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Carolina do Sul executa Richard Moore apesar das objeções do juiz e dos jurados | Carolina do Sul
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2 anos atrásem
Sam Levin
A Carolina do Sul executou um homem no corredor da morte, apesar dos apelos generalizados para que a sua vida fosse poupada, inclusive por parte do juiz que originalmente o condenou à morte.
Richard Moore, 59 anos, foi morto por injeção letal na noite de sexta-feira, minutos depois que o governador republicano do estado, Henry McMaster, anunciou que não lhe concederia clemência.
Moore foi condenado à morte após um esforço extraordinário para salvar sua vidaque incluía cartas de defesa do ex-diretor do departamento penitenciário do estado, de três jurados do julgamento, do juiz que presidiu o caso e de um ex-juiz da suprema corte do estado. Os apoiadores argumentaram que ele havia se tornado um modelo atrás das grades. Seus dois filhos, que permaneceram próximos dele durante o encarceramento, também imploraram por misericórdia.
A execução começou às 18h01, informou a Associated Press. A respiração de Moore tornou-se superficial e parou por volta das 18h04, e ele foi declarado morto às 18h24. O advogado de longa data de Moore, que estava na sala, não conseguiu conter as lágrimas.
Um porta-voz da prisão compartilhou a opinião de Moore palavras finaisque incluía uma mensagem aos familiares do homem que ele matou: “À família do Sr. James Mahoney, lamento profundamente a dor e a tristeza que causei a todos vocês. Aos meus filhos e netas, eu amo vocês e tenho muito orgulho de vocês. Obrigado pela alegria que você trouxe para minha vida. A todos os meus familiares e amigos, novos e antigos, obrigado pelo seu amor e apoio.”
A Justice 360, a organização sem fins lucrativos que representou Moore, condenou a execução em um comunicado, dizendo que ela “destaca as falhas no sistema de pena de morte da Carolina do Sul”: “Quem é executado versus quem tem permissão para viver suas vidas na prisão parece ser baseado em nada mais do que acaso, raça ou status. É intolerável que o nosso Estado aplique a punição final de uma forma tão aleatória… Ao matar Richard, o Estado também criou mais vítimas. Os filhos de Richard agora não têm pai e seus netos terão que crescer sem o ‘Pa Pa’.”
Moore foi o segunda pessoa condenado à morte este ano na Carolina do Sul, que recentemente reativou as execuções e prossegue uma rápida onda de assassinatos.
O caso atraiu um escrutínio generalizado sobre o preconceito racial e dúvidas sobre a validade da sentença de Moore.
Um júri totalmente branco condenou Moore, que é negro, por assalto à mão armada e pelo assassinato de Mahoney, um balconista branco de uma loja de conveniência, há 25 anos. Moore disse que o assassinato foi em legítima defesa.
Em 16 de setembro de 1999, Moore estava desarmado quando entrou na loja onde Mahoney trabalhava no balcão. Não houve imagens, portanto as circunstâncias exatas do incidente não são claras. Moore disse que eles discutiram porque ele estava com poucos trocos, o que levou Mahoney a apontar uma arma para ele.
Na briga, os dois homens foram baleados – Moore no braço e Mahoney mortalmente no peito. Moore pegou dinheiro na loja.
Não há dúvida de que Moore estava desarmado quando chegou. Mahoney carregava uma arma e havia duas armas atrás do balcão. Uma testemunha da loja disse que ouviu uma discussão e então viu Moore com as mãos nas mãos do balconista e que Moore atirou em sua direção. A testemunha não foi atingida e disse que se fingiu de morto e não viu o resto do encontro.
Um investigador forense contratado pelos advogados de Moore revisou as evidências da cena do crime em 2017 e concluiu que o primeiro tiro foi disparado enquanto os dois homens brigavam pela arma.
Os advogados de Moore argumentaram que, independentemente dos detalhes do tiroteio, ele não deveria ser elegível à pena capital, reservada aos “piores dos piores” assassinatos, uma vez que entrou desarmado e não tinha planos premeditados para um assalto à mão armada ou homicídio. Em 2022, Kaye Hearn, juiz da Suprema Corte estadual, concordou, escrevendo em uma opinião divergente que a sentença de morte era “inválida”, “desproporcional” e uma “relíquia de uma época passada”.
