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AMAZÔNIA

Bolsonaro corta 22% das ações de fiscalização ambiental previstas até agosto

Redação do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Enquanto as queimadas se acentuam pelo país, especialmente na região amazônica, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no governo de Jair Bolsonaro, não realizou 22% das operações de fiscalização ambiental que estavam previstas no Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental (Pnapa) até agosto de 2019.

O Pnapa, elaborado em dezembro, destaca as principais ações de fiscalização realizadas no ano seguinte pelo órgão, que é ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com números obtidos pelo Globo, via Lei de Acesso à Informação, foram planejadas 837 ações nos oito primeiros meses de 2019. No entanto, 183 não foram realizadas.

No mês de abril, o ministério comandado por Ricardo Salles cortou o orçamento do Ibama em 31%. Na avaliação de Suely Araújo, ex-presidente do Ibama, responsável por organizar o Pnapa de 2019, o planejamento previa operações em todo o Brasil de combate ao desmatamento, garimpos irregulares, pesca e outros temas. Suely se exonerou no início de 2019, depois de receber críticas de Salles.

Problemas

“Havia recursos suficientes para isso, até mesmo porque o Fundo Amazônia apoia as ações no bioma com montante significativo de recursos financeiros. A queda nos números de autuações da fiscalização em 2019 evidencia problemas na implementação desse planejamento anual”, afirma Suely.

Em agosto, a Noruega congelou repasses para o Fundo Amazônia, depois que o governo de Jair Bolsonaro extinguiu, por decreto, o comitê responsável pelas diretrizes e acompanhamento dos resultados dos projetos do fundo.

O GLOBO

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ACRE

Sintect-AC realiza denúncias contra a direção dos Correios por não garantir a proteção dos trabalhadores contra o coronavírus

Redação do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos do Acre (Sintect-AC) está apresentando denúncias contra a direção da empresa por obrigar os funcionários a atuarem sem equipamento de proteção, como luvas, máscara e álcool em gel. A queixa já resultou na Recomendação 1068.2020 do Ministério Público do Trabalho (MPT), divulgada no domingo, 22.
O documento assinado pela procuradora Marielle Cardoso aponta para a necessidade de garantir os itens necessários para a proteção do trabalhador, evitando o contágio por coronavírus (Covid-19), respeitando as recomendações dadas pelas autoridades de saúde.
Segundo a presidente do Sintect-AC, Suzy Cristiny, o setor jurídico do Sindicato está sendo consultado para novas ações contra a Estatal, além da greve branca que tem o objetivo de garantir a proteção dos trabalhadores. A falta de apoio por parte da estatal está sendo considerado como um tratamento desumano por expor os funcionários ao risco.
“A empresa afirmou que forneceria álcool em gel, máscara e demais itens, mas até o momento não cumpriu. As reivindicações seguem a necessidade de proteção do trabalhador e da população, evitando a propagação da doença”, finalizou a sindicalista.

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ACRE

Repórter conta o que viu na reserva Chico Mendes sob o bolsonarismo; ouça

Folha de São Paulo, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Ex-seringueiros aceleram desmatamento e a troca de extrativismo por gado.

Na época em que a Reserva Extrativista Chico Mendes foi criada, em 1990 —um ano depois da morte do líder extrativista que homenageia—, os seringueiros eram submetidos a um regime de trabalho análogo à escravidão pelos seringalistas.

Com a criação da Resex, as famílias se livraram dos patrões e conseguiram uma barreira legal contra fazendeiros de gado que avançavam sobre a Amazônia. A Reserva também freou o avanço do arco do desmatamento, frente de destruição da floresta que vai do Acre ao Maranhão.

Mas a economia em torno da borracha colapsou, a agricultura tampouco gera renda e as famílias viram na pecuária, atividade contra a qual a Resex Chico Mendes foi criada, a alternativa econômica mais viável, mesmo que ilegal.

Os repórteres Fabiano Maisonnave e Lalo de Almeida estiveram na Reserva, no Acre, para uma reportagem que integra a série A Amazônia sob Bolsonaro. No episódio desta segunda-feira (9), Maisonnave fala sobre o assunto.

O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando abaixo. Para acessar no aplicativo basta se cadastrar gratuitamente.

Ouça o episódio:

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