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Centenas de julgamentos prejudicados por não conseguirem levar os réus ao tribunal a tempo | Justiça criminal do Reino Unido
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2 anos atrásem
Michael Goodier and Matthew Weaver
Centenas de julgamentos estão sendo prejudicados porque as vans da prisão não conseguem transportar o réu ao tribunal a tempo, mostram os números.
Uma análise do Guardian descobriu que 207 julgamentos judiciais da coroa em Inglaterra e no País de Gales foram declarados “ineficazes” em 2023 – o que significa que foram adiados no dia – porque o serviço de escolta e custódia prisional (Pecs) não conseguiu apresentar os acusados. Esse número aumentou 44% em relação ao ano anterior e quase triplicou o número de cinco anos atrás.
Há uma preocupação crescente com o aumento dos atrasos nos tribunais, o desperdício de fundos e as provações angustiantes para as vítimas e arguidos forçados a navegar no sistema judicial. Os advogados dizem que o aumento nos atrasos nas escoltas é ao mesmo tempo causa e sintoma de um sistema cada vez mais disfuncional. Os dois fornecedores privados de Pecs, GeoAmey e Serco, afirmam que enfrentam desafios crescentes, muitos dos quais estão fora do seu controlo.
No julgamento por assassinato em Old Bailey dos supostos assassinos de Sara Sharif, de 10 anos, o juiz, Sr. Juiz Cavanagh, expressou sua frustração com os atrasos. Depois de um início de audiência com duas horas de atraso no mês passado, ele disse ao júri: “Receio que tenhamos batido o recorde de ontem em termos de atrasos, é um início muito tardio de novo… Deixei clara a minha infelicidade”.
Um dos principais desafios enfrentados pelos serviços de escolta prisional é o aumento acentuado do número de prisioneiros detidos em prisão preventiva, muitas vezes aguardando julgamento em prisões que não são locais dos tribunais apropriados. Em Junho deste ano, 17.070 pessoas estavam detidas na prisão, à espera de julgamento ou de sentença, um aumento de 86% desde 2019. Mas o aumento de casos ineficazes causados por falhas no transporte ultrapassou o aumento de prisioneiros em prisão preventiva.
Em 2013, o governo denunciou Serco por possível fraude depois de uma auditoria ter descoberto que alguns funcionários do empreiteiro registaram falsamente prisioneiros como tendo sido entregues em segurança ao tribunal. A investigação policial foi posteriormente arquivada.
Em 2019, o governo de Boris Johnson concedeu à Serco um Contrato Pecs de 10 anos e £ 800 milhões com um mandato ampliado para cobrir todo o sul da Inglaterra. O contrato da GeoAmey, cobrindo o norte da Inglaterra, Midlands e País de Gales, também foi renovado.
Na época, o governo disse que as alterações contratuais, incluindo novos veículos para ajudar a localizar os prisioneiros, “trariam benefícios significativos durante a vigência de 10 anos dos contratos, tais como a redução do número de atrasos nos tribunais”.
Desde então, os atrasos nas escoltas aumentaram. Os números mostram que 70% dos julgamentos adiados devido a falhas de escolta no âmbito do contrato renovado ocorreram em Londres e no sul da Inglaterra, área supervisionada pela Serco, onde ocorreram 51% dos julgamentos.
Serco destacou os desafios geográficos e demográficos de trabalhar em Londres e no sudeste, e disse que a escassez nacional de motoristas de van era especialmente grave na capital. Observou também o aumento significativo dos atrasos judiciais desde a pandemia.
Um porta-voz disse: “A equipe de escolta de prisioneiros da Serco está trabalhando duro sob condições desafiadoras para entregar um número significativamente maior de prisioneiros entre prisões e tribunais a tempo. Continuamos a trabalhar em estreita colaboração com o Ministério da Justiça e estamos a recrutar e formar mais motoristas e oficiais.”
Um porta-voz da GeoAmey disse que houve uma taxa de sucesso de 99,9% na entrega de pessoas ao tribunal, de acordo com números relatados pelos próprios. Eles disseram: “O processo de escolta e entrega dos detidos ao tribunal é altamente complexo e tem múltiplas dependências, algumas das quais estão fora do nosso controle”.
James Oliveira-Agnew, secretário da Ordem dos Advogados Criminais, disse: “Tudo isso é um sinal de disfunção do sistema. A Serco tem que ser mais eficiente e levar os presos ao tribunal quando eles dizem que vão. Isso sempre foi um problema. Foi agravado pelo facto de agora termos tantas pessoas a entrar no sistema à espera de julgamentos e as listas de julgamentos estão constantemente a mudar. No momento, não estamos preparados para isso.”
Os testes listados para cinco dias agora podem durar seis ou sete dias devido a falhas na escolta, disse ele, ao custo de dezenas de milhares de libras por cada dia perdido.
Os números do The Guardian subestimam o impacto dos fracassos do Pecs, uma vez que incluem julgamentos cancelados, mas não aqueles que são adiados apenas por uma questão de horas, e também excluem audiências sem julgamento.
Um porta-voz do Ministério da Justiça disse: “Menos de 0,2% das audiências em tribunais criminais são atrasadas porque os prisioneiros chegam atrasados ao tribunal onde os empreiteiros do Pecs são responsáveis. Mas a crise de capacidade prisional herdada por este governo colocou pressão sobre todo o sistema de justiça criminal, e estamos a trabalhar com parceiros para garantir que ainda mais prisioneiros cheguem a tempo às audiências judiciais.”
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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