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Canadá lembra Murray Sinclair, juiz e senador indígena pioneiro | Notícias sobre direitos indígenas
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2 anos atrásem
Parentes, amigos e líderes dizem que Sinclair, que morreu esta semana aos 73 anos, e que o seu legado “nunca será esquecido”.
O Canadá está realizando um memorial nacional para Murray Sinclair, um juiz e senador indígena pioneiro que liderou a Comissão de Verdade e Reconciliação do país em abusos cometidos contra crianças indígenas em escolas residenciais.
O evento público na tarde de domingo em Winnipeg, no centro do Canadá, ocorre dias depois do falecimento de Sinclair, em 4 de novembro, aos 73 anos.
“Poucas pessoas moldaram este país da maneira que meu pai fez, e poucas pessoas podem dizer que mudaram o curso deste país da maneira que meu pai fez – para nos colocar em um caminho melhor”, disse seu filho Niigaan Sinclair no início do memorial.
“Todos nós: indígenas, canadenses, recém-chegados, todas as pessoas, sejam elas novas neste lugar ou já estejam aqui desde tempos imemoriais, desde o início, todos nós fomos tocados por ele de alguma forma.”
Sinclair, advogado e senador Anishinaabe e membro da Primeira Nação Peguis, foi o primeiro juiz indígena em Manitoba e o segundo no Canadá.
Como comissário-chefe do Comissão de Verdade e Reconciliação (TRC), Sinclair organizou centenas de audiências em todo o Canadá para ouvir diretamente dos sobreviventes sobre o sistema escolar residencial do país.
Declaração da Caring Society sobre o falecimento do Honorável Murray Sinclair. pic.twitter.com/inhhyamNKt
– Sociedade de Cuidados Infantis e Familiares das Primeiras Nações (@CaringSociety) 4 de novembro de 2024
Do final do século XIX até 1996, o Canadá retirou à força cerca de 150.000 crianças indígenas das suas famílias e forçou-as a frequentar as instituições. Eles foram obrigados a cortar o cabelo, proibidos de falar sua língua nativa e muitos foram abusados física e sexualmente.
“O sistema escolar residencial estabelecido para a população indígena do Canadá no século XIX é um dos capítulos mais sombrios e preocupantes da história da nossa nação”, escreveu Sinclair no TRC’s relatório final.
“É claro que as escolas residenciais foram um componente-chave da política de genocídio cultural do governo canadense.”
Líderes e defensores de comunidades indígenas em todo o Canadá passaram a semana passada lembrando de Sinclair por seu compromisso inabalável em enfrentar o racismo sistêmico enfrentado pelos povos indígenas.
“Um dos maiores insights que ele compartilhou é que a reconciliação não é uma tarefa a ser realizada pelos Sobreviventes. A verdadeira reconciliação, disse ele, deve incluir mudanças institucionais”, disse Alvin Fiddler, grande chefe da Nação Nishnawbe Aski (NAN) no norte de Ontário, num comunicado após a morte de Sinclair.
“A reconciliação, ele nos ensinou, é tarefa nossa”, disse Fiddler.
“O trabalho que temos pela frente é difícil, mas partilhamos a sua crença de que devemos uns aos outros construir um país baseado num futuro partilhado de cura e confiança. Murray encorajou-nos a trilhar o caminho da reconciliação. Aceitar esta responsabilidade é uma forma adequada de honrar o seu legado.”
Pam Palmater, presidente de governança indígena da Universidade Metropolitana de Toronto, também se lembrou de Sinclair como alguém que “nunca parou de educar os canadenses… e de garantir que nunca esqueceríamos”.
Numa entrevista à CBC News no domingo, Palmater observou que Sinclair “não apenas conduziu a TRC”; ele esteve envolvido em muitas outras iniciativas, incluindo um inquérito sobre mortes de crianças em Manitoba e uma investigação no departamento de polícia em Thunder Bay, Ontário.
“Ele nunca será esquecido. Ele é uma daquelas pessoas cujo legado continua vivo”, disse Palmater. “Seu impacto será sentido por muitas décadas.”
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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