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Cerca de 200 pegadas de dinossauros descobertas em uma pedreira na Inglaterra

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Foto sem data fornecida pela Universidade de Birmingham em 2 de janeiro de 2025, mostrando extensas pistas que fazem parte de uma 'rodovia dos dinossauros', em Dewars Farm Quarry, Oxfordshire, Inglaterra.

É o maior local de pegadas de dinossauros já revelado no Reino Unido. Quase 200 pegadas de dinossauros foram descobertas neste verão em uma pedreira em Oxfordshire, no sudeste da Inglaterra, anunciaram as universidades de Oxford e Birmingham na quinta-feira, 2 de janeiro.

Essas pegadas impressionantes deixadas há 166 milhões de anos por cinco dinossauros serão reveladas no programa de arqueologia “Digging for Britain” em 8 de janeiro na BBC 2. A mais longa das pegadas traçadas por ‘um deles se estende por 150 metros de comprimento na Fazenda Dewars pedreira, real “rodovia dos dinossauros” onde herbívoros e carnívoros cruzaram durante o período Jurássico Médio.

“É muito raro encontrar números tão grandes no mesmo local e descobrir trilhos tão extensos”disse Emma Nicholls, paleontóloga especializada em vertebrados do Museu de História Natural da Universidade de Oxford, à Agence France-Presse. Segundo ela, também poderia ser um dos maiores locais de pegada do mundo.

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“Foi surreal”

Nesta foto sem data fornecida pelo Museu de História Natural da Universidade de Oxford e pela Universidade de Birmingham em 2 de janeiro de 2025, uma pegada de dinossauro encontrada em Dewars Farm Quarry, Oxfordshire, Inglaterra. Nesta foto sem data fornecida pelo Museu de História Natural da Universidade de Oxford e pela Universidade de Birmingham em 2 de janeiro de 2025, uma pegada de dinossauro encontrada em Dewars Farm Quarry, Oxfordshire, Inglaterra.

O primeiro deles foi descoberto em junho por Gary Johnson, trabalhador que trabalhava com uma escavadeira nesta pedreira operada pela empresa Smiths Bletchington. “Percebi que fui a primeira pessoa a vê-los, foi surreal”disse ele à BBC. Nos dias que se seguiram, cerca de 100 pessoas participaram nas escavações supervisionadas pelas duas universidades, no local onde existia uma antiga lagoa rasa e de águas quentes.

Os cientistas não sabem exatamente o que permitiu preservar esses vestígios deixados na lama, “mas pode ser que uma tempestade tenha depositado sedimentos nas impressões, o que lhes permitiu congelar”disse Richard Butler, paleobiólogo da Universidade de Birmingham.

Quatro rastros foram deixados por saurópodes, dinossauros herbívoros de pescoço longo, provavelmente da espécie Cetiosaurus. Esses animais mediam até 18 metros de comprimento e suas pegadas lembram as de um elefante – mas muito maiores. Um quinto provavelmente foi deixado por um megalossauro, o maior predador jurássico da Inglaterra, que andava sobre duas pernas e cujas três garras podem ser vistas claramente no solo.

Esta pedreira foi extensivamente fotografada por drone para criar modelos 3D e preservar esta descoberta excepcional. Em 1997, foi descoberto nas proximidades outro sítio com cerca de quarenta pegadas, mas hoje já não é acessível e os elementos recolhidos na altura são limitados.

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O mundo com AFP

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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