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Canadá: Trudeau anuncia que deixará cargo em meio a crise – 06/01/2025 – Mundo
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Guilherme Botacini
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou sua renúncia como líder do Partido Liberal e premiê nesta segunda-feira (6), em meio a grave crise de popularidade de seu governo e crise interna de sua legenda.
Trudeau deve seguir, ao menos por um tempo, como líder da sigla e premiê, e os Liberais iniciarão processo eleitoral interno para decidir quem será o novo líder e, portanto, o novo primeiro-ministro. As disputas pela liderança do partido geralmente levam meses para serem organizadas e, mesmo que o partido acelere o processo, Trudeau não deve deixar o cargo tão cedo.
Até recentemente, Trudeau conseguiu afastar partidários preocupados com a perda de assentos no Parlamento em pleitos recentes, além de pesquisas eleitorais que indicam grande derrota dos Liberais para os Conservadores em pleito que precisa ocorrer até outubro.
Mas os pedidos para que ele se afastasse dispararam desde o mês passado, quando o premiê tentou demitir a ministra das Finanças, Chrystia Freeland, uma de suas aliadas mais próximas no gabinete, depois que ela se opôs a propostas para aumentar o gasto público.
Freeland, então, renunciou e escreveu uma carta acusando Trudeau de praticar “truques políticos” em vez de se concentrar no que era melhor para o país.
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Trudeau se posicionou como ícone progressista desde o início de seu mandato, cumprindo a promessa de um gabinete com igualdade de gênero. “Porque é 2015”, foi a resposta do premiê a questionamento sobre a escolha paritária para o governo, com 15 mulheres e 15 homens.
O primeiro-ministro tem sido, ao longo dos quase dez anos no cargo, defensor de políticas de abertura à imigração e refúgio.
A popularidade de Trudeau, de início alta, começou no entanto a cair logo após os primeiros dois anos de mandato, após alguns escândalos relacionados a um período de férias em ilha caribenha classificadas como antiéticas em relatório, e vídeos antigos em que Trudeau aparecia com “blackface” (prática hoje considerada racista em que pessoas brancas pintam o rosto com tinta preta para representar pessoas negras).
Já em 2019, e de novo em 2021, o Partido Liberal perdeu cadeiras no Parlamento de Ottawa e foi obrigado a governar sem maioria na Casa. Há dois anos, a aprovação do premiê despencou, uma queda puxada por indignação com a inflação e escassez de moradias.
Durante a pandemia da Covid-19, no início de 2022, o premiê defendeu medidas restritivas como lockdowns e obrigatoriedade de vacinas, e foi enfrentado por manifestantes que bloquearam cidades e pontes na fronteira com os EUA contra as medidas.
Apesar da polarização relativa ao tema, a popularidade do premiê, que tomou ações como a declaração de estado de emergência durante os protestos, nunca se recuperou desde então.
O premiê do Partido Liberal, de centro-esquerda, governa o Canadá desde 2015 e foi reeleito duas vezes. Apesar do tempo no cargo, Trudeau, 53, é apenas o nono primeiro-ministro mais longevo do país —seu pai, Pierre Trudeau, por exemplo, governou por mais de 15 anos, da década de 1960 a 1980.
O atual premiê foi também o segundo mais jovem a assumir o posto, aos 43 anos.
Dado o tempo para escolha de novo líder liberal, Trudeau ainda será primeiro-ministro em 20 de janeiro, quando o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, assume o cargo. Trump ameaçou impor tarifas a produtos canadenses, e chegou a provocar o vizinho dizendo que a população local preferiria ser um estado americano do que um país independente.
“Muitos canadenses querem que o Canadá se torne o 51º estado”, publicou em sua rede Truth Social. “Economizariam demais em impostos e proteção militar. Acho que é uma ótima ideia. Estado 51!!!”, escreveu Trump.
Outra preocupação para os Liberais é a ameaça dos partidos de oposição de derrubar o governo. Uma moção de desconfiança poderia ser proposta já no final de março e, se todos os partidos votarem a favor, a eleição será antecipada, encurtando e dificultando a campanha de novo líder liberal.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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