Hearn disse que foi “surpreendente” que os promotores não conseguiram identificar um caso comparável de pena de morte envolvendo um roubo que começou desarmado e observou que o condado de Spartanburg, onde Moore foi processado, tinha um histórico de disparidades raciais “alarmantes” na pena de morte; todos, exceto um dos 21 casos de 1985 a 2001, envolveram vítimas brancas.
A equipe de Moore também fez um apelo final ao Supremo Tribunal dos EUA, argumentando que os promotores haviam removido ilegalmente dois jurados negros qualificados, mas o tribunal recusou-se a interromper a execução na quinta-feira.
Em uma clemência vídeo apresentado com o requerimento de Moore esta semana, Jon Ozmint, ex-chefe do departamento penitenciário da Carolina do Sul, disse esperar que o governador “daria a Richard o resto de sua vida para continuar a contribuir para a vida de outras pessoas”. Numa carta anterior, Ozmint disse que era um defensor da pena capital e nunca tinha recomendado a reversão da sentença de morte, mas disse que os funcionários “confiavam” em Moore como um homem “confiável e respeitado” no corredor da morte.
“A comutação teria uma influência positiva sobre centenas de infratores que seriam impactados pela história de redenção de Richard e seu exemplo positivo”, escreveu Ozmint.
Gary Clary, o ex-juiz que impôs a sentença de morte a Moore, escreveu a McMaster na quarta-feira, dizendo que “estudou o caso de cada pessoa que reside no corredor da morte na Carolina do Sul” e que o caso de Moore era “único”: “Depois anos de pensamento e reflexão, peço humildemente que conceda clemência executiva ao Sr. Moore como um ato de graça e misericórdia.”
Três jurados escreveram que apoiavam a comutação com base na reabilitação de Moore. Milhares assinaram petições para interromper a execução.
Lindsey Vann, advogada de Moore há dez anos, disse que não tinha conhecimento de nenhum outro caso na Carolina do Sul sob a pena de morte moderna em que um juiz que impôs a sentença apoiasse a clemência. Ela disse na quinta-feira que Moore tentou permanecer otimista: “Ele está grato por todo o apoio, o que lhe traz alguma esperança… mas há obviamente conversas difíceis, conversando com as pessoas pelo que pode ser a última vez”.
Moore tinha permaneceu perto de seus dois filhos, que o visitavam atrás de um vidro desde pequenos. Sua filha, Alexandria Moore, 31 anos, lembra-se dele ensinando espanhol e criando quebra-cabeças por meio de cartas quando ela era criança e disse que ele se tornou um avô querido para suas duas filhas, contando ao Guardião semana passada: “Sempre serei a filhinha do papai… Mesmo com a distância física, ele está muito aqui e faz parte da vida das minhas meninas e da minha vida”.
Durante seu encarceramento, Moore teve inclinou-se para a fé, concentrou-se na pintura e tornou-se amigo de amigos por correspondência, disseram seus advogados. Seu vídeo de clemência incluía um clipe de uma entrevista anterior, na qual Moore expressou remorso: “Esta é definitivamente uma parte da minha vida que gostaria de poder mudar, porque tirei uma vida… quebrei a família do falecido. Rezo pelo perdão daquela família em particular.”
Os manifestantes reuniram-se em frente à prisão de Broad River, na Colômbia, liderando orações e contenção Placas “Salve Richard Moore” e “Execute justiça, não pessoas”.
“As autoridades eleitas da Carolina do Sul não se importam com o racismo na pena de morte. Eles estão mais interessados em usar o sistema para ganhar eleições”, disse a reverenda Hillary Taylor, diretora da South Carolinians for Alternatives to the Death Pena, à multidão após sua execução.
A Carolina do Sul retomou recentemente as execuções depois de uma Pausa de 13 anos devido à falta de suprimentos para injeção letal e desafios aos outros métodos propostos: eletrocussão e pelotões de fuzilamento. O estado reabasteceu o pentobarbital, um sedativo, depois de ter aprovado uma lei para proteger as identidades das empresas fornecedoras do medicamento, que temiam uma reação pública.
