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Caetano e Bethânia: Como foi o primeiro show em São Paulo – 14/12/2024 – Ilustrada

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Anna Virginia Balloussier

Um Caetano Veloso guri gostava tanto de “Maria Bethânia“, hit na voz de Nelson Gonçalves, que virou esse o nome de sua irmãzinha, a caçula de dona Canô, batizada em 1946. Os irmãos de Santo Amaro, na Bahia, cresceram e conquistaram lugar cativo no primeiro escalão da música brasileira, cada qual irradiando luz própria.

Chegaram neste sábado (14) ao Allianz Parque para o primeiro de três shows em São Paulo, sob a fascinante matemática em que um mais um dá muito mais do que dois. Que o coro de milhares na plateia cantando “Alegria, Alegria”, a primeira canção, de título profético para o que seria esta noite, não os deixe mentir.

Caetano, de 82 anos, e Bethânia, de 78, desfiaram um repertório de mais de meio século de vida, com clássicos da carreira de ambos, mas não só. Estavam ali representando também o veterano Gilberto Gil, em “Filhos de Gandhi”, a jovem Iza, em “Fé”, e o saudoso Raul Seixas, em “Gita”, além de um gospel do pastor Kleber Lucas que o ex-ateu Caetano, filho de uma matriarca que não dormia sem rezar, fez questão de incorporar ao concerto, “Deus Cuida de Mim”.

Nada que surpreendesse quem deu um Google antes de encarar a arena, sob uma chuva fina que não chegou a incomodar. Foram oito capitais antes dos artistas aportarem na cidade que inspirou Caetano a versar em “Sampa” sobre “a dura poesia concreta de tuas esquinas” —a única novidade em relação às outras cidades, aliás, foi a inclusão dessa música, numa versão reduzida da letra original.

A essa altura do campeonato, a setlist já era manjado (veja abaixo), praticamente um copia e cola das apresentações prévias. É um daqueles shows sem muita brecha para escapar rapidinho atrás de refil de cerveja, superpovoado de músicas que você sabe de cor e não quer perder nenhuma.

“Você precisa saber da piscina, da margarina, da Carolina, da gasolina”, canta-se uma hora, em “Baby”, para dali a minutos entoar “eu sou a chuva que lança a areia do Saara”, em “Reconvexo”, e em mais alguns instantes lembrar aquele que “virá impávido que nem Muhammad Ali”, “apaixonadamente como Peri”, “tranquilo e infalível como Bruce Lee”, em “Um Índio”.

Se o roteiro era previsível, vê-lo se desenrolar ao vivo é outra história. É história. Não é sempre que o vemos dividindo palco, afinal. Caetano e Bethânia formaram, junto com Gil e Gal Costa, o grupo Doces Bárbaros, que fez seu último e comemorativo show 22 anos atrás. No formato dupla, os rebentos de dona Canô só haviam feito uma série de shows, no distante 1978.

Só agora voltam ao que seu time do marketing chamou de “turnê histórica”, sem gastar o adjetivo gratuitamente. O show dispensa grandes pirotecnias, até porque de efeitos especiais bastam a presença de Bethânia e Caetano, um conjunto de veludo bordô para ela, um terno cinza nele.

Não teve nada muito espontâneo. Diálogos com o público foram pontuais e quase sempre protocolares. Até o “isso é Gil!” que eles anunciaram antes de “Filhos de Gandhi” foi um repeteco de shows anteriores. Vieram da plateia manifestações mais orgânicas, como um grito de “sem anistia” que irrompeu a certa altura, contra anistiar condenados por ataques antidemocráticos.

O que não quer dizer que Caetano e Bethânia parecessem estar no piloto automático. Entregaram um espetáculo com a segurança de quem sabe o que faz, com final feliz garantido para um público que queria. Mesmo as músicas menos conhecidas pela multidão, como “Motriz”, foram recepcionadas com reverência.

Pregaram para convertidos até certo ponto —o gospel de Kleber Lucas, um pastor de credenciais progressistas, foi recebido com alguma frieza pela plateia. Soou como recado de que a fé evangélica, de grande aderência popular, ali não nutria muita simpatia.

Insistir em cantá-la, disse Caetano, é “uma maneira de eu expor o interesse que me despertam as igrejas evangélicas do Brasil”, na única passagem do show em que conversou mais demoradamente.

É uma religião que por sinal tem despertado a curiosidade e o respeito de Caetano, o mesmo que cantou em “Milagres do Povo”: “Quem é ateu e viu milagres como eu/ Sabe que os deuses sem Deus/ Não cessam de brotar, nem cansam de esperar”.

