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Brasil e Bolívia fortalecem laços históricos e discutem desafios conjuntos em reunião do Comitê de Integração Bifronteiriça

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Samuel Bryan

A cidade de Brasileia, no Acre, recebeu nesta quinta-feira, 27, o 2º Comitê de Integração Bifronteiriça, um encontro que reuniu autoridades do Brasil e da Bolívia para debater temas essenciais à cooperação entre os dois países. Com a participação de representantes dos governos federal, estadual e municipal, além de lideranças bolivianas, o evento marcou a retomada de discussões estratégicas principalmente sobre segurança, educação, meio ambiente e desenvolvimento econômico na fronteira.

Encontro reuniu autoridades do Brasil e da Bolívia para debater temas essenciais à cooperação entre os dois países. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Após mais de uma década sem encontros formais, a reunião foi considerada um marco para fortalecer as relações entre Brasileia, Epitaciolândia e Cobija, promovendo a integração política, econômica e social das populações fronteiriças.

Os debates ocorreram ao longo do dia e foram organizados em três grandes mesas temáticas, que abordaram desde segurança pública e comércio até questões ambientais e saúde. Um dos pontos centrais foi a situação dos mais de oito mil estudantes brasileiros que frequentam universidades em Cobija, principalmente de medicina. Além disso, discutiu-se a implementação de ações conjuntas de segurança na fronteira, visando o combate ao contrabando e ao tráfico de pessoas.

A diplomata Luana Melo, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e coordenadora da reunião, ressaltou a importância do evento para estreitar a comunicação entre as autoridades.

Diplomata Luana Melo ressaltou a importância do evento para estreitar a comunicação entre as autoridades. Foto: Ingrid Kelly/Secom

“Nosso principal objetivo hoje foi promover esse contato entre as equipes estaduais, municipais e federais dos dois lados da fronteira, para que elas possam se reunir e discutir depois as temáticas de maneira mais aprofundada. Entre as propostas, destacamos campanhas de vacinação conjuntas e reuniões para atender questões dos estudantes brasileiros na Bolívia. Trabalhando juntos, podemos fazer mais”, conta a diplomata.

O Ministro do governo da Bolívia, Jhonny Aguilera, também destacou a necessidade de maior cooperação entre os países para enfrentar desafios comuns.

“Este encontro representa uma oportunidade significativa, pois há mais de 14 anos não havia uma participação tão ativa das autoridades brasileiras e bolivianas em debates desse nível. Precisamos regular procedimentos administrativos para agilizar e resolver entraves enfrentados por ambos os países”, afirmou o representante da presidência boliviana.

Entre as pautas bolivianas, Aguilera enfatizou a necessidade de soluções para problemas ambientais e de segurança na fronteira, além da busca por um documento estratégico que possa direcionar futuras ações binacionais.

Ministro do Governo da Bolívia, Jhonny Aguilera destacou a necessidade de maior cooperação entre os países. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Prioridades em pauta

A segurança pública foi um dos temas mais debatidos no encontro, especialmente devido aos desafios impostos pela fronteira aberta entre os dois países. O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, destacou as preocupações locais com a criminalidade e os impactos da migração.

“Sabemos que nossa fronteira não tem problemas entre os países, mas há desafios com indivíduos que tentam se aproveitar para cometer atos ilícitos. Estamos felizes que, depois de tanto tempo, o governo federal está reabrindo esse espaço para discutirmos essas questões”, reforçou o prefeito.

O secretário de Estado de Planejamento do Acre, Ricardo Brandão, que representou o governador Gladson Camelí e toda a ampla equipe do governo acreano presente nas discussões e junto a organização do evento, ressaltou o compromisso do governo estadual na busca por soluções.

“A principal expectativa do governo do Acre é fortalecer os laços entre os estados do Acre e de Pando, resolvendo desafios comuns para melhorar a qualidade de vida das pessoas que moram e transitam na região. Além da segurança pública, buscamos soluções para as demandas dos estudantes brasileiros em Cobija e para os impactos das mudanças climáticas na região”, conta o secretário.

Ricardo Brandão representou o governador Gladson Camelí e toda a ampla equipe do governo acreano presente nas discussões e junto a organização do evento. Foto: Kelly Ingrid/Secom

Entre as propostas apresentadas, destacou-se a facilitação do processo de devolução de veículos roubados e apreendidos em território estrangeiro, além da criação de um fluxo de procedimentos conjuntos para combater o tráfico de pessoas.

Educação e saúde na fronteira

A situação dos estudantes brasileiros que cursam medicina em Cobija foi um dos temas centrais do encontro. As autoridades discutiram medidas para garantir mais segurança e assistência consular a esses jovens, além da criação de um guia informativo sobre os direitos e deveres dos estudantes no país vizinho.

As quase 100 autoridades presentes discutiram medidas divididas por temas. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Na área da saúde, um dos avanços discutidos foi a realização de campanhas de vacinação conjuntas entre Brasil e Bolívia, além da integração dos sistemas de vigilância epidemiológica para prevenir surtos de doenças.

Integração econômica e preservação ambiental

Outro ponto debatido foi o fortalecimento das relações comerciais e turísticas entre os países. Entre as propostas, destacam-se: desenvolvimento de roteiros binacionais para fomentar o turismo regional; criação de um calendário turístico conjunto, promovendo eventos culturais ao longo do ano; flexibilização de trâmites alfandegários para estimular o comércio e o trânsito de turistas.

No campo ambiental, um dos desafios apontados foi o impacto das mudanças climáticas na região de fronteira, especialmente no monitoramento da qualidade da água do Rio Acre e do Igarapé Bahia. Foram discutidas estratégias de prevenção a desastres naturais e ações para uso racional da água.

No campo ambiental, um dos desafios apontados foi o impacto das mudanças climáticas na região de fronteira. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Perspectivas e próximos passos

A reunião resultará na elaboração de uma ata oficial, com os principais encaminhamentos e compromissos assumidos pelos dois países. A expectativa é que esses temas avancem nas esferas municipal, estadual e federal, garantindo que as demandas locais se transformem em políticas públicas concretas.

A reunião resultará na elaboração de uma ata oficial, com os principais encaminhamentos e compromissos assumidos pelos dois países. Foto: Ingrid Kelly/Secom

A continuidade do diálogo foi garantida com a agenda da próxima reunião do Comitê de Integração para no máximo em dois anos. O evento reforçou a importância da cooperação bilateral e o compromisso de Brasil e Bolívia em trabalhar juntos para enfrentar desafios comuns e promover o desenvolvimento sustentável na região de fronteira que tanto representa para o Acre.

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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