitucional”, afirmou Arce nesta quarta.

Evo está impedido de se candidatar desde dezembro do ano passado, quando o Tribunal Constitucional reverteu um entendimento anterior que liberava reeleições indefinidas no país —decisão que havia permitido ao ex-presidente vencer quatro eleições seguidas.

“O objetivo é chantagear toda a Bolívia”, afirmou Arce. “Num ato de hipocrisia sem precedentes, levantam bandeiras do direito à manifestação enquanto atentam contra a vida de policiais, trabalhadores da imprensa e pessoal de saúde, apedrejam ônibus com passageiros em seu interior, impedem o livre trânsito de milhares de pessoas.”

De acordo com o presidente, 70 pessoas ficaram feridas desde o início dos protestos —nove civis e 61 policiais.

Nas redes sociais, Evo criticou Arce após seu pronunciamento. “Em vez de apelar ao diálogo para resolver o conflito iniciado muito antes da Marcha para Salvar a Bolívia, Arce lança ameaças contra o povo mobilizado. Qualquer ato de violência será de sua exclusiva responsabilidade. Só o diálogo sincero resolverá os graves problemas que o país enfrenta atualmente”, afirmou.

O ex-presidente ainda criticou o presidente por não mencionar o incidente do último domingo (27). Naquele dia, Evo disse ter sido alvo de uma emboscada. Segundo o ex-presidente, o plano foi orquestrado pelo ministro de Governo, Eduardo del Castillo, e o objetivo era matá-lo —com a anuência de Arce, afirmou o líder à Folha.

O governo da Bolívia nega as acusações e diz que Evo forjou um atentado após seu comboio atirar contra policiais na tentativa de fugir de uma patrulha antidrogas.



Leia Mais: Folha

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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