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Cedae: Castro prevê aumento na tarifa após erro na venda – 21/11/2024 – Mercado

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Italo Nogueira

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), assinou um termo de conciliação com a Águas do Rio, principal concessionária de saneamento básico do estado, no qual prevê para os próximos dois anos aumento na tarifa de água e esgoto para compensar possíveis erros no edital de licitação do serviço.

O documento também autoriza o aumento no número de consumidores a serem cobrados pelo serviço de saneamento. Além disso, suspende a necessidade de ampliação do abastecimento de água e coleta de esgoto até a conclusão dos estudos sobre os erros apontados no edital.

As cláusulas do contrato são temporárias, mas têm validade até a Agenersa (agência reguladora do setor no estado) concluir os estudos para confirmar ou não as falhas do edital e seu eventual impacto na concessão.

A conciliação, assinada no início deste mês, foi intermediada pela agência para evitar que a Águas do Rio buscasse, por meio de arbitragem, a suspensão do pagamento da parcela de R$ 3,8 milhões prevista para este ano, dos quais R$ 2,4 bilhões aos combalidos cofres estaduais e o restante às prefeituras.

A alternativa foi ampliar a base de cobrança e sinalizar para um aumento da tarifa aos consumidores a partir do ano que vem.

Em nota, o governo do estado afirmou que a Agenersa ainda vai apurar a existência do desequilíbrio. Declarou também que “os termos do acordo foram firmados considerando-se a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal”.

“[O regime] impede a adoção de qualquer outra modalidade mitigadora de desequilíbrio que importe em déficit ao orçamento estadual ou prejuízo ao atingimento das metas estabelecidas legalmente ou à qualidade dos serviços de saneamento básico a serem prestados pelas concessionárias”, diz a nota.

A Agenersa disse, em nota, que o acordo não reconheceu direito à Águas do Rio e afirmou que as falhas do edital “ainda dependem de confirmação e de validação”. A concessionária disse apenas estar “em tratativa técnica com a Agenersa”.

O termo de conciliação faz parte do processo aberto pela concessionária para questionar os dados sobre coleta de esgoto que constavam no edital da chamada “privatização da Cedae”, em 2021.

A empresa afirma que, ao assumir o serviço, identificou uma cobertura inicial de coleta de esgoto menor do que a indicada como existente no edital. A discrepância ampliaria a necessidade de investimento para alcançar 90% de cobertura de coleta de esgoto em sua área de atuação até 2033, como prevê o contrato de concessão. Também reduz, segundo ela, a receita prevista da operação.

O edital previa um investimento de R$ 24,3 bilhões nas zonas sul, norte e centro da capital e outros 16 municípios do estado, assumidos pela Águas do Rio.

Os dados da concessionária mostram, por exemplo, que o edital indicava a existência de coleta de esgoto em 45% das residências de Nova Iguaçu. A empresa afirma ter identificado uma taxa de 2%. Em Queimados, em vez de 42%, o índice é de 1%, segundo a firma.

O edital já previa a possibilidade de uma cobertura menor do que a indicada. Contudo, estabelecia um limite de 18,5% para essa diferença —o que, segundo a concessionária, foi superado em muitos municípios.

Apesar da assinatura do termo não confirmar a existência das discrepâncias, parecer da própria Casa Civil estadual considera que a conciliação “pressupõe um contexto de desequilíbrio a ser, ainda que provisoriamente, saneado”.

Um dos pontos considerados é o fato de a concessionária ter apresentado documentos produzidos pelo próprio estado que corroboram com a indicação das falhas. Ela usou como base o Plano Metropolitano de Saneamento Básico e o Diagnóstico do ICMS Ecológico.

O acordo garante que, caso a Agenersa não conclua o diagnóstico sobre o desequilíbrio em um ano, haja um aumento na tarifa de 5,18% em dezembro de 2025 e outro em dezembro de 2026 para os municípios do bloco 1 e 7,1% do bloco 4 (este último inclui a capital). Esse acréscimo seria adicional ao reajuste anual da cobrança, geralmente baseada na inflação.

O documento também suspende a necessidade de ampliação do abastecimento de água e esgoto até a conclusão da análise da agência. Pelo edital, a concessionária deveria começar a apresentar avanços na cobertura a partir deste ano.

O termo também autoriza a cobrança por esgoto de residências que tenham a chamada coleta em tempo seco, na qual os dejetos são levados para uma estação de tratamento por meio da rede fluvial (criada para escoamento da chuva). O sistema recebe este nome porque, em caso de chuva e aumento da vazão, o material é despejado nos rios sem tratamento.

O contrato inicialmente previa que só poderia haver cobrança com a instalação de coleta com o chamado separador absoluto, sistema exclusivo para escoamento do esgoto para as estações de tratamento. Não há estimativa de quantos novos consumidores serão incluídos na base de pagamento da concessionária.

O termo não indica quando a concessionária poderá fazer essa ampliação da base de consumidores. Em nota, a Agenersa afirmou que “todos os termos do acordo para ter validade dependem da finalização dos processos em andamento”.

Termos do acordo consideram recuperação fiscal, diz governo

A gestão Cláudio Castro afirmou, em nota, que os termos do acordo de conciliação com a Águas do Rio levou em consideração o Regime de Recuperação Fiscal a que o estado está submetido.

“Os termos do acordo foram firmados considerando-se a adesão do estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que impede a adoção de qualquer outra modalidade mitigadora de desequilíbrio que importe em déficit ao orçamento estadual ou prejuízo ao atingimento das metas estabelecidas legalmente ou à qualidade dos serviços de saneamento básico a serem prestados pelas concessionárias”, diz a nota.

O governo fluminense afirma ainda que “cabe à agência reguladora estadual o dever de apurar a alegada situação de desequilíbrio financeiro, com base no processo regulatório”. “A situação apontada pela concessionária poderá se confirmar ou não no decorrer do processo administrativo.”

A Agenersa declarou que “o acordo teve por objeto evitar a judicialização do pagamento da última parcela da outorga a ser paga ao Governo do Rio de Janeiro”.

“O acordo não substituiu a atuação da agência reguladora, uma vez que sua implementação depende da conclusão dos processos sobre falta de cobertura de esgoto”, diz a agência.

A Águas do Rio disse que está “em tratativa técnica com a Agenersa para definir o número de famílias que serão beneficiadas com o tratamento de esgoto por coleta de tempo seco”.



Leia Mais: Folha

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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