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Capital do Paquistão sob bloqueio de segurança antes da cúpula regional da SCO | Notícias
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2 anos atrásem
Feriado de três dias declarado em Islamabad durante a visita do primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para a reunião da Organização de Cooperação de Xangai.
A capital do Paquistão foi colocada sob um rigoroso bloqueio de segurança quando o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, chegou para uma visita de quatro dias, durante a qual também presidirá uma cimeira regional da Organização de Cooperação de Xangai (SCO).
A visita de Li é a primeira de um primeiro-ministro chinês ao Paquistão em 11 anos, informou o Gabinete do Primeiro Ministro do Paquistão na segunda-feira, enquanto o primeiro-ministro Shehbaz Sharif recebia Li no aeroporto.
A reunião da SCO com nove países membros de pleno direito – incluindo China, Índia, Irão e Rússia – está agendada para terça e quarta-feira em Islamabad. A organização foi estabelecido em 2001 pela China e pela Rússia para discutir questões de segurança na Ásia Central e em toda a região.
Os participantes da OCS serão representados pelos primeiros-ministros da China, Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão, bem como pelo vice-presidente do Irão e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão.
Para aumentar a segurança para a reunião da OCS, o governo paquistanês anunciou um feriado em Islamabad durante três dias, começando na segunda-feira, com escolas e empresas fechadas e grandes contingentes de forças policiais e paramilitares posicionadas em toda a cidade.
Os soldados paquistaneses serão responsáveis pela segurança da Zona Vermelha da capital, onde serão realizadas a maior parte das reuniões, segundo o Ministério do Interior. É também sede do parlamento e é um enclave diplomático.
As tensões aumentaram depois que o principal partido da oposição, o Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI), do ex-primeiro-ministro encarcerado Imran Khan, convocou um protesto na terça-feira em Islamabad se o governo não permitisse que familiares, advogados e médicos de Khan o encontrassem na prisão. .
No início deste mês, os apoiantes de Khan reuniram-se em Islamabad para pressionar pela sua libertação, levando a confrontos com as forças de segurança.
Islamabad também procurou conter todos os movimentos de cidadãos chineses na cidade, citando temores de violência por parte de grupos armados.
Em 6 de outubro, um ataque com explosivos perto do Aeroporto Internacional Jinnah, em Karachi, matou dois cidadãos chineses. O Exército de Libertação do Baluchistão, um grupo armado separatista, assumiu a responsabilidade.
Os ataques a cidadãos chineses deverão figurar nas conversações, enquanto Li e Sharif lideram as suas respectivas delegações para discutir os laços económicos e comerciais e a cooperação no âmbito do Corredor Económico China-Paquistão (CPEC), um investimento de 65 mil milhões de dólares em infra-estruturas sob o comando do Presidente chinês Xi Jinping. e Iniciativa Rodoviária.
É provável que Li também inaugure o Aeroporto Internacional de Gwadar, financiado pelo CPEC, na província sudoeste do Baluchistão, que faz fronteira com o Afeganistão e o Irão.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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