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Bolsonaro usa ato para mandar recados em caso de prisão – 16/03/2025 – Poder
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Leonardo Vieceli, Jan Niklas, Catarina Scortecci, Laura Intrieri
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manteve seu nome para a eleição de 2026, negou que vá sair do Brasil e disse ter muitos nomes capazes de substitui-lo, em um discurso repleto de recados sobre seu futuro político.
As declarações foram feitas em ato no Rio de Janeiro, onde ele também ele também reforçou sua pressão pela anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro —o que, no futuro, pode beneficiá-lo— e declarou que será um problema para seus opositores “vivo ou morto”.
A mobilização ocorreu em meio ao rápido avanço da denúncia que mira o ex-presidente e mais 33 pessoas sob acusação de participação em uma trama golpista em 2022.
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começará a analisar a peça da Procuradoria-Geral da República no próximo dia 25, para decidir se torna os denunciados réus. Não à toa, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, foi um dos principais alvos dos manifestantes.
Sob forte calor em Copacabana, a manifestação deste domingo ficou longe da expectativa de 1 milhão de participantes divulgada pelo ex-presidente —segundo estimativa do Datafolha, 30 mil estavam no local quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), falava ao lado de Bolsonaro no carro de som.
Um dos apartamentos próximo ao carro tinha a mensagem “sem anistia” nas janelas.
Outros chefes de governos estaduais presentes foram Cláudio Castro (PL-RJ), Mauro Mendes (União Brasil-MT) e Jorginho Mello (PL-SC).
Vestindo a camiseta com o uniforme azul da seleção brasileira, Tarcísio, cotado à disputa pela Presidência, atacou o governo Lula.
“Ninguém aguenta mais arroz caro, gasolina cara, o ovo caro. Prometeram picanha e não tem nem ovo. E, se está tudo caro, volta Bolsonaro”, disse o governador.
Em aceno à base bolsonarista, ele criticou as penas aos condenados pelo 8 de janeiro, citando com ironia o caso da cabeleireira Débora Santos, presa após ser flagrada pichando com batom a estátua “A Justiça”, em frente ao STF.
“O que eles fizeram? Usaram batom? Num país onde todo dia vemos traficante na rua, onde os caras que assaltaram a Petrobras voltaram à cena política” disse.
Sem dizer a quem se referia, o governador questionou “qual a razão de afastar Jair Bolsonaro das urnas”. “É medo de perder a eleição, e eles sabem que vão perder?”
Como mostrou a Folha, Tarcísio já disse a aliados que aceita disputar a sucessão de Lula se Bolsonaro pedir, mas deve demonstrar lealdade ao aliado até o fim.
Até o momento, o ex-presidente insiste na própria candidatura, embora esteja inelegível em razão de duas condenações pelo TSE, uma por ataques às urnas em reunião com embaixadores e outra por uso político da celebração do 7 de Setembro.
Em seu discurso neste domingo, ele deu indicativos sobre as duas frentes nas quais aposta para conseguir ter o nome na urna no próximo pleito.
Uma delas é o TSE, que será presidido daqui a dois anos por Kassio Nunes Marques, indicado por ele. Em sua fala, sem citá-lo, Bolsonaro afirmou que o pleito de 2026 “será conduzido com isenção”.
Outra frente na qual o bolsonarismo trabalha é a da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O objetivo é clima político para reverter, no futuro, a inelegibilidade do ex-presidente.
Neste domingo, Bolsonaro disse que tem o apoio do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para aprovar o perdão aos condenados. Líder do PL, o deputado Sóstenes Cavalcante afirmou que pedirá nesta semana urgência na votação do projeto.
Embora tenha mantido seu nome para a disputa de 2026, ex-presidente disse não ter obsessão pelo poder e afirmou deixar herdeiros políticos.
“Meu ciclo vai se esgotar um dia. Mas nós estamos deixando muitas pessoas capazes de me substituir no futuro. O lado de lá não tem nenhuma liderança”, afirmou.
“Se alguma covardia acontecer comigo, continuem lutando”, pediu.
Apesar da sugestão de alternativas, o ex-presidente que disse que “eleições sem Bolsonaro é negar democracia no Brasil” e pediu apoio para obter maioria no Congresso no próximo pleito. “Me deem 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do nosso Brasil”, declarou.
O ex-presidente também criticou o governo Lula e comparou ministros da sua gestão com os atuais.
“Se tirar das mãos do PT a falsa bandeira em defesa da democracia, o PT não existe. Não tem o que apresentar para vocês. Nem para alimentar o pobre. Nem isso tem mais”, continuou.
Em sua fala, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), prometeu derrotar o alexandrismo, mas como em outros atos, coube a Silas Malafaia, organizador do eventos, as críticas mais duras ao ministro do STF, chamado de “criminoso e ditador” pelo pastor.
Ao final, Malafaia defendeu “um caminho de paz e conciliação porque isso [prisão] não será bom para lado nenhum”. “Eu quero apelar aos ministros do STF, senadores e deputados. O Brasil é uma nação pacífica. Isso não serve para lado nenhum. Onde vamos parar se Bolsonaro for preso?”, afirmou ele.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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