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CGU condena 36 empresas por espionagem industrial – 15/01/2025 – Mercado
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2 anos atrásem
Lucas Marchesini, Diego Felix
A CGU (Controladoria-Geral da União) condenou 36 empresas pela compra de dados sigilosos detidos pela Receita Federal e MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Somadas, as multas chegam a R$ 46 milhões.
Outras 14 companhias ainda estão com processos abertos e há negociação de acordo de leniência com uma delas.
Do total de empresas punidas, 29 fizeram um acordo com a CGU admitindo culpa. Com isso tiveram uma redução no valor pago. Outras sete foram julgadas e condenadas pelo órgão de controle.
“Queremos que as empresas entendam que precisam implementar procedimentos mínimos de diligência ao contratar serviços. Não é aceitável que uma empresa adquira informações sabidamente sigilosas sem assumir que sua origem provém de maneira ilícita”, disse à Folha o secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes Vianna.
Vianna destacou a quantidade de acordos com admissões de culpa e compromisso de não repetição da conduta celebrados pelo órgão, que são preferíveis a julgamentos, na sua avaliação. Em caso de acordos, as multas são menores.
Os julgamentos têm origem na Operação Spy, da PF (Polícia Federal), Receita Federal e Ministério Público Federal.
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A operação descobriu que dois servidores da Receita Federal e um do MDIC forneciam dados sigilosos para uma empresa, que revendia as informações em relatórios para o setor privado. Os servidores envolvidos foram demitidos pelos respectivos órgãos.
A maior cobrança é da Impeda Rolamentos Importação e Comercio, que pagou R$ 16,9 milhões. A segunda é da Metachem Industrial e Comercial, com multa de R$ 2,8 milhões, e em seguida vem a Portobello, com R$ 2 milhões. As multas para cada empresa variam de valor, com a menor sendo de R$ 23,8 mil.
Procuradas desde a tarde desta terça (14) por telefone e email, a Impeda e a Metachem não responderam até a publicação deste texto.
Segundo apurou a Folha, o processo da Portobello foi encerrado em novembro de 2023. Indiciada no final de 2022, a companhia procurou a CGU para realizar um julgamento antecipado e conseguir um acordo menos oneroso.
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A investigação apontou que, em 2015, um então funcionário da Portobello comprou um relatório com informações sigilosas por R$ 3.000. Às autoridades, a companhia mostrou que o relatório era inócuo e que não gerou vantagens contra seus concorrentes. Teria sido um caso isolado, em que somente um relatório foi, de fato, comprado ilegalmente.
Essa situação na qual um funcionário adquiria os dados sem o conhecimento de superiores se repetiu em diversas empresas investigadas e foi levada em conta no cálculo da multa.
Para chegar ao valor a ser pago, o principal fator foi o faturamento da companhia, já que a multa é um percentual desse valor. Além disso, a CGU levou em conta a quantidade de informação adquirida, se era um comportamento recorrente ou não e se um acordo foi feito.
Na lista de investigadas estão também a Braskem e a Louis Dreyfus, conforme revelado pelo jornal O Estado de S.Paulo e confirmado pela Folha. A Braskem afirmou que “tomou conhecimento acerca da Operação Spy e contribuiu ativamente com as investigações, cumprindo seu compromisso de colaboração e transparência”.
A Louis Dreyfus também foi procurada desde a tarde desta terça por telefone e email, mas não respondeu até a publicação deste texto.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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