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Vaza Jato: Procuradores rejeitaram delação de Cunha por trazer “mais prejuízos do que benefícios”

Redação do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A seletividade da Lava Jato em relação ao artífice do golpe parlamentar já havia aparecido em conversas em que o ex-juiz Sergio Moro orienta os investigadores a não apreenderem o celular do deputado na operação que o levou à cadeia

Com foco seletivo, procuradores da Lava Jato chegaram a um acordo para rejeitar a delação proposta por advogados do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mesmo com o relato de uma suposta fraude feita pelo ex-deputado na escolha do parlamentar que foi o relator de seu processo de cassação.

“Evidente também que alguma coisa o acordo do Cunha sempre corroborá ou ajudará, mas no geral vemos mais prejuízos do que benefícios. Para nós, as teses dele mais atrapalham os processos e investigações em andamento do que ajudam”, diz o procurador Orlando Martello em 1º de agosto de 2017 no grupo “Acordo Cunha”, criado para analisar a questão, que reunia membros do Ministério Público Federal de Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro e Natal.

Segundo reportagem da Vaza Jato divulgada nesta terça-feira (10) pelo portal Uol, em parceria com o site The Intercept, a seletividade dos procuradores da Lava Jato ao rejeitarem uma denúncia importante em acordo de colaboração implica em crime de prevaricação. Ao menos dois juristas disseram que “o Ministério Público não tem a possibilidade de escolher o que investiga”.

Cassação de Cunha

Artífice do golpe parlamentar que tirou Dilma Rousseff da Presidência, Cunha antecipou aos procuradores da Lava Jato que houve “bola mais pesada” – sinônimo de fraude – no sorteio que escolheu o deputado Fausto Pinato (PP-SP) para relatar o seu processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara. Pinato teria sido indicado por José Carlos Araújo (PR-BA), então presidente do órgão para favorecer o próprio Cunha.

Os procuradores da Lava Jato se impressionaram com os documentos apresentados pela defesa de Cunha sobre a denúncia da fraude na relatoria.

“Realmente esse é um fato que talvez não devesse ser sonegado da sociedade. Isso mostra/expõe como ainda somos um País subdesenvolvido, em que os políticos estão tão distantes da realidade”, disse Martello no grupo.

Durante as tratativas, os procuradores chegaram a se empolgar com a delação de Cunha, que poderia derrubar “pelo menos 1/3 do MPRJ, 95% do TJRJ, 99% do TCE e 100% da ALRJ (NR.: Alerj)”, segundo o que afirmou o procurador Ronaldo Pinheiro de Queiroz no dia da criação do grupo, em 13 de junho de 2017.

Moro e a proteção a Cunha

A seletividade da Lava Jato em relação a Cunha já havia aparecido em conversas em que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, orienta os investigadores a não apreenderem o celular do deputado na operação que o levou à cadeia.

“Queríamos falar sobre apreensão dos celulares. Consideramos importante. Teríamos que pedir hoje”, escreveu Deltan Dallagnol. Moro respondeu que “não é uma boa” e, três horas depois o procurador respondeu dizendo que o Ministério Público havia mudado de ideia. “Cnversamos [Conversamos] aqui e entendemos que não é caso de pedir os celulares, pelos riscos, com base em suas ponderações”, escreveu o coordenador da Lava Jato.

FONTE: UOL

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Vídeo mostra afogamento de homem em rio do interior do Acre

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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No interior do Acre, um homem morreu afogado neste final de semana, durante pescaria no rio que banha o município, segundo vídeos e informações que circulam em grupos de Whatsapp.

No vídeo, gravado por uma das pessoas que estavam à beira do barranco, o jovem pescador atravessa “à nado” o rio bastante caudaloso e remansoso até a outra margem. Em seguida, durante a natação de retorno é pego por um forte remanso e não consegue concluir a travessia.

As pessoas que estavam presentes no momento do fato, nada fizeram para salvar o rapaz. Mais notícias a qualquer momento. 

Veja os vídeos:

 

 

 

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ACRE

Namorado de estudante que transmitiu suicídio ao vivo em 2017 tira a própria vida em Rio Branco

Ac24horas, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Em julho de 2017, a cidade de Rio Branco se viu perplexa com o caso da jovem estudante Bruna Andressa Borges, de 19 anos, que transmitiu seu suicídio ao vivo em uma rede social. A comoção foi ainda maior quando o pai e a mãe da jovem em um ato de extremo desespero também cometeram suicídio alguns dias depois.

Mais de dois anos após os tristes episódios, Thiago da Silva, de 20 anos, que era namorado de Bruna, foi encontrado sem vida na casa onde morava no bairro das Placas, na capital acreana. Todos os indícios apontam para um suicídio. A polícia não deu mais informações sobre o caso.

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