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Carnaval: Foliões curam ressaca do Oscar nas ruas – 03/03/2025 – Ilustrada

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Carnaval: Foliões curam ressaca do Oscar nas ruas - 03/03/2025 - Ilustrada

Aléxia Sousa, Bruno Lucca

Foliões que saem às ruas para curtir blocos de carnaval nesta segunda-feira (3) comemoram a vitória do longa “Ainda Estou Aqui” como melhor filme internacional no Oscar. Alguns, no entanto, lamentam por Fernanda Torres não ter levado a estatueta de melhor atriz.

Um trio de amigos resolveu transformar a premiação da noite anterior em fantasia para o desfile do bloco Vem Cá Minha Flor, no centro do Rio de Janeiro.

O professor Fábio Pinheiro, 39, veio vestido com a camisa do Brasil e se declarou um “patriota do Oscar“. Ele comemorou a vitória do filme de Walter Salles, mas lamentou que Fernanda Torres não tenha levado o prêmio de Melhor Atriz.

“Eu estou dando 72 horas para a Academia do Oscar rever esse resultado”, brincou ele.

A namorada dele, Marcela Carrion, 39, professora de yoga, contou que já tinha preparado sua fantasia para esta segunda-feira (3), independentemente do resultado. “Ainda bem que é Carnaval, porque a gente está chateado, mas vai curar com bloco”, disse.

Já a amiga do casal, Carol Dunley, 36, resolveu prestar uma homenagem direta a Fernanda Torres.

Fantasiada da atriz e carregando uma réplica do Oscar, ela e a amiga ainda adaptaram o nome do bloco: com uma plaquinha na cabeça, com a frase “Vem Cá Meu Oscar”. Além de foliã, Carol também toca na percussão do bloco, que saiu pela avenida Marechal Câmara às 9h.

Em São Paulo, antes mesmo do início do Espetacular Charanga do França, foliões já se espremiam na estreita rua Barão de Tatuí, em Santa Cecília, para conquistar um lugar próximo à banda.

As amigas Fernanda Yumi e Clara Garcia nem dormiram após o Oscar. Emendaram a bebedeira da madrugada com o bloco, no centro da cidade. “É muita felicidade para dormir”, diz Clara.

A noite reduzida de sono foi relatada por outros foliões que, apesar disso, afirmam estar mais felizes que nunca. “Imagina só, o Brasil no topo do mundo. É um sonho”, diz Bruno Gouveia.

A vitória de ‘Ainda Estou Aqui’ coroou uma trajetória já vitoriosa, segundo Erick Cândido, 43. O analista financeiro estava aguardando o início do bloco Vou de Táxi, no Parque Ibirapuera (SP), que traz hits dos anos 1990 e 2000.

“Só por ter sido indicado já foi um grande ganho”, afirmou ele, fantasiado com sua trupe de personagens do desenho “Toy Story”.

Após o domingo de Carnaval, coube a Erick dar a notícia da vitória a quem já tinha ido dormir. “Nós fomos comunicados por ele, que assistiu com projetor e tudo em casa”, disse a médica veterinária Priscila Meneghin, 31.

‘Ainda Estou Aqui’ ganhou o Oscar de melhor filme internacional na noite deste domingo (2). O resultado seguiu as expectativas do setor, que apostava na primeira vitória brasileira na categoria.

O longa superou os representantes da Dinamarca, “A Garota da Agulha“, da Alemanha, “A Semente do Fruto Sagrado“, da Letônia, “Flow“, e da França, “Emilia Pérez“.

Quem recebeu o prêmio foi o diretor, Walter Salles, que agradeceu a Eunice Paiva, ex-advogada brasileira que é vivida por Fernanda Torres no filme. O cineasta homenageou a atriz, protagonista, e Fernanda Montenegro, que faz Eunice idosa no fim do longa.

“Obrigado, em primeiro lugar, em nome do cinema brasileiro. É uma honra receber esse prêmio num grupo tão extraordinário de cineastas. Eu o dedico a uma mulher que, depois de uma perda durante um regime autoritário, decidiu não se curvar e resistir. Esse prêmio é dedicado a ela. Seu nome é Eunice Paiva”, disse.

“Eu dedico esse prêmio também às duas mulheres extraordinárias que deram vida a ela, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro.”

Torres perdeu o troféu de melhor atriz para Mikey Madison, protagonista de “Anora” e a mais nova das indicadas à categoria de melhor atriz, que também superou Demi Moore.

“Acho que repetiram [a injustiça]”, afirmou Suelen Felix, 32, estrategista de marcas, foliã que desfilava no bloco Vou de Táxi. “Assim como a Fernanda Montenegro perdeu para a Gwyneth Paltrow, deram o prêmio para uma novinha.”

Mesmo assim, disse Suelen, a vitória foi e deve ser celebrada, como ela fez na noite de domingo (2) no Largo da Santa Cecília, na região central de São Paulo, que concentrou uma multidão nos bares com transmissão da cerimônia em diferentes tevês.



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

Mais informações

 



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