A suprema corte estadual autorizou o agendamento de execuções aproximadamente a cada cinco semanas, um ritmo extraordinário que os advogados têm argumentou sobrecarregaria os advogados que representam vários réus e arriscaria execuções malfeitas devido ao processo apressado.
O primeiro arguido executado no mês passado foi Khalil Divino Sol Negro Allah46, que foi condenado à morte dias depois que uma testemunha central se apresentou para dizer que ele havia mentiu no julgamento e que Allah era inocente.
“É como uma linha de montagem. O estado está motivado para matar pessoas condenadas o mais rápido possível, e eles fazem isso apesar das evidências que podem mudar de ideia”, disse Paul Bowers, da União Americana pelas Liberdades Civis da Carolina do Sul.
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Gestão superior cumpre agenda institucional no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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28 de outubro de 2026A Reitoria da Ufac cumpriu agenda institucional no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. De segunda-feira, 26, até esta quarta-feira, 28, o reitor Josimar Ferreira e integrantes da administração superior se reuniram com a comunidade universitária para tratar de demandas e apresentar projetos da nova gestão.
“Foi uma reunião de apresentação das equipes, das pró-reitorias, mas também de escuta, uma escuta permanente, de um diálogo muito próximo da nossa comunidade”, disse Josimar. Ele entregou a portaria de nomeação do diretor-geral do campus Floresta, Hugo Mota Ferreira Leite.
“A visita da Reitoria e toda a equipe dos pró-reitores foi muito importante para promover esse primeiro contato da nova gestão com a comunidade acadêmica, ouvir as demandas, apresentar as realizações ao longo desses 70 dias de gestão, o que já foi feito e o que ainda será feito”, pontuou Ferreira Leite.
Uma das principais atividades ocorreu na terça-feira, 27, com a entrega de equipamentos destinados aos programas de pós-graduação de Cruzeiro do Sul. A iniciativa, realizada por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, tem como objetivo melhorar as condições de ensino e pesquisa.
Atualmente, o campus Floresta conta com três programas de mestrado, e a agenda também incluiu discussões sobre a proposta de doutorado. Josimar destacou a necessidade de avançar na estruturação dos laboratórios e na formação de pesquisadores, considerando a biodiversidade regional, os saberes tradicionais e as possibilidades de internacionalização.
Também participaram da entrega o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o diretor de Pós-Graduação, Genilvado Moreira; e o diretor de Inovação, Paulo Trazzi.

Orçamento
Durante a programação, a Reitoria e a Pró-Reitoria de Planejamento se reuniram com diretores de centros e representantes da Direção-Geral do campus para tratar de questões relacionadas ao orçamento institucional, demandas administrativas, fluxos de processos e sistemas de gestão. O encontro contou com a participação do pró-reitor Edcarlos Miranda de Souza.
As atividades também envolveram discussões sobre projetos de extensão e possibilidades de captação de recursos. Em reunião com diretores de centros e coordenadores de cursos, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, abordou demandas acadêmicas e mecanismos de fomento às ações extensionistas desenvolvidas no campus.
Entre os projetos apresentados à Reitoria, esteve a proposta de criação de uma trilha agroecológica no campus Floresta, apresentada pela professora Sonaira Souza da Silva. A iniciativa pretende utilizar a natureza como espaço educativo, com previsão de visitação pública, construção de um quiosque para exposição de produtos desenvolvidos em experimentos e projetos universitários e instalação de uma torre de aproximadamente 30 metros para observação do dossel da floresta.
Prática jurídica e inclusão
A agenda contemplou ainda uma reunião com o professor Daniel de Faria Galvão, do curso de Direito, que apresentou demandas relacionadas ao funcionamento do curso, especialmente às necessidades do Núcleo de Prática Jurídica. Ele manifestou satisfação com a receptividade da nova gestão e a abertura para discutir as questões apresentadas.
As políticas de inclusão e representatividade estudantil também fizeram parte das atividades. A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, reuniu-se com representantes do Núcleo de Apoio à Inclusão para conhecer demandas relacionadas ao atendimento da comunidade acadêmica.
Em outro encontro, o estudante Samuel Lima Pereira Arara, representante do coletivo indígena da Ufac, apresentou questões relacionadas à representatividade, à participação em eventos e à proposta de criação de uma comissão para acompanhar as demandas dos estudantes indígenas.