Houve o momento solo de cada um. Caetano começou o dele com “Sozinho”, um convite ao karaokê coletivo. Bethânia trocou de roupa para seu bloco, agora um vestido dourado com veludo azul, que combinou com performances teatralizadas de “Explode Coração” e “As Canções que Você Fez pra Mim”.

Gal, incontornável na trajetória dos dois em cena, ganhou homenagem no bloco que tocou canções consagradas na voz da cantora, morta há dois anos. Fotografias daquela que encarnou o “mais perfeito eco da bossa nova”, nas palavras de Caetano, passavam no telão enquanto o duo revezava trechos de “Baby” e “Vaca Profana”.

O tempo é “um dos deuses mais lindos”, já diria “Oração ao Tempo”, uma das primeiras do show. Os irmãos souberam atravessá-lo sem soarem apenas nostálgicos de um passado que não volta mais. E souberam se atualizar numa interpretação poderosa de “Fé”, em que Iza a ela recorre “para quem não foge à luta” e “para enfrentar esses filhos da puta”.

Duas horas de catarse depois, Caetano e Bethânia encerraram a noite com “Odara”. Uma aposta segura —ao menos foi uma bet em que todo mundo saiu ganhando.

Setlist

Caetano e Bethânia

  • Alegria, Alegria
  • Os Mais Doces Bárbaroso
  • Gente
  • Oração ao Tempo
  • Motriz
  • Não Identificado
  • A Tua Presença
  • 13 de Maio
  • Samba de Dois Rios
  • Milagre do Povo
  • Filhos de Ghandi
  • Dedicatória
  • Eu e a Água
  • Tropicália
  • Marginália II
  • Um Índio
  • Cajuína

Só Caetano

  • Sozinho
  • O Leãozinho
  • Você Não Me Ensinou a Te Esquecer
  • Você é Linda
  • Deus Cuida de Mim

Só Bethânia

  • Brincar de Viver
  • Explode Coração
  • As Canções que Você Fez pra Mim
  • Negue
  • Vida

Caetano e Bethânia

  • Sei Lá Mangueira
  • A Menina de Oyá
  • Exaltação à Mangueira
  • Onde o Rio é Mais Baiano
  • Baby
  • Vaca Profana
  • Gita
  • O Quereres
  • Reconvexo
  • Tudo de Novo
  • Sampa
  • Odara



Leia Mais: Folha

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Atletas que participarão dos Jubs em GO recebem bandeira da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Entega bandeira Jubs (3).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, entregou a bandeira institucional aos atletas que participarão dos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs), que ocorrem de domingo, 23, a 5 de setembro, em Goiânia e Trindade (GO), com organização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário. A entrega ocorreu nessa quinta-feira, 20, no hall da Reitoria, campus-sede.

“As oportunidades nascem a partir do momento em que dialogamos e temos compromisso. Quero transmitir a toda a equipe o nosso empenho de trabalhar o fortalecimento do esporte”, disse Josimar. “Eu estou neste momento como reitor por vocês, estudantes, e é com vocês que eu quero honrar esse compromisso todos os dias da minha vida, com o sentimento de união e diálogo.”

Entrega bandeira Jubs (2).jpg

Também participaram do ato o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; e o diretor de Arte, Cultura e Integração Comunitária, Givanildo Pereira Ortega.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre

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QRCODE - Autoavaliação

 

Olá, estudante!

Este instrumento foi elaborado com o objetivo de ouvir você e conhecer a sua percepção sobre o Curso de Ciências Contábeis. Sua participação é muito importante para que possamos identificar os pontos positivos, as dificuldades e as principais demandas dos estudantes, contribuindo para o processo de avaliação e melhoria contínua do curso.

O questionário aborda diferentes aspectos da sua experiência acadêmica, como disciplinas e organização curricular, metodologias de ensino, atuação dos professores, infraestrutura, biblioteca, laboratórios, acessibilidade, apoio aos estudantes, estágio, pesquisa, extensão, monitoria, iniciação científica, eventos e comunicação com a Coordenação.

As respostas serão utilizadas de forma responsável e, preferencialmente, de maneira agregada, com a finalidade de subsidiar ações e decisões voltadas ao aprimoramento da qualidade do curso e da formação acadêmica e profissional dos estudantes.

🗣️ Este é um espaço para você ser ouvido! Por isso, responda com sinceridade, apresentando sua percepção, críticas, sugestões e demandas. Não existem respostas certas ou erradas: o mais importante é que sua opinião represente verdadeiramente a sua experiência como estudante.

Agradecemos sua participação e contribuição para a construção de um Curso de Ciências Contábeis cada vez melhor, mais inclusivo, acolhedor e alinhado às necessidades dos estudantes e às demandas da sociedade e do mercado profissional.

Sua opinião é fundamental para construirmos juntos o futuro do nosso curso!

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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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Reunião Cepex (2).jpg

A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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