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Câmara Criminal Itinerante julga mais de 30 processos criminais em Brasileia

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Projeto visa aproximar o cidadão do Poder Judiciário Acreano.

O município de Brasileia, distante 232 quilômetros de Rio Branco, recebeu pela primeira vez o ‘Câmara Criminal Itinerante’. O projeto, que visa aproximar o cidadão do Poder Judiciário Acreano e possibilitar aos advogados das partes realizarem a sustentação oral de seus pacientes, julgou 33 processos nesta sessão de quinta-feira (19) sendo, em sua maioria, pedido de apelação.

Presidida pelo desembargador Samoel Evangelista e tendo como membros os desembargadores Elcio Mendes e Pedro Ranzi, além da procuradora de Justiça do Ministério Público Estadual, Rita de Cássia, a sessão teve toda a estrutura igual a original montada na Comarca de Brasileia, situada no Fórum Dr. Evaldo Abreu de Oliveira. Lá, juízes, advogados, servidores, outros operadores de direito, as pessoas que fazem parte dos processos e vários moradores da região assistiram aos julgamentos.

A linguagem jurídica facilitada para melhor compreensão por parte dos visitantes é outro fato em destaque no projeto, além da informação repassada no início da sessão de como é todo o procedimento processual na 2ª instância.

“O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente, constituindo câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça, colocando em prática o mandamento constitucional, previsto no artigo 125, parágrafo 6º. A comunidade tem muito acesso ao 1º grau e no 2º o acesso é pouco. Até o advogado do interior tem dificuldade de fazer a sustentação oral em Rio Branco por conta da distância”, disse o presidente da Câmara Criminal, desembargador Samoel Evangelista, enfatizando que o deslocamento da sessão, mesmo sendo para cumprir o dever institucional, é feito com amor para atender os anseios da comunidade.

Salientando ter trabalhado como juiz substituto na Comarca de Brasileia, o desembargador Elcio Mendes agradeceu aos servidores pela luta de sempre em atender a comunidade e parabenizou a ideia do desembargador Samoel Evangelista para com o projeto.

O desembargador Pedro Ranzi lembrou sua gestão da Presidência do Tribunal de Justiça quando levou a sessão do Pleno Jurisdicional para a Comarca de Brasileia e reafirmou o compromisso da Justiça em prestar a jurisdição.

Abertura

Antes do início da sessão, autoridades presentes participaram da abertura do projeto ‘Câmara Criminal Itinerante’, e parabenizaram pela atividade.

Estiveram presentes, o presidente da Associação dos Magistrados do Acre (ASMAC), juiz de direito Luís Camolez, representante federal do OAB-AC, Sérgio Quintanilha, juízes das comarcas vizinhas e os juízes da própria Comarca de Brasileia.

“Esse ato é importante de descentralização e exemplo. Já tem um tempo em que o tribunal de Justiça mudou e passou a ser voltado à comunidade. Isso mostra preocupação e representa um marco na história”, disse o juiz Camolez em nomes dos demais.

O representante federal do OAB-AC, Sérgio Quintanilha ressaltou que a proximidade do Judiciário tanto com a classe da ordem quanto com a comunidade em geral só tende a melhorar o relacionamento entre todos.

Com a carreira iniciada na Comarca de Brasileia, a procuradora de Justiça, Rita de Cassia, destacou a honra em poder se fazer presente e também elogiou a iniciativa da descentralização.

Comunidade parabeniza

Esperando pelo resultado da votação de um dos processos de seu interesse, a servidora pública da área de Educação, Maria Aparecida, se disse surpresa em poder acompanhar a sessão pessoalmente.

“Fiquei feliz em ter presenciado esse momento. É como se a gente visse o outro lado deles {desembargadores}. O lado humano. O bom também é que eles facilitam na linguagem, pois pela televisão difícil é a gente entender muitas coisas”, comentou.

Câmara Criminal Itinerante

A Câmara Criminal Itinerante em Brasileia é a segunda edição promovida na gestão atual. A primeira ocorreu na cidade de Cruzeiro do Sul, em agosto do ano passado, quando foram julgados 21 processos tanto, da própria comarca quanto de Rodrigues Alves e Mâncio Lima.