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Clube do Livro Amaro comemora 3 anos de leituras e discussões — Universidade Federal do Acre
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28 de outubro de 2026O projeto de extensão Clube do Livro Amaro, da Ufac, completa, neste mês de outubro, três anos de atividades dedicadas à leitura e à discussão de obras da literatura brasileira e mundial, reunindo participantes com diferentes formações, trajetórias e experiências de leitura. Criado em outubro de 2023, o projeto é coordenado pelos professores Carlisson de Oliveira e Maysa Dourado.
Segundo os coordenadores, a celebração do terceiro aniversário representa um momento de reconhecimento da trajetória construída coletivamente e, sobretudo, da importância dos participantes para a continuidade do projeto.
“Ao longo desse período, o clube tornou-se um espaço em que diferentes olhares sobre uma mesma obra se encontram, se complementam e, muitas vezes, se contrapõem, fazendo da leitura uma experiência de troca e descoberta”, ponderaram. “Ao completar três anos, o Clube do Livro Amaro reafirma seu compromisso com a valorização da literatura, a formação de leitores e o fortalecimento dos vínculos entre a universidade e a sociedade.”
Trajetória
O clube iniciou suas atividades com a leitura de “Medeia”, de Eurípides. Na sequência, foram discutidas as obras “Gota d’Água”, de Chico Buarque e Paulo Pontes, e “Mata Teu Pai”, de Grace Passô, estabelecendo, desde os primeiros encontros, um diálogo entre obras de diferentes períodos históricos e tradições literárias.
Ao longo desses três anos, o grupo percorreu um repertório diversificado, que inclui clássicos como “Odisseia”, de Homero; “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen; “Hamlet”, de William Shakespeare; e “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway. A literatura brasileira também ocupa lugar de destaque, com obras de Machado de Assis, Conceição Evaristo, Milton Hatoum, Rachel de Queiroz, Maria Firmina dos Reis, José Lins do Rego, entre outros.
O percurso de leituras contempla ainda diferentes vozes e perspectivas culturais, com obras de autoras como Toni Morrison, Paulina Chiziane, Isabel Allende e Marguerite Yourcenar, ampliando as discussões sobre identidade, memória, relações humanas, desigualdades sociais e questões históricas e culturais.

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Ufac celebra o Dia do Servidor Público no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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28 de outubro de 2026A Ufac realizou a comemoração do Dia do Servidor Público no campus Floresta. O evento ocorreu nessa terça-feira, 27, reunindo professores, técnico-administrativos, integrantes da administração superior e de sindicatos. A programação contou com a cerimônia de entrega das portarias para a nova diretoria da universidade em Cruzeiro do Sul (AC) e a entrega de crachás aos servidores.
O reitor Josimar Ferreira entregou as portarias que designam o professor Hugo Mota Ferreira Leite como diretor-geral do campus e o servidor técnico-administrativo Anselmo de Jesus Damasceno como diretor de Administração, Manutenção e Infraestrutura.
Ele também fez a entrega simbólica de crachás a quatro servidores, sendo que cada um contabiliza 20 anos de trabalho na Ufac: os técnicos em assuntos educacionais Alexon de Lima Moura Barros e Fernanda Cristina Jucá de Lima; os professores Francisco Ricardo Negri e Maria Aldecy Rodrigues de Lima.
Além disso, houve uma apresentação institucional ministrada pelo coordenador da área de saúde dos Serviços Social do Transporte (Sest) e Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) de Cruzeiro do Sul, Francisco da Silva Souza, destacando os benefícios da parceria firmada com a universidade. Para celebrar a data, a administração realizou, ainda, sorteios comemorativos conduzidos pelo reitor.
Também compuseram a mesa de solenidade a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Antonio Amaro; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Miranda; o pró-reitor de Administração, Tony Eli da Silva Roca; a vice-diretora do CEL, no exercício da direção, Francisca Adma de Oliveira Martins; o diretor do CMulti, Antonio William Flores de Melo; o coordenador de Gestão de Recursos Humanos, Jason de Oliveira Gomes; a representante da Adufac, Suerda Mara Monteiro Vital; e o representante do Sintest, Bruno César Mota Brandão.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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