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Cérebro podre, polarização e ansiedade – 10/12/2024 – Mariliz Pereira Jorge

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Ao chegar em casa depois de um jantar com amigos, percebi que meu marido já dormia no quarto. Para não incomodá-lo com a luz do celular, me esparramei no sofá e, sem pensar, entrei no Instagram. Só tirei os olhos da tela ao perceber que o dia amanhecia. Mais de três horas entre fotos desimportantes e memes. Um mais irrelevante do que o outro, um mais idiotizante do que o próximo.

Fui para a cama com uma baita ressaca moral e agora vi a sensação descrita em umas das palavras do ano, eleita pelo dicionário Oxford: “brain rot” ou “cérebro apodrecido”. A expressão se refere à deterioração mental causada pelo consumo excessivo de conteúdo inútil, em geral nas redes sociais, ou de programas de baixa qualidade. É alerta para eu deixar de ser besta, mas também para onde caminha a humanidade.

Empresas especializadas em educação e linguística têm prestado valioso serviço ao rastrear as transformações pelas quais a língua passa ao refletir como a sociedade se comporta e se comunica. Na última década, vimos a adoção de termos como “fake news” (2017), impulsionado por Donald Trump, e “lockdown”, que apareceu e desapareceu no mesmo ano em que “cancelamento” teve a sua coroação e nunca mais perdeu o reinado.

É interessante ver como os destaques de 2024 conversam entre si. “Brain rot”, “polarização” (Merriam-Webster) e “ansiedade” (Instituto de Pesquisa Ideia) fazem parte do Zeitgeist digital, marcado pela hiperconectividade e pela cultura da instantaneidade. Além do conteúdo empobrecido, o algoritmo das redes entrega um ambiente de constante comparação, mantém o cérebro em estado de alerta e gera pressão emocional contínua. Ficamos cada vez mais ignorantes e mais deprimidos.

É o mesmo mecanismo que amplifica o viés da confirmação, alimenta a tendência de se buscar, interpretar e lembrar informações que reforcem crenças preexistentes, o que levanta barreiras intransponíveis entre grupos.

Ainda que a divisão política não seja nova, o aumento da procura e do uso da palavra polarização reflete que a fragmentação da sociedade não dá sinais de cansaço: tem se consolidado como o nosso normal, enquanto afundamos em memes.


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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física-interna.jpg

A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos-interna.jpg

Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre

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O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.

A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira

Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.

 



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