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Caiado critica PEC de Segurança Pública, e Lula ironiza: ‘único estado que não tem problema’ – 31/10/2024 – Cotidiano

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Marianna Holanda, Renato Machado

A reunião do presidente Lula (PT) com governadores e integrantes do judiciário para apresentar a PEC da Segurança Pública, nesta quinta-feira (31), teve troca de farpas entre o chefe do Executivo e o governador Ronaldo Caiado (Goiás), que busca se viabilizar como candidato da direita em 2026 para a presidência.

Caiado criticou a proposta, chamou-a de inadmissível, e defendeu maior autonomia para estados legislarem sobre temas penais. “Faça a PEC, transfira a cada governador a prerrogativa de legislar sobre aquilo que é legislação penal e penitenciária. Vocês vão ver. Na hora que eu botei regra na penitenciária de goias, o crime acabou”, disse.

Lula, ao final da reunião, retomou a fala e ironizou: “Conheci aqui o único governador que não tem problema de segurança, que é o governador do estado de Goiás. Ao invés de eu ter chamado a reunião, era o Caiado que devia ter chamado a reunião para orientar como é que se comporta, para a gente acabar com o problema da segurança em cada estado”.

O presidente falou ainda do caso de governadores que maqueiam dados de criminalidade, sem acusar diretamente ninguém.

“Imagina se todos nós tivéssemos a metodologia do Caiado. Possivelmente, a gente já tivesse muito mais soluções. Mas a gente não sabe. O governo federal não deve ter todas as informações, você não deve ter todas as informações. Nós não temos [informação] de cada estado”, disse.

“Tem governador que omite informações da apuração dos crimes, que omite a quantidade de gente de morreu, que não sabe por que morreu. Cada um produz a informação que te interessa”, afirmou ainda.

As falas ocorreram em reunião no Palácio do Planalto, com Lula, governadores e representantes do judiciário para apresentação do texto da PEC. O encontro durou quatro horas.

Ao final, Lula ainda brincou com Caiado com pamonha servida no encontro e o adversário riu.

“Duvido que em algum momento da história republicana algum presidente serviu tanta comida como eu servi nessa reunião. Eu não sei, Caiado, se chegou para você um pedaço de pamonha. Mas essa pamonha que eu comi aqui veio ontem à noite de Goiás, porque eu ganhei pamonha e o famoso empadão de Goiás”.

Caiado rechaçou o paralelo que o governo federal faz do sistema de segurança unificado com o SUS. Ele disse que uma fratura exposta, um infarto, tem o mesmo tratamento em qualquer estado, mas que a segurança pública tem especificidades diferentes.

Ele, que fez a mais dura fala crítica à proposta, disse ainda que nunca colocará câmeras corporais nos policiais do seu estado e defendeu que os estados possam legislar sobre temas penais — prerrogativa do Legislativo federal hoje.

“Sou governador de estado, não vou botar câmera em policial meu de maneira alguma, não existe hipótese. Eu tenho que ter corregedoria séria, honesta, que não admita milícia”, disse.

“Agora, eu não vou caminhar numa situação como esta em que estamos, apenas a pagar salário e receber ordem do Congresso e da União para dizer como vou me comportar em Goiás. É inadmissível, usurpação de poder, invasão de prerrogativa, numa prerrogativa que já está garantida a nós governadores”, completou.

O governador fez uma fala mais política, ao passo que citou uma ação do PT contra uma medida sua em Goiás, que proibia visita íntima a preso ligado a facções criminosas. Ele também criticou a interdição do STF (Supremo Tribunal Federal) de operações em favelas no Rio de Janeiro.

“O governo federal tem que servir de apoio a nós, não o governo federal e o congresso quererem ditar regra para nós entes. É uma inversão completa, partir de premissa totalmente errada” , disse Caiado.

Ao final da reunião, o governador de Goiás falou com jornalistas no Planalto. Em tom menos descontraído da forma como encerrou o encontro, ele reforçou suas críticas à proposta, disse que atuará contra ela no Congresso.

“Não estou aqui para brincar. Estou aqui para poder dizer quais são as prerrogativas que nós temos”, disse.

A ideia de que os estados possam ter suas próprias leis penais e penitenciárias foi citada no início da reunião também pelo governador Cláudio Castro, do Rio de Janeiro.

A proposta elaborada pela equipe do ministro chegou no Palácio do Planalto no meio do ano, mas só agora está pública.

O texto foi modificado, em relação à sua forma original, para contemplar a principal crítica de gestores estaduais: que estariam sendo excluídos da coordenação da segurança pública, que é de suas responsabilidades.

A proposta inicial incluía brevemente na Constituição que compete à União coordenar o sistema penitenciário nacional e o sistema único de segurança pública, além de elaborar os planos nacionais penitenciário e de segurança pública.

A PEC apresentada aos governadores nesta quinta fala que compete à União: “Estabelecer a política nacional de segurança pública e defesa social, que compreenderá o sistema penitenciário, instituindo o plano correspondente, cujas diretrizes serão de observância obrigatória por parte dos entes federados, ouvido o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, integrado por representantes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma da lei”.

O texto também fala que cabe à União “coordenar o sistema único de segurança pública e defesa social e o sistema penitenciário mediante estratégias que assegurem a integração, cooperação e interoperabilidade dos órgãos que o compõem nos três níveis político-administrativos da Federação”.

Todos os gestores estaduais foram convidados, mas apenas 18 participaram, sendo cinco em exercício. No total, a reunião tem a participação de sete ministros de estado, três representantes do judiciário (STJ, STF, MPF), além de secretários de segurança pública.



Leia Mais: Folha

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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