A próxima edição está prevista para ocorrer na Comarca de Sena Madureira. Por Gecom/TJAc

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ACRE

Homem misterioso (nome não revelado) é condenado por comprar moto roubada

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Homem é condenado a um ano e cinco meses por comprar moto roubada.

Acusado desconfiou que tinha adquirido veículo roubado e durante abordagem de autoridades policiais evadiu-se

O Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco condenou homem a um ano, cinco meses e 15 dias de detenção em regime inicial aberto, além do pagamento de 11 dias-multa, em função do denunciado ter cometido o crime de receptação (artigo 180, caput, do Código Penal).

Conforme é relatado nos autos, as autoridades viram a moto trafegando pela Rua Benjamin Constant em atitude suspeita, consultaram a placa e constataram haver restrição no veículo, então, pediram para acusado parar, mas ele fugiu. Depois abandonou a moto e correu em direção ao matagal.

Sentença

O juiz de Direito Raimundo Nonato foi o responsável pela sentença, publicada na edição n°6.513 do Diário da Justiça Eletrônico, do último dia 10. O magistrado observou que durante o interrogatório, o acusado reconheceu que desconfiou que a moto fosse roubada, quando não obteve os documentos do veículo após a compra.

“O acusado declarou ter imaginado que a motocicleta tratava-se de produto de origem ilícita, confirmando que, quando a polícia deu voz de parada, a primeira coisa que pensou foi que teriam verificado a placa e, consequentemente, isso seria um problema”, anotou o juiz.

Receptação

Na sentença, o magistrado explicou que a receptação é delito acessório, pois a pessoa que comprou ou recebeu o item sabendo ser roubado é punida, independente da identificação dos responsáveis pelo roubo. O juiz também discorreu sobre as consequências desse tipo de crime.

“O crime de receptação sempre está por trás de algum fato delitivo, alimentando, em especial, a prática de outros crimes contra o patrimônio, motivo pelo qual deve o receptador ser censurado de modo exemplar, notadamente porque tem plena consciência de sua ação devastadora no submundo da criminalidade, com danos sequenciais de caráter irreparável à população”, concluiu. Com informações GecomTJAC.

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ACRE

Juiz de Brasileia condena por furto qualificado dupla que arrombou residência

Gecom TJAC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Veículo roubado foi levado para Bolívia. O crime ocorreu em março de 2019.

O Juízo da Vara Criminal da Comarca de Brasileia condenou dupla responsável por furto qualificado pelo concurso de pessoas. Um réu teve pena estabelecida em sete anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado e o condutor do carro de apoio do crime recebeu pena de quatro anos e dois meses de reclusão, em regime semiaberto.

De acordo com a sentença, os réus realizaram uma ação premeditada, arrombando o portão de uma residência e subtraindo um carro, uma moto e uma televisão durante a madrugada.

Segundo a investigação, ação criminosa foi demandada por um homem que está recluso na Bolívia. A intenção era roubar uma camionete, mas o dono tinha saído com o veículo, logo foi subtraído o outro carro que estava na garagem.

O veículo foi levado para território boliviano e não foi recuperado. Durante a perseguição policial, a moto foi abandonada duas ruas depois e o condutor do carro de apoio foi preso em flagrante. Havia outras pessoas envolvidas no ato infracional que não foram identificadas.

A confissão dos réus esclareceu que o carro furtado seria utilizado em um assalto ao banco, na qual um caixa eletrônico seria estourado por artefato explosivo e, de fato, três “bananas de dinamite” foram apreendidas com um dos agentes.

Um deles justificou que a finalidade do delito era pagar dívida na facção, porque tinha sido preso anteriormente com uma arma, assim, foi culpado por desmunir e deixar mais frágil a organização criminosa.

Ao arbitrar a dosimetria, o juiz de Direito Clovis Lodi considerou como majorantes da pena o fato de o crime ter sido praticado durante o período de repouso noturno e com rompimento de obstáculo, ou seja, o arrombamento. Os réus poderão apelar em liberdade e juntos devem indenizar a vítima em R$ 50 mil.

A decisão foi publicada na edição n° 6.513 do Diário da Justiça Eletrônico (fl. 42).

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