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Caixas-pretas do voo da Embraer que caiu chegam a Brasília – 31/12/2024 – Mundo
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Tatiana Cavalcanti
As caixas-pretas com dados do voo e de voz do avião fabricado pela empresa brasileira Embraer, que caiu no Cazaquistão na semana passada, chegam a Brasília nesta terça-feira (31) para serem analisadas por peritos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
Em nota, a FAB (Força Aérea Brasileira) afirma que o Cenipa vai utilizar tecnologias avançadas, como animação em realidade virtual 3D, para visualização completa do voo. Com isso, os técnicos poderão reconstruir a trajetória da aeronave para analisar parâmetros como velocidade, altitude e funcionamento dos sistemas da aeronave. A investigação, que ainda precisa responder a muitas questões, acontece no Brasil a pedido do governo do Cazaquistão.
Ao término do trabalho de análise, os dados extraídos serão entregues à Autoridade de Investigação de Acidentes Aeronáuticos do Cazaquistão, agência responsável pela análise e investigação desse acidente, conforme os protocolos internacionais de investigação de acidentes aeronáuticos.
O avião Embraer 190, operado pela Azerbaijan Airlines, caiu no dia 25 de dezembro com 67 pessoas a bordo, próximo à cidade de Aktau, no Cazaquistão, após desviar do sul da Rússia. Autoridades afirmaram que 38 pessoas morreram e 29 sobreviveram, sendo que pelo menos dez estão internadas em estado crítico.
Relatos de investigadores do Azerbaijão indicam que o avião da Embraer foi abatido acidentalmente por um míssil antiaéreo quando se aproximava de Grozni, capital da república russa da Tchetchênia, para pousar. A informação, compartilhada com veículos como a Reuters e Euronews de forma anônima, está sendo investigada, com a possível colaboração da fabricante brasileira e da FAB, que enviou três investigadores para fornecer suporte técnico.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, admitiu que o sistema antiaéreo estava ativo porque naquele momento supostamente acontecia o ataque de drones ucranianos no sul da Rússia. Ele chegou a pedir desculpas ao presidente do Azerbaijão pelo que chamou de “incidente trágico” no espaço aéreo de seu país, mas não assumiu a culpa pelo ataque com mísseis.
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O trabalho nas caixas-pretas será realizado no Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, em Brasília. O Cenipa será responsável pela leitura dos dados.
Três investigadores do Cazaquistão, três do Azerbaijão e três da Rússia acompanharão o processo de extração e análise dos dados. A colaboração internacional é importante para ajudar na investigação de acidentes aeronáuticos e, segundo a FAB, reflete o compromisso contínuo do Brasil com a segurança na aviação global.
O governo brasileiro, por meio do Ministério da Defesa e da FAB, afirma seguir comprometido com as normas da Convenção sobre Aviação Civil Internacional e com o apoio à investigação que visa evitar futuros incidentes.
A investigação será feita no Brasil a pedido do governo do Cazaquistão e também de acordo com a Convenção sobre Aviação Civil Internacional, que estabelece as normas e procedimentos para a investigação de acidentes aeronáuticos e a cooperação internacional nesse processo.
A FAB afirma que o Cenipa exerce um importante papel nas atividades de extração, leitura e análise de dados de gravadores de voo. Esse trabalho será feito em conjunto com o Departamento de Investigação de Acidentes e Incidentes Aeronáuticos do Ministério dos Transportes da República do Cazaquistão.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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