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POLÍTICA

Boulinhos paz e amor não funcionou

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Matheus Leitão

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Em 2020, também em um ano de eleições municipais, a coluna mostrou por A + B porque Guilherme Boulos se transformou no grande fenômeno eleitoral das capitais do país. E não foi ao final da eleição. Era ainda 10 de outubro.

Não precisa ser nenhum vidente sobre a eleição de 2024, ou sobre o próximo domingo, para ver que a estratégia deste ano não foi tão eficiente. Há quatro anos Boulos perdeu ganhando. Desta vez, perdeu perdendo mesmo.

O deputado federal não conseguiu atrair nem mesmo a totalidade dos eleitores de Lula paulistanos, extremamente fiéis à esquerda, para o seu barco.

(A Quaest mostrou que 69% dos que votaram em Lula escolhem Boulos na capital, enquanto 82% dos que votaram em Bolsonaro dizem votar em Nunes).

Nesta terça,22,  o antigo líder dos movimentos sem-teto, acuado pela melhora quase irrisória em pesquisas nesta última semana, soltou “Carta ao Povo de São Paulo”, em um movimento de campanha semelhante à carta ao povo brasileiro de 2002 de Lula.

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Naquele momento da política nacional, Lula precisava falar à Faria Lima que respeitaria os contratos nacionais e internacionais. Deu certo, mas ela foi divulgada em junho de 2002, quatro meses antes da eleição com a intenção de quebrar a imagem de radicalismo que o acompanhava.

Boulos sofre do mesmo preconceito de que se trata de um radical de esquerda, mas divulgou o texto faltando apenas cinco dias para o pleito. Cinco dias.

Todo cientista político que se preze diria que o psolista precisa de um grande fato político para mudar o destino desta eleição na capital paulista. Nesse ritmo, pode ter menos voto do que em 2020.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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